domingo, 17 de abril de 2011

BAR SÃO MARCOS – CHOPEITO DE AÇO.

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Por Alexandre Otto(*)

O "Bar dos Cornos" faz parte da nostalgia etílica manauara.

Uma viagem memorial e espumante, aporta no cais da nossa lembrança, quando recordamos os áureos tempos do tradicional bar São Marcos, que faz parelha sentimental e etílica, com bares notáveis de Manaus, como o Caldeira, onde tomamos uma cerveja geladíssima com Vinícius de Morais, ou no Galo Carijó, onde eu, Gutinho, compositor e presidente eterno do Pecezão no Amazonas, e o internacional Capinam, letrista de Ponteio, música de Edu Lobo, campeã do festival da Record, ou no bar do Raimundo Caroço, que era ali no canto da Praça da Saudade, onde novamente eu, Anibal Beça, Lucio Palheta e o Milson Sahdo, que formávamos o quarteto Tom 4, conhecemos um outro fantástico letrista amazônico, Rui Barata, que fez a letra de Foi Assim, música de Paulo André, sucesso de Fafá de Belém. O Rui, além de talentoso poeta era um grande boêmio. O São Marcos era e é paralelo notívago de todos esses bares enluarados que compõem juntamente com o Bar do Armando, a acrópole da boemia e da intelectualidade do Estado do Amazonas.

Maninho, como diz o Curupira de Fogo, o nosso ex-senador Evandro Carreira, isso é Manaus, e isso é o Bar do São Marcos, também conhecido como o “bar dos cornos” não me perguntei porque, o proprietário era um português o saudoso José Luiz, o Peito de Aço. Segundo o Paulo Onofre, o calango obidense mais politizado da Amazônia, freqüentador assíduo do local nas décadas de 70 e 80, conheceu de perto o proprietário do boteco , enfatiza com saudades dizendo era em sujeito popular e pródigo, sempre tratando bem a clientela de bebedores do bom chope, hoje coisa difícil em Manaus, onde tantas vezes, em bares obtusos, os broncos garçons mal olham para o sujeito, como se estivessem fazendo um favor em vender suas cervejas quentes e sem tira gosto. Naqueles bares da Feira do Santo Antonio, costumam fazer isso.

Durma-se com um barulho desses, Manaus tem tudo de bom, mas tem gente que ainda não entendeu que somos uma metrópole civilizada, e devemos tratar os fregueses bem, pois eles é que dão lucro.

Temos saudade dos bons tempos! Ufa, mas essa canalha está implodindo a alma boa de nossa cidade. Principalmente em nossos bares, onde as pessoas esperam uma era glacial, para serem mal servidas, e além do mais quando a dita vem, vem vestida de Saara. Por isso lembramos do bar São Marcos, e do gentil Peito de Aço, um sorriso aberto e espumante na noite manauara.

(*)Alexandre Otto, é escritor,
Membro do Clube da Madrugada



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