quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Acampados em S. Paulo permanecem mesmo com repressão policial

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Correio do Brasil - Por Redação, com RBA - de São Paulo

Mesmo com chuva e frio, o acampamento 15.O no centro da cidade de São Paulo permanece mobilizado no vale do Anhangabaú com a presença de cerca de 300 manifestantes.

Acampados no Centro de S. Paulo protestam contra o sistema capitalista
Na manhã desta terça-feira, 4º dia de acampamento, o movimento teve que passar por mais um episódio de repressão por parte da força policial e da Prefeitura de São Paulo. Sob o argumento de “uso indevido do solo”, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) derrubou barracas dos acampantes, além de proibir o uso de fogareiros (utilizados para a alimentação) e fogueiras (feitas para proteger os manifestantes do frio).

Segundo nota do movimento 15.O-SP, uma comissão jurídica já entrou com um mandado de segurança “argumentado que a Constituição Federal garante a liberdade de manifestação e, portanto, as condições necessárias para que a manifestação aconteça.”

Moradores de ruas, estudantes, militantes, artistas, movimentos sociais e organizações sociais têm se agregado ao 15.O-SP no decorrer desses dias. Oficinas, debates políticos, atividades culturais e assembleias também fazem parte do cotidiano do acampamento, que tem como princípios a auto-organização e o auto-financiamento.

Os ativistas se dividiram em comissões para organizar a estrutura da acampada que já conta com uma cozinha, um espaço de mídia e de leitura, além de uma preparação para uma coleta seletiva do lixo.

O 15.O-SP teve início no dia 15 de outubro, data de uma manifestação mundial contra o sistema capitalista que ocorreu em mais de 900 cidades em 82 países. A convocatória para a mobilização foi feita pela população espanhola que ocupa as praças do país nos últimos meses reivindicando democracia participativa. Os protestos têm caráter anti-capitalista e questiona o modelo da democracia representativa.

Em São Paulo, as pautas do movimento são diversas: Contra o estado penal e a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, contra o uso de armas por parte da polícia em manifestações populares, fora Ricardo Teixeira, por um SUS público e de qualidade, tarifa zero para o transporte público, 10% do PIB para a educação pública, gratuita e de qualidade, legalização do aborto, pela aprovação do PLC 122 (projeto de lei que criminaliza a homofobia), entre outras. 


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