sábado, 23 de abril de 2011

AOS DEVOTOS DE SÃO JORGE

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Luciney Araújo (*)

O padroeiro do Brasil, classificado por muitos de seus seguidores. Para uns um místico morador da lua. Outros vão ao altar fazer prece e logo após bater cabeça nos terreiros. Jorge é santo guerreiro da Capadócia, dos templários, homem que preferiu a morte do que renunciar a sua fé, viva Jorge. Este culto extraordinário tem origem nos tempos remotos, uma vez que seu sepulcro em Lida, na Palestina, onde o Mártir foi decapitado no início do século IV, era alvo de peregrinações já na época das cruzadas, quando o Sultão Saladino destruiu a igreja construída em sua honra.

A imagem de todos conhecida, do cavaleiro que luta contra o dragão, difundida na idade média, faz ver a origem da lenda, criada sobre este Mártir contada ou cantada de vários modos. É o caso de Jorge Ben Jor, a cantar Lider dos Templários:

Estórias de um Santo lutador
Lider soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário,
E hoje vive em nosso imaginário

Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor

Nos terreiros não é diferente, São Jorge associa-se ao orixá do Ferro e da Guerra, seu estigma de guerreiro faz com que sua devoção ganhe força nos terreiros de Candomblé e Umbanda, seja ele na figura de Ogum ou na devoção em São Jorge.

Dia 23 abril é dia de Jorge, de fazer de sua oração uma forma de pedir força e crer ainda mais no santo guerreiro, vencendo o medo, os inimigos e se empoderando das vestes de Jorge e de sua espada, comigo ningum pode:

Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Viva o santo guerreiro do Brasil!!!

(*) É cientista social e pesquisador das religiões afros.

Fonte: http://www.ncpam.com.br/

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