domingo, 21 de março de 2010

TRANSPORTE COLETIVO: MANAUS TEM O PIOR SISTEMA DO PAÍS

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O sistema de transporte coletivo de Fortaleza é 10. O nosso aqui é uma droga, o pior do país. Confira a diferença.

Em Fortaleza vivem 2,6 milhões de habitantes. Manaus tem uma população de 1,8. O que deu certo em Fortaleza e aqui fracassou? Resposta: o sistema de transporte coletivo. Em Fortaleza a passagem de ônibus custa 1,80 centavos. Aqui 2,10, embora, até a semana passada, as pessoas tinham que desembolsar 2,25 centavos. O sistema de Fortaleza é parecido com o nosso, pois funciona com terminais e, como aqui, existe integração. Tudo bem. Por que a passagem em Fortaleza é mais barata, os ônibus não faltam e não atrasam, enquanto aqui, as pessoas se desesperam nas paradas, às vezes aguardando, por horas, pelo ônibus que vai transportá-las para o trabalho e, no fim do dia, de volta para casa? Tem algo errado aqui. Prefeito chega e prefeito sai, mas o sistema continua ruim, péssimo. Nenhum deles enfrentou os donos de ônibus, que chamo de tubarões exploradores do povo, para impor que respeitem os manauenses. Todos se acovardam frente a esses sugadores do suor do povo de Manaus. O expresso, implantado pelo Alfredo, enterrou mais de 150 milhões de reais e o projeto já nasceu falido. Hoje não passa de um amontoado de carros velhos, verdadeiras sucatas, com as suas paradas caindo aos pedaços. Uma vergonha. A licitação que deu origem a esse frankstein, que é o consórcio Transmanaus, foi uma enganação. As empresas, para mascarar o processo mudaram de nome, desamassaram e pintaram um monte de ônibus velhos e apresentaram ao povo como novos. Uma patifaria. O resultado dessas duas experiências está aí, em forma de tragédia: ônibus quebrados, alguns até pegando fogo, verdadeiras sucatas, um amontoado de ferrugem transitando pelas ruas da cidade. Um vexame. Pior: um deboche, uma cusparada na cara do povo que paga caro para ser transportado pelo pior sistema de transporte coletivo do País.
Fonte: Vereador Mário FrotaPresidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

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