sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No governo Dilma o Funcionário Público não tem o que festejar

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Foto: Banco de Dados

Em tempos de crise econômica e corrida por um lugar no futuro, o Brasil ao contrário do que é alardeado, tem investido quase nada na possibilidade de vir a ser o novo, investindo em nosso maior capital, o povo brasileiro. Deixar de ser um produtor de matéria prima e investir em tecnologia de ponta passa por ter um povo que se alimenta, tem saúde, boa educação, segurança, portanto, serviços públicos de qualidade . O povo paga e muito por estes serviços. No entanto, o que vemos é que estamos retrocedendo. Além da corrupção que consome boa parte do que arrecadamos, só este ano, o governo Dilma cortou de 50 bilhões do orçamento de 2012. Além disso, o governo anunciou mais cortes em agosto e entre eles o aumento do funcionalismo federal. Por isso, neste que seria o dia para comemorarmos a nossa profissão, não temos nada a festejar.

Todo trabalhador, por mais humilde que seja tem uma garantia: ele sabe quando vai ter aumento salarial no ano. Somente nós, funcionários públicos, não temos este direito garantido. Se quisermos aumento temos que fazer greve. Não temos política salarial, não nos garantem sequer a reposição da inflação. E, se formos demitidos, não temos FGTS. Foi assim que passamos dez longos anos do período de Fernando Henrique sem nenhum reajuste. Nossa grande esperança era que com a vitória de Lula essa realidade se alterasse. Grande decepção, no mesmo ano em que assumiu apresentou a proposta de Reforma da Previdência, aumentando a idade para a aposentadoria.

Artigo: Bernadete Menezes

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