segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fidel Castro assiste ao encerramento do congresso de comunistas cubanos

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Socialismo
PL
Os debates do Congresso
Fidel Castro Ruz

Hoje, domingo, escutei os debates dos delegados ao Sexto Congresso do Partido.

Eram tantas as comissões que, como é lógico, não pude escutar todos os que falaram.

Reuniram-se em cinco comissões para discutir diversos temas. Com certeza, eu também aproveitava os recessos para respirar com calma e para consumir algum portador energético de procedência agrícola. Eles, seguramente, com maior apetite, por seu trabalho e sua idade.

Espantava-me a preparação desta nova geração, com tão elevado nível cultural, tão diferente dessa que se alfabetizava precisamente em 1961, quando os bombardeiros ianques, por mãos mercenárias, atacavam a Pátria. A maioria dos delegados ao Congresso do Partido eram crianças ou não tinham nascido.

Não me importava tanto o que diziam como a forma em que o diziam. Estavam tão preparados e se expressavam com um vocabulário tão rico, que eu quase não os entendia. Discutiam cada palavra, e até a presença ou ausência de uma vírgula no parágrafo discutido.

Sua tarefa é ainda mais difícil do que a assumida por nossa geração, quando se proclamou o socialismo em Cuba, a 90 milhas dos Estados Unidos.

Por tal motivo, persistir nos princípios revolucionários é, segundo minha opinião, o legado principal que podemos deixar-lhes. Não há margem para o erro neste instante da história humana. Ninguém deve desconhecer essa realidade.

A direção do Partido deve ser a soma dos melhores talentos políticos do nosso povo, capaz de enfrentar-se à política do império que põe em perigo a espécie humana e gera gangsters como os da OTAN, capazes de lançar em apenas 29 dias, da ingloriosa "Amanhecer da Odisseia", mais de 4 mil missões de bombardeio sobre uma nação da África.

É dever da nova geração de homens e mulheres revolucionários ser modelo de dirigente modesto, estudioso e de lutador incansável pelo socialismo. Sem dúvida, na época bárbara das sociedades de consumo, constitui um difícil desafio superar o sistema de produção capitalista, que fomenta e promove os instintos egoístas do ser humano.

A nova geração é chamada a retificar e mudar, sem hesitar, tudo o que deve ser retificado e mudado, e continuar demonstrando que o socialismo também é a arte de realizar o impossível: construir e levar a cabo a Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes, e defendê-la durante meio século da potência mais poderosa que jamais existiu.

Fidel Castro Ruz

Raúl Castro ressalta vitória sobre agressão mercenária

Raúl Castro
Havana, 19 abr (Prensa Latina)O Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, ressaltou hoje a importância histórica para o destino da Revolução da vitória em Praia Girón sobre a agressão mercenária há meio século.

Durante o encerramento do VI Congresso dessa organização, celebrado aqui desde 16 de abril, afirmou que o triunfo foi resultado da firme, incessante e decidida ação dos combatentes cubanos sob o comando direto de Fidel Castro.

Nossas forças, manifestou, destroçaram em menos de 72 horas a tentativa do governo dos Estados Unidos de criar uma base em um apartado rincão da pátria, para a qual pretendiam transferir depois, de uma base militar na Flórida, um governo fantoche.

Em Girón, pela primeira vez, foi empregue em defesa do socialismo em Cuba o armamento fornecido pela então União Soviética poucos meses antes, sem apenas o ter podido assimilar completamente, recordou Raúl Castro.

Agregou que é justo, num dia como hoje, reconhecer que sem a ajuda dos povos que compunham aquele imenso país, em especial o povo russo, a Revolução não teria podido sobreviver nos anos iniciais ante as agressões estadunidenses.

Também expressou gratidão aos atuais países socialistas, por sua invariável cooperação e apoio em todos estes anos de duras batalhas e sacrifícios.

Os povos irmãos do Terceiro Mundo, em especial os da América Latina e do Caribe, que se esforçam para transformar a herança de séculos de dominação colonial, sabem que sempre contarão com nossa solidariedade e apoio, reafirmou.

Enviou uma calorosa saudação fraternal aos partidos comunistas e demais forças progressistas de todo o planeta, "que lutam sem cessar, partindo da firme convicção de que um mundo melhor é possível".

Raúl Castro citou também o reconhecimento do povo cubano a todos os governos que têm exigido com seu voto e voz, nas Nações Unidas, o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à maior das Antilhas

Palavras de Raúl Castro no encerramento do VI Congresso do Partido

6º Congresso do PCC - Havana
Companheiras e companheiros:

Vamos nos aproximando do final do Congresso, depois de intensas jornadas, nas quais os comunistas cubanos discutimos e aprovamos os Alinhamentos da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, o Relatório Central e diferentes resoluções sobre os principais assuntos analisados.

Considero que a forma mais digna e ao mesmo tempo produtiva de comemorar o 50° Aniversário da Vitória sobre a invasão mercenária em Praia Girón, em um dia como hoje, o 19 de abril de 1961, é precisamente ter efetuado um magnífico Congresso do Partido, reunião que culmina depois de pouco mais de cinco meses do início das discussões a respeito dos Alinhamentos, processo de profundo caráter democrático e transparente, cujo protagonismo indiscutível o assumiu o povo sob a direção do Partido.

Desejo, em nome dos quase 800 mil militantes comunistas, dos mil delegados ao Congresso, da nova direção de nossa organização e em particular, do colega Fidel Castro Ruz, felicitar a todas as cubanas e a todos os cubanos por sua decisiva participação no debate e pela inquestionável demonstração de apoio à Revolução, o que constitui para nós motivo de satisfação e, o mais importante, uma responsabilidade e um compromisso superiores para conseguir, com a participação de todos, a atualização do modelo econômico, a fim de garantir o caráter irreversível do Socialismo em Cuba.

Já expressamos no Relatório Central que não tínhamos ilusões de que os Alinhamentos e as medidas a eles associadas, por si só, fossem a solução da todos os problemas existentes. Para atingir o sucesso nesta questão estratégica e nas demais, é preciso que de imediato nos concentremos em fazer cumprir os acordos deste Congresso, sob um denominador comum em nossa conduta: a ORDEM, a DISCIPLINA e a EXIGÊNCIA.

A atualização do modelo econômico não é um milagre que possa se fazer da noite para o dia, como alguns pensam; sua aplicação total se conseguirá gradualmente, em decorrência do quinquênio, pois há muito trabalho de detalhe, planejamento e coordenação, tanto no plano jurídico como na preparação minuciosa de todos os que intervenham em sua execução prática.

Também será necessário desenvolver um intenso trabalho de divulgação à população sobre cada medida que formos adotando e, ao mesmo tempo, manter os pés e os ouvidos bem atentos e colados à terra, para superar os obstáculos que encontremos e retificar rapidamente as falhas que cometamos em sua aplicação.

Estamos convencidos de que o principal inimigo que enfrentamos e enfrentaremos serão nossas próprias deficiências e que, portanto, uma tarefa de tamanha dimensão para o futuro da nação não poderá admitir improvisações nem aceleramentos. Não renunciaremos a fazer as mudanças que façam falta, como nos indicou Fidel em sua reflexão de ontem, o que efetuaremos ao ritmo que demandem as circunstâncias objetivas e sempre com o apoio e entendimento da sociedade, sem pôr nunca em risco nossa arma mais poderosa, a unidade da nação em torno da Revolução e seus programas.

Sem o menor afã de chauvinismo, considero que Cuba está entre o reduzido número de países do mundo que contam com as condições para transformar seu modelo econômico e sair da crise sem traumas sociais, porque, em primeiro lugar, temos um povo patriótico, que se sabe poderoso pela força que representa sua unidade monolítica, a justeza de sua causa e preparação militar, com elevada instrução e orgulhoso de sua história e raízes revolucionárias.

Avançaremos com decisão, apesar do bloqueio norte-americano e das adversas condições imperantes no mercado internacional, que se expressam, entre outras, nas restrições para o acesso de Cuba a fontes de financiamento e na espiral dos preços do petróleo, que arrasta ao resto das matérias-primas e alimentos; em poucas palavras, se encarece tudo o que adquirimos no exterior.

Há poucos meses de iniciado o ano 2011, e segundo dados muito recentes, já se eleva a mais de 800 milhões de dólares o custo adicional das importações do ano, só pelo aumento dos preços, para adquirir as mesmas quantidades planificadas, o que nos obrigará, assim que terminar o Congresso, a realizar ajustes no plano aprovado em dezembro passado.

Neste momento, a economia de recursos de todo tipo continua sendo uma das fontes principais de rendimentos do país, pois ainda existem despesas irracionais e imensas reservas de eficiência que devemos explorar com muito sentido comum e sensibilidade política.

Apesar do aceitável comportamento obtido até a data na entrega de terras ociosas em usufruto, ao amparo do Decreto Lei 259 de 2008, ainda persistem milhares e milhares de hectares de superfície cultiváveis esperando por braços dispostos a lhe extrair os frutos que tanto demanda a população e a economia nacional e que podemos semear em nossos campos para substituir as cada vez mais custosas importações de muitos produtos que hoje beneficiam fornecedores estrangeiros em lugar de nossos camponeses.

O primeiro que devemos fazer é cumprir o que acabamos de aprovar neste evento e, por isso, não é fortuita a decisão de que o Comitê Central analise em seus plenos, ao menos duas vezes ao ano, como se cumprem os acordos do Congresso, em particular o andamento da atualização do modelo econômico e a execução do plano da economia.

Neste sentido, devo ressaltar a transcendência da tarefa atribuída à Comissão Permanente do Governo para Implementação e Desenvolvimento, a qual conduzirá harmonicamente os esforços e ações dos organismos e entidades nacionais envolvidos na atualização do modelo econômico com o apoio, em particular, do Ministério de Economia e Planejamento, que constitui o Estado Maior do Governo para esta atividade da tarefa nacional.

Por outra parte, nossos deputados têm um maior trabalho adiante, já que os Alinhamentos aprovados pelo Congresso serão submetidos à análise da Assembleia Nacional do Poder Popular, para sua ratificação legislativa nos sucessivos períodos de sessões, à medida que vamos completando a elaboração dos regulamentos legais correspondentes.

Como vocês escutaram, o Congresso acordou convocar para 28 de janeiro do próximo ano, data em que se cumpre o aniversário de 159 anos do nascimento de José Martí, a Conferência Nacional, a qual na prática será uma continuação do VI Congresso, dedicada a avaliar com realismo e espírito crítico o trabalho do Partido e também precisar as transformações requeridas para exercer o papel de força dirigente superior da sociedade e do Estado que lhe corresponde em virtude do Artigo 5 da Constituição da República. Além disso, acordamos outorgar à dita Conferência faculdades para atualizar os métodos e estilo de trabalho, estruturas e política de quadros, incluindo ampliar e renovar o Comitê Central.

Como se expressa em sua convocação, a Conferência Nacional estará presidida pela determinação de "mudar tudo o que deve ser mudado" contida na brilhante definição do conceito de Revolução do colega Fidel.

Para atingir o sucesso, a primeira coisa que estamos obrigados a modificar na vida do Partido é a mentalidade, que como barreira psicológica, segundo minha opinião, é o que mais trabalho nos levará para superar, ao estar atada durante longos anos aos mesmos dogmas e critérios obsoletos. Também será imprescindível retificar erros e conformar, sobre a base da racionalidade e firmeza de princípios, uma visão integral de futuro, com o objetivo da preservação e do desenvolvimento do Socialismo nas presentes circunstâncias.

Em matéria de política de quadros, com a eleição do novo Comitê Central, seu Secretariado e o Birô Político apresentados na manhã de hoje, demos um primeiro passo para cumprir o que acordamos no Congresso, muito especialmente no que se refere a iniciar um processo gradual de renovação e rejuvenescimento da corrente de cargos políticos e estatais, ao mesmo tempo em que se melhorou, de maneira substancial, a composição racial e de gênero.

O Comitê Central ficou integrado por 115 membros, dos quais 48 são mulheres, 41,7%, o que mais que triplica a proporção atingida no congresso anterior, que foi de 13,3%. Os negros e mestiços são 36%, crescendo em 10% sua representação, que ascende agora a 31,3 por cento.

Este resultado, que, repito, é um primeiro passo, não é fruto da improvisação. O Partido, há vários meses, vinha trabalhando com profundidade nesta direção, com o propósito de conformar uma candidatura que tivesse em conta a necessidade de conseguir proporções justas de gênero e raça na composição do Comitê Central.

Foram selecionados do gigantesco canteiro de graduados universitários e especialistas qualificados, que a Revolução não perdeu tempo em formar. São filhos da classe operária, surgidos das entranhas mais humildes do povo, com uma vida política ativa nas organizações estudantis, na UJC e no Partido; jovens que em sua maioria contam com mais de 10, 15 ou 20 anos de experiência na base, sem deixar de trabalhar nas profissões que estudaram, e quase todos foram propostos pelos núcleos onde militam, como parte do processo de preparação do Congresso.

Corresponde-nos daqui em diante dar-lhes acompanhamento e prosseguir sua formação para prepará-los no interesse de que progressivamente, com seu trabalho, possam ocupar responsabilidades superiores.

Na integração dos órgãos superiores do Partido, não obstante a saída do Comitê Central de 59 colegas, a metade de seus membros efetivos, a maioria deles com um positivo currículo de serviços à Revolução; mantivemo-nos vários veteranos da geração histórica, e é lógico que assim seja, como uma das consequências das deficiências cometidas neste âmbito, criticadas no Relatório Central, que nos impediram contar hoje com a reserva de substitutos maduros e com experiência suficiente para assumir a responsabilidade nos principais cargos do país.

Portanto, seguiremos adotando medidas similares nesta decisiva direção durante a próxima Conferência Nacional do Partido e na vida diária de nossa tarefa partidária, governamental e estatal.

O colega Fidel Castro Ruz, fundador e Comandante em Chefe da Revolução Cubana, deu-nos o primeiro exemplo de atitude consequente neste assunto, ao solicitar expressamente não ser incluído na candidatura ao Comitê Central.

Fidel é Fidel e não precisa de cargo algum para ocupar, para sempre, um lugar superior na história, no presente e no futuro da nação cubana. Enquanto tenha forças para fazê-lo, e felizmente encontra-se na plenitude de seu pensamento político, desde sua modesta condição de militante do Partido e soldado das ideias, continuará contribuindo à luta revolucionária e aos propósitos mais nobres da Humanidade.

No que me diz respeito, assumo minha última tarefa, com a firme convicção e compromisso de honra de que o Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba tem como missão principal e sentido de sua vida: defender, preservar e prosseguir aperfeiçoando o Socialismo e não permitir jamais o regresso do regime capitalista.

No Birô Político, como poderão observar, se reflete uma adequada proporção de Chefes principais das Forças Armadas Revolucionárias. É natural que seja assim, o que fundamento citando as palavras do colega Fidel no Relatório Central ao Primeiro Congresso do Partido:

"O Exército Rebelde foi a alma da Revolução. De suas armas vitoriosas emergiu livre, formosa, pujante e invencível a pátria nova... Quando se fundou o Partido... nosso exército, herdeiro por sua vez do heroísmo e da pureza patriótica do Exército Libertador e continuador vitorioso de suas lutas, depositou em suas mãos as bandeiras da Revolução e foi a partir desse instante e para sempre seu mais fiel, disciplinado, humilde e incomovível seguidor". Fim da citação.

Tenho razões de sobra para proclamar que as Forças Armadas Revolucionárias, das quais abrigo o orgulho de ter sido ministro por quase 49 anos, nunca renunciarão a cumprir esse papel ao serviço da defesa do povo, do Partido, da Revolução e do Socialismo.

A condição de membro do Comitê Central, conquanto em parte tinha sido até agora um reconhecimento à trajetória de luta dos eleitos, o que foi justo, a partir deste momento deverá predominar o conceito de que, em essência, essa categoria representa uma enorme responsabilidade frente ao Partido e ao povo, pois entre congresso e congresso, o Comitê Central é o organismo superior de direção partidária e lhe correspondem, segundo os estatutos, amplas faculdades no controle da aplicação da política traçada e dos programas de desenvolvimento econômico e social do país, bem como na política de quadros e no trabalho ideológico, entre outras.

Em consonância com isso, se requer elevar a preparação e superação constante de seus membros, já que nos propomos utilizar ativamente o Comitê Central na concretização dos acordos do Congresso, como forum para analisar de modo colegiado, sem assomo de formalismo, os principais temas da vida do Partido e da nação. O mesmo faremos no Birô Político, como lhe compete, por ser o organismo superior de direção entre os plenos do Comitê Central.

O Birô Político compõe-se de 15 membros, reduzindo-se em comparação com o anterior de 24 integrantes, quantidade que na prática resultou excessiva. Nele ingressaram três novos colegas: Mercedes López Acea, Primeira Secretária do Comitê Provincial do Partido em Havana; Marino Murillo Jorge, Vice-presidente do Conselho de Ministros e Chefe da Comissão Permanente do Governo para Implementação e Desenvolvimento; e Adel Yzquierdo Rodríguez, que recentemente foi nomeado Ministro de Economia e Planejamento.

Estas promoções não são casuais; no primeiro caso, obedece à prioridade que o Partido concede a seu trabalho na capital, de mais de dois milhões de habitantes e, nos restantes colegas, responde à significação estratégica da atualização do modelo econômico e o desenvolvimento da economia nacional.

Manteremos a útil prática de reunir em conjunto, semanalmente, a Comissão do Birô Político com o Comitê Executivo do Conselho de Ministros, para avaliar os assuntos fundamentais do dia-a-dia nacional, ao mesmo tempo em que continuaremos propiciando a participação nas sessões mensais do Conselho de Ministros, segundo os temas a debater e em qualidade de convidados, aos membros do Birô Político e do Secretariado do Comitê Central, do Conselho de Estado e da presidência da Assembleia Nacional; os quadros centrais da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), das demais organizações de massas e da UJC, assim como os primeiros secretários dos comitês provinciais do Partido e dos presidentes dos conselhos da Administração Provincial.

Este método tem provado sua eficácia para transmitir, sem intermediários, aos principais dirigentes de todo o país, informações indispensáveis e orientações para o desempenho de suas responsabilidades.

Por fim, a nenhum de nós escapa a importância histórica de que se revestiu para o destino da Revolução a aplastante derrota à invasão mercenária de Praia Girón, como resultado da firme, incessante e decidida ação de nossos combatentes, que sob o comando direto do Comandante em Chefe Fidel Castro, que se manteve o tempo todo no teatro de operações onde se livravam as ações combativas, destroçaram, em menos de 72 horas, a tentativa do governo dos Estados Unidos de criar um ponto de apoio em um apartado rincão da pátria, para o qual pretendiam levar depois, de uma base militar na Flórida, um governo fantoche que solicitasse à Organização de Estados Americanos, a tristemente célebre OEA, a intervenção militar de forças norte-americanas, localizadas em águas muito próximas, acompanhando o contingente mercenário desde sua saída da costa centro-americana, como já tinham feito na Guatemala em 1954, 7 anos antes, ao derrocar o governo progressista de Jacobo Arbenz.

Sirva a ocasião para repetir as palavras de Fidel no décimo-quinto aniversário da Vitória, no dia 19 de abril de 1976, quando disse: "A partir de Girón todos os povos da América foram um pouco mais livres", fim da citação.

Em Girón pela primeira vez foi utilizado em defesa do socialismo em Cuba o armamento fornecido pela então União Soviética poucos meses antes, sem mal se ter podido assimilá-lo completamente. É justo, em um dia como hoje, reconhecer que sem a ajuda dos povos que compunham aquele imenso país, em especial o povo russo, a Revolução não teria podido sobreviver nos anos iniciais ante as crescentes e contínuas agressões do imperialismo e, por isso, lhes estaremos eternamente agradecidos.

Nossa gratidão, em um dia como hoje, aos atuais países socialistas, por sua invariável cooperação e apoio em todos estes anos de duras batalhas e sacrifícios.

Os povos irmãos do Terceiro Mundo, em especial os da América Latina e do Caribe, que se esforçam por transformar a herança de séculos de dominação colonial, sabem que sempre contarão com nossa solidariedade e apoio.

Uma calorosa saudação fraternal aos partidos comunistas e demais forças progressistas de todo o planeta, que lutam sem cessar, partindo da firme convicção de que um mundo melhor é possível.

Também desejo expressar o reconhecimento do povo cubano a todos os governos que, ano após ano, têm exigido com seu voto e com sua voz, nas Nações Unidas, o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

Por fim, que chegue nosso agradecimento a todas e a todos aqueles que, de um ou outro modo, participaram da exitosa organização e garantia deste Congresso.

Acho que não existe melhor modo de celebrar o aniversário de 50 anos do Dia da Vitória em Praia Girón que concluir este histórico Congresso do Partido com o simbolismo que encerra a "Elegía de los Zapaticos Blancos" do Índio Naborí, declamada vibrantemente pelo ator Jorge Ryan e as emocionadas palavras de Nemesia, a menina carvoeira que viu morrer indefesa sua mãe e as feridas produzidas a sua avó e dois irmãos pela ação assassina de aviões pintados com as bandeiras cubanas e cujos sapatos brancos, perfurados pela metralhadora inimiga, são expostos no museu de Praia Girón, como prova material de que a Revolução se mantém vitoriosa 50 anos depois, rendendo honra aos que caíram por ela.

Muito obrigado.

Fidel Castro assiste ao encerramento

Fidel no encerramento do Congresso 
Havana, 19 abr. (Prensa Latina) - O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, assiste hoje ao encerramento do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba. Durante o encontro, iniciado no passado 16 de abril no Palácio de Convenções, os delegados discutiram e aprovaram o Relatório Central ao evento, apresentado por Raúl Castro na inauguração.

Em cinco comissões e sessão plenária, debateu-se o Projeto de Alinhamentos da Política Econômica e Social do Partido e a Revolução, que recebeu o visto bom depois de novos intercâmbios e ampla consulta popular.

Também, o VI Congresso orientou o Governo para a criação de uma Comissão Permanente para a Implementação e Desenvolvimento de ditos alinhamentos, sem menosprezo às funções dos organismos da Administração Central do Estado.

Os delegados consideraram que o Relatório Central resulta essencial para empreender as tarefas futuras, fundamentalmente na economia, e constitui uma avaliação objetiva do crucial momento que vive a nação.

Paralelamente, não se descuidarão nem um instante dos pilares que garantem a soberania e independência de Cuba: a unidade do povo e sua permanente disposição a defender a qualquer preço o socialismo.

O VI Congresso encarregou ademais ao Comitê Central transmitir recomendações ao Parlamento para aperfeiçoar os órgãos do Poder Popular, o sistema eleitoral e a divisão político-administrativa do país.

Conclui VI Congresso do Partido Comunista de Cuba

Delegados no Congresso do PCC
Havana, 19 abr. (Prensa Latina) - O VI Congresso do Partido Comunista de Cuba conclui hoje aqui depois de três dias durante os quais seus delegados centraram as análises na atualização do modelo econômico do país.

Os participantes da reunião, iniciada no passado 16 de abril, discutiram e aprovaram o Relatório Central do evento, apresentado pelo segundo-secretário da organização, Raúl Castro, no dia inaugural.

No evento, discutiu-se em cinco comissões e sessão plenária o Projeto de Alinhamentos da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, que recebeu o visto bom dos delegados depois de novos intercâmbios e de ampla consulta popular.

Também, o VI Congresso orientou ao Governo a criação de uma Comissão Permanente para a Implementação e Desenvolvimento de ditos alinhamentos, sem menosprezo das funções dos organismos da Administração Central do Estado.

Recomendou ao Parlamento, Governo e organismos correspondentes que elaborem e aprovem, segundo o caso, as normas jurídicas necessárias para criar a base legal e institucional que respalde as modificações funcionais, estruturais e econômicas.

Igualmente, encarregou o PCC da responsabilidade de controlar, impulsionar e exigir o cumprimento dos alinhamentos aprovados, o que pressupõe elevar a cultura econômica de seus quadros e militantes em todos os níveis.

Os delegados consideraram que o Relatório Central resulta essencial para empreender as tarefas futuras, fundamentalmente na economia, e constitui uma avaliação objetiva do crucial momento que vive a nação.

Paralelamente, não se descuidarão nem um instante dos pilares que garantem a soberania e independência de Cuba: a unidade do povo e sua permanente disposição em defender a qualquer preço o socialismo.

O VI Congresso encarregou o Comitê Central de transmitir recomendações ao Parlamento para aperfeiçoar os órgãos do Poder Popular, o sistema eleitoral e a divisão político-administrativa.

Segundo a resolução a respeito, a experiência acumulada em mais de trinta e cinco anos do sistema de órgãos do Poder Popular aconselha avaliar nas atuais circunstâncias e em perspectiva sua organização e funcionamento.

Na análise, propõe o texto, incluem-se as modificações derivadas deste congresso, os estudos que se realizam como parte da Tarefa Aperfeiçoamento, em particular nas novas províncias de Artemisa e Mayabeque, e a implementação dos Alinhamentos da Política Econômica e Social.

Hoje será a primeira reunião do pleno do Comitê Central, cujos integrantes foram eleitos ontem, e essa estrutura elegerá seu Birô Político e o Secretariado que serão dados a conhecer na sessão de encerramento do congresso.

Elegerão Birô Político e Secretariado do Partido Comunista

Havana, 19 abr. (Prensa Latina) - A primeira reunião do pleno do novo Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) se realizará hoje e nela se elegerá seu Birô Político e o Secretariado.

A integração desses órgãos de direção do Partido se dará a conhecer manhã durante a cerimônia de encerramento de VI Congresso do PCC.

Esse evento foi realizado durante três dias no Palácio de Convenções, em Havana, durante os quais foram aprovados os Alinhamentos da Política Econômica e Social do Partido e a Revolução.

Além disso, os mil delegados ao Congresso deram sua aprovação a três resoluções e um acordo e realizaram a votação para eleger os membros do Comitê Central.

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