segunda-feira, 25 de abril de 2011

Avaaz lança nova campanha contra Belo Monte

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Sheyla Juruna a frente de manifestação em Brasília. Crédito: Antonio Bonsorte / Divulgação Avaaz
Semana passada, a Avaaz lançou uma nova campanha contra a hidrelétrica Belo Monte. A petição, que é redirecionada à presidente Dilma Rousseff, pede que ela acate a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de suspensão imediata do processo de construção da usina e também que o Brasil invista de energia "verdadeiramente renovável, que não destrói o meio ambiente ou atinge populações vulneráveis". Cerca de 49.290 pessoas já assinaram - a expectativa é, a princípio, atingir 75 mil.

Para assinar a petição, clique aqui. .

Direitos humanos em pauta

Dia 7 de abril a Norte Energia divulgou uma nota de esclarecimento sobre Belo Monte. Afirmou que todas as medidas para mitigar os impactos serão "integralmente executadas", "o que propiciará a manutenção das condições de vida das etnias que habitam a região do entorno da usina". A nota também diz que "povos indígenas da região do empreendimento tiveram livre e amplo acesso ao projeto e aos seus impactos". Esta informação tem sido questionada.

Depois do pedido da OEA, também na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), órgão consultivo do governo, esteve na região do canteiro de obras de Belo Monte. De acordo com Percílio de Sousa Lima Neto, vice-presidente do CDDPH, a visita constatou "ausência absoluta do Estado". Ele chamou o local de "terra de ninguém, com problemas de todas as ordens". A comissão endossa o que tem sido dito por movimentos sociais a respeito da usina: há falta de diálogo entre governo, consórcio e afetados.

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