domingo, 20 de março de 2011

As razões de Cuba: Agentes para a mudança?

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Internacional
Prensa Latina

Alta prioridade concedem os serviços de inteligência dos EUA à fabricação de "líderes sociais". Buscam em grupos de interesse como jovens, artistas e intelectuais, indivíduos "capazes" para essa "transição" que almejam em Cuba.

Nesse trabalho, afastada do trabalho diplomático, destaca-se a SINA, segundo o confirma Frank Carlos Vázquez, que para eles mordeu o anzol, mas, na realidade, como se faz público hoje, trombaram com Robin, agente da Segurança Cubana.

Frank Carlos Vázquez Díaz destacava-se por sua facilidade em matéria de relações públicas. Tinha "chispa" para o contato com os outros e sua habilidade levava-o também a estar "na última" em tudo, de modo que em 1998, em meio ao período especial, propõe a um grupo de jovens artistas criar um projeto cultural alternativo que divulgasse suas obras e atraísse a atenção, em particular, dos circuitos internacionais. A aceitação foi tão imediata como entusiasta.

Arte Cubana, como nomearam a página na internet que criaram então, se converteu em "um dos primeiros sites de seu tipo que existiam no país" e constituiu o sustento promocional do que começava a gestar-se naquele "pequeno local em Havana Velha localizado na rua Obispo", recorda Frank Carlos.

Por isso não demorou muito para que instituições culturais de diferentes nações os contatassem. "Estabelecemos correspondência e relações de trabalho com várias galerias importantes nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa".

Tão atraente apresentou-se o projeto que logo apareceram em cena aquelas personagens cuja única "arte" é o de monitorar e identificar quem se pode usar dentro e fora de Cuba para cumprir as diretrizes do governo estadunidense. Da Seção de Interesses de Washington em Havana, esses especialistas localizavam as páginas de internet independentes com o suposto perfil apropriado para seus planos de subversão.

De modoa que, "com o aparente candor de quem só quer 'ajudar'", diplomatas da SINA apareceram em seguida no local de Frank Carlos e seus amigos, que lhes explicaram que se tratava de "um projeto que não estava sob a direção das instituições culturais".

Por isso, "a partir daí começou um processo de encontros e contatos, praticamente diários, que foram aumentando na medida que se desenvolviam as diferentes atividades que realizávamos", conta Frank Carlos Vázquez, um licenciado em língua inglesa, que em seguida foi considerado como um interlocutor valioso.

Ao mesmo tempo, de dentro da SINA, começaram a enviar-lhes "dezenas de caixas de livros, revistas e publicações", recorda Frank Carlos. Além disso, o ex-servidor público do escritório Douglas Barnes manifestou o desejo de "converter nosso centro em um lugar de acesso à internet, o que era muito importante neste momento", porque o ciberespaço apenas era conhecido entre os artistas cubanos.

Este Barnes já tinha expressado que sua tarefa principal era tratar de instrumentalizar em Cuba o chamado Carril II da Lei Torricelli, para o qual trazia a experiência de ter trabalhado em países do antigo campo socialista, e durante sua permanência aqui, estabelecer relações com nacionais do setor cultural, intelectuais e cabeças contrarrevolucionários.

Por isso, para os diplomatas da SINA (ou da CIA?), tudo o que puderam observar em Frank Carlos parecia feito na medida de suas expectativas.

Pretendiam derrubar o "Muro de Berlin" em Cuba

Durante a administração de William Clinton (1993-2001), Richard Nuccio, seu assessor para assuntos cubanos, pregou a chamada teoria "de povo a povo", que na verdade significava algo como "afogar com um abraço", método que já tinham aplicado contra a Polônia.

Sob esses postulados, no segundo mandato de Clinton, a SINA abriu como nunca a entrega de vistos para "facilitar o intercâmbio cultural", enquanto seus especialistas avaliavam que setores da intelectualidade pudessem propiciar o aparecimento de movimentos artísticos "paralelos"; em essência, que fossem contestatórios e "independentes do Estado".

Achavam que com isso desapareceria o sentido revolucionário no movimento cultural cubano, algo que se tinha experimentado na outrora Checoslováquia.

Foi o filão que viu Larry Corwin, um especialista em arte, então secretário de Imprensa e Cultura da SINA, que desde sua chegada ao país desenvolveu uma intensa influência no meio cultural da Ilha e da chamada imprensa independente.

Precisamente, esse diplomata deixou cair a máscara pouco depois de concluir sua estada na Ilha, ao reaparecer em Kosovo, em 2004, como oficial de Assuntos Públicos do escritório do Departamento de Estado no território balcânico ocupado pelas forças da OTAN.

A prática de Corwin não é nova. Desde a Segunda Guerra Mundial, e do posterior início da Guerra Fria, os serviços especiais aprontaram um aparelho de subversão dirigido para um público intelectual, a partir de correntes de instituições - fachadas com supostas finalidades de índole muito diversa. Os fundadores dessa maquinaria de subversão foram acadêmicos e especialistas em guerra psicológica, cuja atividade nesse campo tem numerosas experiências ao longo da história.

Essas instituições, "entre as quais vale mencionar o quase centenário Brooklyn Institution, a Rand Corporation e a Heritage Foundation", trabalham hoje com métodos de influência afinados durante décadas, mediante os quais se aproximaram de pessoas "selecionadas" a partir de estudos de sua personalidade e do papel que poderiam desempenhar na sociedade.

Aqui em Havana, o "especialista" Corwin trabalhou em conjunto com o segundo chefe da estação local da CIA, James Patrick Doran, camuflado no cargo de vice-cônsul. Para eles, por Frank Carlos no círculo de sua influência, era controlar o grupo de jovens em seu conjunto.

Segundo a apreciação da CIA e da SINA, ao se atingir esse objetivo, chegariam a criar futuros destruidores do socialismo, autênticos conspiradores, os que iam "derrubar o muro de Berlim em Cuba".

Por isso, Corwin atendeu a Frank Carlos com diligência. Facilitou-lhe tudo o que precisava, sempre atento a seus desejos, em nome da "amizade". Propôs-lhe projetos, contatos, fazendo questão da sedutora ideia da comercialização das obras que este promovia.

Mas, outra vez, o inimigo tinha se equivocado. Como jovem cubano que cresceu com a Revolução, longe estavam de imaginar aqueles que o "visualizaram" que ele se manteria fiel a seu país. Mais de dez anos sw passaram e agora é que se torna pública sua identidade; Frank Carlos Vázquez cumpria missões como o agente Robin dos órgãos da Segurança do Estado, cuja maior riqueza consiste, precisamente, nessa fusão dos homens e das mulheres que a integram com o povo, em defesa da Pátria.

Uma experiência americana

Com um orçamento que parecia sem limites e um acesso privilegiado a diferentes esferas do mundo cultural norte-americano, Larry Corwin anuncia a Frank Carlos que ia lhe conseguir convites de prestigiosas instituições para que pudesse viajar aos EUA.

"No ano de 1998, aproximam-se de mim e me entregam um convite realizado pelo Chicago Cultural Center", considerado um dos mais relevantes de seu tipo em solo estadunidense.

Frank Carlos e seu grupo tinham sido selecionados "para estabelecer um projeto de intercâmbio" que os aliou a esse centro em uma ampla colaboração mediante a qual foram duas vezes ao país do norte com todas as despesas pagas, como "cortesia" das agências federais e instituições governamentais em Washington.

Mais que nunca, o bom conhecimento do inglês foi a chave: "Praticamente abriu-me todas as portas. Estando ali pude ter acesso a muitíssimas personalidades com as quais, por meu conhecimento de seu idioma, pude estabelecer um diálogo e um contato muito profundos", recorda.

"Conheci desde o prefeito de Chicago até os diretores das instituições culturais mais importantes, passando por diretores de galerias renomados no mundo da arte. Reunimo-nos com diferentes congressistas, políticos..."

A estes encontros somaram-se outros com agendas políticas muito definidas, que ultrapassavam a divulgação e a promoção da cultura. É assim que dirigem Frank Carlos para "o que eles estavam interessados que eu conhecesse". E em aparência, o plano do "team" Corwin-Doram se concretizava pouco a pouco.

Os "diplomatas" da SINA consideram ampla a experiência adquirida por Frank Carlos e começam a manifestar-lhe outras "necessidades", especificamente que tratasse de aglutinar jovens. O objetivo da operação emerge então com clareza: inculcar-lhe "os interesses que as instituições culturais dos EUA perseguiam", diz.

A essa altura, tinha se estabelecido uma espécie de regra: esperando que ocorresse aqui o mesmo que no Leste da Europa, o mercado ocidental e particularmente o estadunidense estava ávido de uma arte cubana contestatória e hipercrítica.

Sua experiência "americana" deixou também outras lembranças na memória de Frank Carlos Vázquez Díaz. De Chicago, onde o localizou a inteligência norte-americana em seu plano de influência, não esquece a visita que fez a bairros marginalizados, "onde os cidadãos norte-afro-americanos são totalmente segregados".

Também lhe chocou "a violência nas ruas e o tráfico incessante de drogas que existe em muitos lugares", assim como viver "a realidade de um país que está planejado para ganhar dinheiro", e se as pessoas não são capazes de obtê-lo "são consideradas de segunda classe".

Necessária recapitulação

O convite que recebeu Frank Carlos Vázquez se inscreve no programa Cuba da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID, na sua sigla em inglês), que, financiado com milionários fundos federais, serve de cobertura à atividade da CIA contra a Ilha. Um dos métodos empregados é a fabricação de líderes sociais, supostamente capacitados como "agentes para a mudança" política e que tentam cooptar no universo juvenil, entre os artistas, os universitários e a intelectualidade... utilizando como chamariz o outorgamento de bolsas e viagens.

A USAID, segundo explica a capitã Mariana, analista da Segurança do Estado, vale-se também em sua ação de diversos mecanismos: "um deles é o emprego de organizações, como é o caso do Instituto Republicano Internacional (IRI)", surgido em 1983 sob a administração de Ronald Reagan, uma arma da direita estadunidense para campanhas de engano e manipulações. Seu presidente é nem mais nem menos que John McCain, um amigo da máfia cubano-americana de Miami.

O IRI desempenha um ativo papel no programa Cuba da USAID e para isso estabeleceu dois objetivos prioritários que são aumentar o livre fluxo de informação da e para a Ilha e, em segundo lugar, a conformação de organizações não governamentais que facilitem seus fins. O IRI não atua diretamente em território nacional, mas através de organizações como Solidariedade Espanhola à Cuba e a Fundação Eslovaca Pontis.

Para o IRI, é de suma importância conseguir instalar no país redes de comunicação sem fio com possibilidades de transmissão via satélite com a utilização de meios de tecnologia avançada como o Bgan.

Por outro lado, a USAID também "pode utilizar mecanismos mais diretos, como ocorreu no caso de Frank Carlos, que foi contatado de maneira pessoal por um funcionário da SINA".

A analista da Segurança do Estado argumenta que a bolsa concedida a Frank Carlos foi, justamente, "parte de sua preparação" e uma forma de "trabalhar suas qualidades de liderança, suas potencialidades".

"Em definitivo, este programa busca dar uma orientação contrarrevolucionária aos fenômenos próprios de nossa sociedade, ou construir fatos, ou líderes que permitam canalizar os interesses do governo dos Estados Unidos com relação a Cuba", pontualiza.

Não há porque cair no engano. A USAID com relação a nosso país apóia uma ação que sob diferentes situações persegue criar as condições da "mudança", antes, durante e imediatamente após a "transição".

A partir de 1995, depois da implementação da Lei Torricelli no governo de William Clinton, fez-se mais evidente a atividade subversiva desta agência federal contra nosso país. Por exemplo, já entraram por diferentes vias mais de 10.000 rádios de onda curta e quase dois milhões de livros e produtos multimídia com propaganda que incentiva a "mudança".

Mas não é segredo para ninguém o extenso aval da USAID em temas de ingerência e desestabilização desde que foi fundada em 1961 na administração do presidente John F. Kennedy.

Na América Latina, está associada a muitas das intervenções ianques na região. Menção especial merece a participação da agência na década de 1970 na aplicação do Plano Condor, uma ação multinacional secreta de morte contra a esquerda no Cone Sul do continente.

Mais recentemente, em 2002, a Agência do Desenvolvimento Internacional esteve muito vinculada ao golpe contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Desde então, tem aumentado de maneira contínua a intensidade de suas operações de apoio à oposição, através de uma série de "programas" que subsidia ao custo de milhões.

Bolívia e Honduras de José M. Zelaya são outros exemplos, ainda que sempre tratem de edulcorar os capítulos mais repugnantes de sua história.

Operação Vitral

Entre as tarefas que iam dando a Frank Carlos, há uma que deve ser recordada, nesta descrição de mais de dez anos do agente Robin. Foi em 2000, quando os estadunidenses James Patrick Doran e Larry Corwin lhe solicitaram com insistência que se aproximasse do contrarrevolucionário Dagoberto Valdés, que dirigia a revista Vitral e o denominado Centro Cívico Religioso de Pinar del Rio.

"Esse projeto era de grande interesse para os norte-americanos. Pediram-me que organizasse um encontro entre os funcionários da Seção de Interesses e Dagoberto, que se preparou em um lugar discreto da cidade".

Nesta visita com toque de clandestinidade, os visitantes falaram com o referido a respeito do potencial de sua - hoje desaparecida - publicação para expressar ideias contrarrevolucionárias e como meio para ser utilizado contra o Governo e a Revolução Cubana.

Fato significativo: Valdés expôs então sua "grande preocupação, pois estava sendo contatado diretamente pelos 'diplomatas' norte-americanos, porque, segundo ele, isso o punha muito em evidencia". De modo que pronunciou-se por "trabalhar através dos diplomatas das embaixadas checa e polonesa, que estavam um pouco mais fora da atenção pública", o que lhe permitiria atuar "com muito mais rapidez e tranquilidade". Então, o encontro "discreto" de Pinar acompanhou-se de uma exposição de cartazes organizada, "casualmente", com a colaboração de diplomatas poloneses e checos.

"Aí se plasmavam algumas ideias que vinham da Polônia... e que foram então propaladas dentro da intelectualidade pinarenha..."

Dagoberto pretendia "converter-se no paladino da liberdade, no porta-voz dos intelectuais, e converter essa revista em um veículo contrarrevolucionário para destruir nossa Revolução", assegura Frank Carlos.

A Bienal de Vicky Huddleston

No mesmo ano 2000, a SINA pretendeu manipular um evento de tanta importância e prestígio internacional como a Bienal de Havana, neste caso durante sua VII edição.

Não por gosto, tentaram fazer o trabalho de subversão. A Bienal já tinha ganho um merecido espaço onde se divulgava uma arte experimental de alta qualidade, que era apreciado por grandes setores da população cubana.

"Um dia me aparece Larry Corwin em casa com um gorro de peloteiro, uma camisa e um short de praia. Vinha em uma bicicleta", relembra Frank Carlos, que naquele momento estranhou a imagem do diplomata. Com o disfarce, Corwin tentava encobrir sua ação ilegal.

Essa "inesperada aparição" era para pedir que Frank Carlos o apoiasse "em uma missão muito importante", que consistiria em "servir de enlace entre os diretores da bienal e eu, para poder obter informações que eles precisavam, pois eles não tinham outra maneira de acesso".

A verdade é que para essa VII Bienal aflora aí uma numerosíssima delegação norte-americana com muito poucos artistas e, no entanto, chegou uma legião de advogados, colecionadores, empresários, funcionários de instituições culturais estadunidenses e "especialistas" em arte vinculados ao Departamento de Estado.

A SINA dirigiu as atividades da comitiva que foi recebida (e instruída) por sua chefe, Vicky Huddleston, que ofereceu então a maior recepção que houve na história dessa representação diplomática.

Foi uma Bienal em que, paralelamente às atividades do evento, os funcionários da Seção de Interesses desenvolveram seu próprio plano: uma operação agressiva de influência e cooptação.

"Praticamente foi uma ação porta a porta, chegaram muito próximo dos artistas, dos promotores culturais, dos diretores de galerias..."

Na opinião de Frank Carlos, "o trabalho da SINA em Cuba nessa época pode-se considerar um dos mais ativos. Eles penetraram no nosso mundo cultural e estabelecerem vínculos que iam bem mais além do trabalho diplomático.

"Pretendiam comprar os favores de nossos artistas e intelectuais, oferecendo-lhes exposições e promoções em diferentes galerias norte-americanas, em troca de que refletissem uma realidade discordante ou distorcida... A finalidade era criar um estado de opinião, um fenômeno cultural fictício, fabricado, com o qual se tentava expressar ao mundo que os intelectuais cubanos estavam contra a Revolução".

Hipocrisia imperial

A história de Frank Carlos Vázquez não pertence ao passado. A cooptação e manipulação de exponentes do âmbito cultural para que "pintem" uma Ilha distorcida, conforme a imagem que dela querem propalar, é uma prática que se mantém.

Na atualidade, concursos promovidos pelo Escritório de Interesses também buscam aproximã-los e impor em sua obra a agenda com que os Estados Unidos pretendem dividir a sociedade cubana, transferindo a ela - ou magnificando - conflitos inexistentes aqui como o relacionado com o tema racial.

Além disso, colocaram em funcionamento três centros de acesso à internet dentro de seus prédios para a preparação da contrarrevolução.

Tais ilegalidades executam-se sob a cobertura do que um documento da SINA descreve como "constituir um espaço público com fins educacionais e investigativos, assim como facilitar a comunicação e a publicação de materiais na internet, com fins profissionais e/ou de trabalho".

"Aproximações" deste feitio retomam uma prática plasmada na denominada Lei para a Democracia em Cuba, conhecida como Lei Torricelli, emitida em 1992, quando estipula o contato "povo a povo" como uma maneira de minar a Revolução de dentro (o chamado Carril II).

Trata-se de uma política hipócrita, seguida de pés juntos pela administração de William Clinton e que George W. Bush desdenhou por uma tarefa que elevou à sua máxima expressão a agressividade e o fustigamento ao povo cubano.

Agora Barack Obama retoma a política pela raiz, como o demonstrou com o restabelecimento, em janeiro passado, das medidas emitidas por Clinton no calor da Torricelli e suspensas por seu sucessor republicano em 2001 e que, entre outras decisões, proclama a possibilidade de que estadunidenses viajem a nosso país com objetivos acadêmicos, educacionais, culturais e religiosos...

Depois da experiência que o trabalho como o Robin da Segurança do Estado lhe deixou ao longo de mais de uma década, Frank Carlos Vázquez sente reforçado o compromisso com sua terra e ama ainda mais seu lugar natal, Pinar del Rio.

E, aos jovens, alerta que não se deixem enganar por falsas promessas. O ser humano é o mais importante e a construção da dignidade, do bem-estar humano, de um sistema igualitário, justo, como o que construímos aqui, é o mais sagrado que pode ter uma pessoa em sua vida.

Havana, 15 de março de 1911.

Fonte: http://socialismo.org.br

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