terça-feira, 16 de novembro de 2010

PMDB fala em ‘trocar’ a Integração pelos Transportes

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No lufa-lufa em que se converteu a composição do ministério de Dilma Rousseff, o PMDB ajustou o discurso.


Antes, quebrava lanças para manter sob seu controle as seis pastas que recebeu de Lula. Agora, admite o intercâmbio de pastas.


Já não faz questão, por exemplo, da Integração Nacional, cobiçada pelo PSB –uma legenda que cresceu nas urnas de 2010 e que Dilma deseja premiar.


Como generosidade e PMDB são valore$ inconciliáveis, o partido do vice Michel Temer pede em troca o Ministério dos Transportes.


Na visão do PMDB, a Integração é, por assim dizer, laranja chupada. Sua obra mais relevante, a transposição do São Francisco, já foi licitada.


Afora alguns empreendimentos mixurucas do PAC, a pasta proporcionaria mais enroscos do que dividendos.


Traz no organograma um órgão-problema (Defesa Civil) uma autarquia falida (Denocs) e uma logomarca de ação restrita ao Nordeste (Codevasf).


No Ministério dos Transportes, ao contrário, concentram-se as principais obras do PAC. Ali, as arcas são mais fornidas.


Para 2011, estima-se que a rubrica de investimentos da pasta roçará a casa dos R$ 17 bilhões.


Há duas pedras no caminho do PMDB: 1) o PR controla os Transportes e não admite abrir mão do posto. 2) o PT ambiciona o mesmo ministério.

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