sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O ANALFABETO POLÍTICO

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O Analfabeto Político

Berthold Brecht

O pior analfabeto É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,


e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

(Berthold Brecht)




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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CARTA DE SOLIDARIEDADE A HELOÍSA HELENA

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Por: Elson de Melo


Camarada Heloisa


Fiel a sua historia e seus princípios, tendo o Brasil por testemunha, Heloisa Helena preconiza no inicio do Governo Lula, o fim de um projeto de transformação social que por vinte e cinco anos fêz do PT a esperança de um povo. Inquieta com a indicação do então Deputado do PSDB Henrique Meireles para o Presidente do Banco Central do Brasil. A vibrante Senadora que comandará a luta pela cassação de Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Inácio Arruda, passa a comandar a rebelião contra a entrega dos destinos do país aos senhores donos do capital.


Mulher guerreira não se intimidou em votar contra a reforma da Previdência que subtraiu direitos dos Aposentados brasileiros, a resposta da cúpula petista foi à expulsão, tendo como seus algozes Zé Dirceu, Zé Genuíno, Delúbio e Silvinho, todos envolvidos no mensalão do PT e hoje principais cabos eleitorais de Dilma.


O compromisso com a história de seu povo, impõe a guerreira a missão de comandar a criação de um novo Partido que tenha como principio norteador o Socialismo e a Liberdade. Assim nasce o PSOL, Heloisa não vacila, aceita o desafio de apresentar o Partido ao povo brasileiro concorrendo a Presidência da República em 2006.


A tarefa não foi fácil! Porém, sua garra superou as dificuldades e foi a terceira mais votada do Pleito. Diante das constantes ameaças contra sua vida feita pelos jagunços de políticos Alagoanos. Heloisa resolveu concorrer a uma vaga para Câmara Municipal de Maceió em 2008. Foi eleita com mais de trinta e oito mil votos.


Na eleição deste ano, Heloisa tentou retornar ao Senado, enfrentou heroicamente seus inimigos de Alagoas, porém, não teve como enfrentar seus adversários dentro do próprio PSOL. Perseguida pela maioria da Direção Nacional do Partido, que chegaram ao cumulo de afastarem de suas funções de Presidente, foi o golpe mais covarde e certeiro que recebeu nessa campanha, na verdade, esses Dirigentes do PSOL, ofereceram sua cabeça na bandeja para Lula e sua Canalha, que não perderam tempo para transformar esse episódio em fator principal para derrota-lá.


A decisão dessa mesma maioria que Lula Plantou dentro do PSOL, para derrota-lá, que estranhamente foram contra a uma aliança com Marina no primeiro turno, que agora entram com um entusiasmo gigantesco na campanha de Dilma, superior até mesmo o dispensado a campanha de Plínio. Heloisa não suportou. Como qualquer mortal a guerreira tem sangue, dignidade, decência e honra, voltar nessa hora ao colo de Lula e Dilma, é pedir demais para quem foi massacrada pela canalha de Dilma, Lula e Renan Calheiros em Maceió no primeiro turno.


Heloisa não saiu do PT, foi expulsa! Escorraçada! Esse caminho não tem volta, tem resposta! Daí a reclusão dessa grande mulher para pensar um novo caminho a seguir. Fiel aos seus princípios, Heloisa deixa a Presidência do PSOL que segundo seu comunicado, prefere o papel de simples militante.


Infelizmente a esquerda está cheia de “Cabo Anselmo”, a começar pelo PSOL. Se cristalizarmos as avaliações, chegaremos à conclusão que: foram exatamente os Dirigentes que ingressaram no PSOL após sua criação, oriundos do PT e mais uma meia dúzia de inocentes úteis, que comandaram esse triste episódio contra Heloisa. Cumpriram com maestria sua missão, assim podem comemorar com o Lula “corda solta! Missão cumprida!...” Conseguiram com êxito inviabilizar o retorno de Heloisa Helena ao Senado e conseqüentemente interromper a concretização de uma Liderança autentica dos Socialistas. Feito isso, finalmente podem se deleitarem sob o manto diabólico de Lula apoiando Dilma no segundo turno!...


É triste, mas é pura realidade, essas Lideranças ditas de “esquerda” são cada vez mais afável ao capital e menos solidária aos verdadeiros socialistas. Heloisa é mais uma vitima desses déspotas. Diante de tudo isso, resta aos que como eu, que acreditam na real possibilidade de o povo brasileiro, construir seu próprio destino dentro da lógica do Socialismo, apresentar a essa grande guerreira, nossa solidariedade e, reafirmado o compromisso histórico de juntos com Heloisa Helena, manter viva a luta pela liberdade dos Trabalhadores na direção do Socialismo. Camarada estamos aguardando sua orientação para uma nova caminhada. Eles jamais conseguirão nos render. Somos indomáveis!


Élson de Melo – Sindicalista


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

HELIOSA HELENA SE AFASTA DA PRESIDÊNCIA NACIONAL DO PSOL

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A declaração de algusn Dirigentes do PSOL, apoiando Dilma e a posição tomada pela Direção Nacional do Partido, proibindo voto ao candidato José Serra, foi a gota d'água que precisava para Heloisa Helena abandonar a Presidência do PSOL Nacional. O fato é que Heloisa foi abandonada pela maioeia dos Dirigentes do PSOL, fato que foi decisivo para sua derrota ao Senado em Alagoas. Abaixo o comunicado de Helisa.

Comunicado de afastamento da Presidência Nacional do PSOL

1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito "A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!). Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto - ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder - e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!

2. Comunico à Direção Nacional e Militância do PSOL a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me af astando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e MTL, em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!

Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais ( culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do PSOL, sempre à disposi ão das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!

Maceió, 19 de Outubro de 2010

Heloísa Helena
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010 2º TURNO: TRABALHADORES DO BRASIL DECIDAM! DUAS CANDIDATURAS E O MESMO PROPÓSITO!

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Política salarial, Previdência Social, Reforma Trabalhista, Reforma Sindical, Reforma Agrária, Fator Previdenciário, 13º Salário e Redução da Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas semanais. São temas palpitantes que as duas candidaturas fazem questão de ignorar nesse Segundo Turno da Eleição.

Isso significa para os trabalhadores: mais arrocho salarial, mais controle do Movimento Sindical, a consumação do veto ao Fator Previdenciário feito pelo Presidente Lula e o fim do 13º Salário já aprovado pela base aliada do Governo do PT na Camâra Federal.

Blindados pelo debate sobre privatizações e o fundamentalismo religioso, os candidatos escondem seus propósitos de continuar essa maldita realidade que aflige todos os pobres e infelizes trabalhadores brasileiros, ambos os candidatos, defendem o principio neoliberal de uma relação capital e trabalho centrado nas regras de mercado.

Esse principio neoliberal, acabou com a política salarial que garantia condições mínimas de recomposição dos salários, provocando ano pós ano a decomposição da massa salarial, tanto o governo de FHC como o de Lula, garantiram aos empresários condições plena de exploração máxima do suor e sangue dos trabalhadores brasileiros.

O achatamento salarial tem sido a máxima tanto de FHC e Lula, e, parece que vai continuar, seja com Dilma ou Serra! Portanto, infelizmente para nós trabalhadores nada vai melhorar, principalmente quando constatamos que ambos os candidatos são tecnocratas e defendem um projeto de desenvolvimento centrado num desenvolvimento monetarista liberal.

Para nós trabalhadores o reflexo dessa política é a precariedade das condições de trabalho, isso implica em ambiente de trabalho insalubre, seja por exposição dos trabalhadores a riscos de acidentes e contaminações por resíduos químicos alem da proliferação de doenças profissionais, como: ler, alergia cutânea, renite crônica, escoliose, gastrite, infecção intestinal, estresse... Infelizmente, grande parte dessas patologias, não é considerada doenças ocupacionais, porém a origem de todas elas é o ambiente de trabalho precário.

A intenção dos dois candidatos de não tocar nesses temas durante os debates públicos e no horário eleitoral gratuito, tem um significado lógico, ambos seguem as orientações do FMI, portanto, é mais cômodo para eles promoverem um verdadeiro festival de isterismo e baixarias, recheados de acusações infundadas, que, debater com os trabalhadores uma política que realmente garanta condições boas de ambiente de trabalho e salários dignos.

Enquanto isso, a grande maioria do Movimento Sindical brasileiro, prefere acomodar-se dentro do espaço governamental, seja ocupando cargos na administração publica, ou sobrevivendo de subvenções do poder publico através das cotas do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, que impede esses sindicalistas de mobilizar os trabalhadores para lutarem por melhor condição de vida e trabalho..

Diante desses apontamentos, a manifestação do seu voto a um dos candidatos, deve levar em conta, apenas aspectos que garantam um governo ético, que não atente contra as liberdades de opinião e de imprensa. De imediato, apenas duas questão diferem os dois candidatos: Reajuste do Salário Mínimo e Reajuste para os Aposentados. No caso do salário Mínimo você tem o direito de optar por ganhar mais ou menos. O mais é R$ 600,00 (seiscentos reais) reajuste de 18% (dezoito por cento) proposto por Serra, o menos é R$5038,15 (quinhentos e trinta e oito reais e quinze centavos) reajuste de 5.5% (cinco e meio por cento) proposto por Dilma. Da mesma forma os aposentados brasileiros podem escolher entre 10% (dez por cento) de reajuste proposto por Serra ou apenas a reposição da inflação do ano que não ultrapassará 4% (quatro por cento) proposto por Dilma. Assim o exercício é simples, compare e vote pelo que é melhor para você. Isso é realmente o que nos interessa nesse momento. O resto são apenas promessas para não cumprir depois.

Assim, são os mais de vinte milhões de trabalhadores que ganham salário mínimo é que vão decidir o pleito, porém, é importante chamar atenção aos trabalhadores que ganham acima do salário mínimo para o fato que esse reajuste já em 1º janeiro de 2011, provocará um efeito cascata que elevará o paradigma do seu salário para um patamar maior. Pense nisso na hora de votar. Seja objetivo e foque no que vai impactar positivamente no seu salário, fora esses dois pontos, os propósitos das duas candidaturas são iguais! Assim, pegue o candidato na palavra e aproveite a oportunidade para garantir um salário maior já!

Analisem as duas propostas para o Salário Mínimo e vote:
Salário Mínimo atual – R$ 510,00
Proposta da Dilma – R$ 538,15 – percentual de 5,5% (Cinco e meio por cento)
Impacto sobre o atual Salário Mínimo – R$ 28.15 (vinte e oito reais e quinze centavos)
Proposta do Serra – R$ 600,00 – percentual de 18% (dezoito por cento)
Impacto sobre o atual Salário Mínimo – R$ 90,00 (noventa reais)

Agora imagine você na assembléia do seu Sindicato onde vai ter que optar pela melhor proposta salarial, se ainda tiver duvidas, pense qual foi o percentual que você recebeu sobre o seu salário na ultima Convenção ou Acordo Coletivo do seu Sindicato, veja a diferença e vote para garantir logo um salário melhor na sua carteira, o resto, seja quem for o Presidente, vamos ter lutar muito para conquistar!

Pela proposta da Dilma, o Salário Mínimo só vai chegar a R$ 600,00 (seiscentos reais) somente em 2014, pois as previsões de acumulado da inflação estão abaixo de 4% (quatro por cento) ao ano! É importante esclarecer que o Salário mínimo todos os anos tem sido implantado através de Medida Provisória de iniciativa do Presidente da Republica
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domingo, 17 de outubro de 2010

NOVO DIA DE MOBILIZAÇÃO DEIXA SARKOZY ENCURRALADO

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França

Neste sábado, entre 825 mil (segundo a polícia) e três milhões de manifestantes (segundo os sindicatos) saíram às ruas para demonstrar o repúdio à reforma das aposentadorias proposta por Sarkozy.
17 de outubro de 2010

Os sindicatos afirmaram que a mobilização deste sábado foi comparável às anteriores. O governo, porém, esperançoso de conseguir quebrar o espírito combativo das massas que se levantaram contra seu plano de austeridade, procura jogar para baixo o número. “O movimento caminha para se expandir, tanto no que diz respeito ao número de empresas afetadas pelas greves de diversas formas, quanto o número de trabalhadores que participam das manifestações”, de acordo com o anúncio feito pela imprensa francesa.

Ao invés de retirar da pauta do Congresso, o governo francês passou a declarar publicamente que é preciso “dar mais explicações” sobre o aumento das aposentadorias proposto no início deste ano.

A greve conduziu à paralisação da atividade industrial em setores-chave da economia francesa. O fechamento dos depósitos e refinarias no país forçou os aeropostos e outras empresas a depender do petróleo importado para tentar dar continuidade aos seus planos.

Dividido entre a direita e a esquerda, o Partido Socialista, encabeçado por Martine Aubry, tem nas mãos uma das chaves para o controle da situação. Ao apostar no desenvolvimento da luta no terreno parlamentar, isto é, na sua promoção para a liderança de um governo com amplo apoio do empresariado e do imperialismo mundial, o PS destina a enxurrada social, representada pelas massas em greve, para o moinho da direita.

As massas têm que se libertar dos entraves colocados contra sua mobilização pela esquerda, bem como enfrentar o governo e os setores conservadores. A luta contra as aposentadorias não será definida no Parlamento, mas está sendo, neste momento, decidida nas ruas.
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