domingo, 7 de março de 2010

Cigás: sinônimo de caos no trânsito de Manaus

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Mais uma vez a população de Manaus está sofrendo. Como se não fosse suficiente suportar a tortura dos ônibus lotados e sucateados, ainda há o problema da construção da rede de distribuição de gás natural de Coari em Manaus, realizada pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás).

O descontentamento é geral. A morosidade na condução da obra e as intermináveis obstruções nas principais vias de Manaus estão causando verdadeiros transtornos para o povo. O trânsito que, por si só, já é lento, agora ganhou mais uma aliada: a Cigás!

A avenida Constantino Nery é um ótimo exemplo da problemática. Sendo uma das principais vias de Manaus a ligar os bairros ao centro, esta avenida está praticamente intransitável no trecho em frente ao Olímpico Clube (próximo ao Terminal da Constantino Nery), uma vez que a Cigás interditou praticamente 80% da via. Não há espaço para todos os veículos, o trânsito está um caos, a demora para chegar ao centro se agrava, pois só há passagem para um veículo de cada vez! Esse trecho que era percorrido em menos de dez minutos agora é feito em mais de meia hora (isso quando não há muitos carros para passar), descontando, é claro, o tempo em que o trânsito fica completamente estagnado. Agora imaginem este cenário nos horários de maior tráfego!... Inconcebível! Inaceitável!

É necessário que se reconheça a importância da obra, mas não se pode aceitar que a população saia prejudicada.

Além de ocasionar a lentidão no tráfego, a Cigás ainda é responsável por destruir as ruas e, para fingir que faz o recapeamento asfáltico, faz um serviço falho e incompetente na recuperação das vias. Essa “recuperação”, por não se enquadrar nos padrões de qualidade exigidos pelas normas técnicas, pode gerar inúmeros acidentes, comprometendo a segurança de pedestres e motoristas. O desnível no asfalto é gritante. É fácil saber se a Cigás passou por aquele local, pois basta observar a situação do asfalto e a precariedade do serviço de pavimentação.

A pergunta que se faz é: até quando a lentidão em concluir as obras do gás natural? Até quando o cidadão manauara terá que suportar as longas horas de congestionamentos quilométricos? Até quando teremos que pagar o preço? O que está acontecendo, afinal?

Muitas perguntas, respostas vagas. Está mais do que na hora de mudarmos esse estado de coisas, as empresas devem respeitar os limites do cidadão. A paciência do caboclo está se esgotando. Onde está o Governador para pressionar a Cigás a concluir as obras? Ou será que já é uma rotina ver em Manaus obras lentas, que consomem enormes quantidades de dinheiro e que, como resultado, causam desgostos para a população?

O povo de Manaus cobra respostas, quer ver resultados. Não basta alguém dizer que as obras do gás natural serão finalizadas em março (mesmo porque já estamos em março!). O provérbio latino agere, non loqui (atos, não palavras) traduz o que o povo quer: nenhuma verborragia, mas ações. A população de Manaus agradece!
Vanessa Benchimol - Bióloga e acadêmica de Jornalismo da UFAM

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