sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Após dois dias de internação, Heloísa Helena deixa hospital

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Josenildo Törres  UOL Depois de ficar internada durante dois dias, vítima de uma forte crise de asma e pressão alta, a vereadora por Maceió, Heloísa Helena (PSOL), foi liberada no início da tarde desta quinta-feira (1º). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Geral do Estado (HGE), onde ela recebeu atendimento médico, a alta foi concedida porque os exames realizados “não constataram nada que viesse a prejudicar a saúde da paciente”. 

 A internação ocorreu na noite da última terça-feira (30), como informou em primeira mão o Tudo na Hora, depois que a parlamentar passou mal em sua residência. Ela foi submetida a exames de sangue, eletrocardiograma e tomografia. Heloísa foi transferida para a Unidade de Dor Torácica (UDT) do HGE, onde passou dois dias. 

De acordo com o médico Hélio Morais, que é irmão da vereadora, a crise asmática que ela foi vítima pode ter sido consequência do stress sofrido durante a semana passada. “Heloísa Helena denunciou uma provável fraude na eleição realizada na Câmara Municipal de Maceió para aumentar o número de vereadores de 21 para 31”, frisou. 

Heloísa Helena foi eleita vereadora por Maceió em 2008, após obter a maior votação que um parlamentar já conquistou na história do Legislativo da capital alagoana. No ano passado disputou novamente uma vaga ao Senado por Alagoas, mas não conseguiu se eleger, ao ser derrotada por Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB).

Na semana passada ela denunciou uma possível fraude na votação que aumentaria o número de vereadores de Maceió dos atuais 21 para 31. De acordo com a vereadora do PSOL, havia 20 cédulas assinadas com o número 21 e outras 20 com o número 31, levantando a suspeita de que pode ter havido fraude na assinatura de alguma cédula. Isso porque, segundo ela, "se só havia 20 vereadores presentes à sessão, já que o vereador Netinho Barros faltou, o resultado deveria ter sido 13 a 7 e não 14 a 7", frisou. 

Depois das denúncias divulgadas pela vereadora, revelando que houve marmelada na primeira votação para o aumento de 21 para 31 vereadores, o presidente do Legislativo municipal, Galba Novaes (PRB), decidiu anular a eleição na última sexta-feira (26). Por meio de sua assessoria de imprensa ele informou que adotou a medida para “zelar pela segurança jurídica de seus atos” e revelou que o novo processo adotará o “regime de voto aberto”. No entanto, durante sessão realizada na tarde desta quinta-feira (1º), a Procuradoria do Legislativo Municipal informou que o número de vereadores passará de 21 para 31 a apartir de 2013, em função da aprovação da emenda 29.

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