quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Deputado ameaçado volta à Alerj depois de 15 dias na Europa

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Por Surgiu - Marcelo Freixo está no plenário da Casa na tarde desta quarta. Ele explica que voltou para terminar a CPI do Tráfico de Armas.


O deputado estadual do Rio Marcelo Freixo (PSOL) voltou ao Brasil na noite de terça-feira (15). Ele havia adiantado a data de um convite da Anistia Internacional para participar de reuniões na Europa para deixar o país por um tempo após sofrer sete ameaças de morte por conta de seu trabalho na CPI das Milícias. Na tarde desta quarta (16), ele está no plenário da Assembléia Legislativa, participando das votações do dia, após ficar fora por 15 dias.

Freixo presidiu a CPI das Milícias na Alerj, que indiciou mais de 200 pessoas, entre policiais e políticos. Ele viajou para a Europa no último dia 1º para uma série de reuniões com representantes da Anistia Internacional, num evento que já estava combinado, mas que ele resolveu antecipar por conta das ameaças.

Em seu Twitter, o deputado diz que a viagem reforçou sua segurança, deu maior equilíbrio para sua família e serviu ainda para retomar o tema do crescimento das milícias, discutido com a Anistia Internacional

"Foram 15 dias, o suficiente para denunciar o crescimento das milícias", diz ele no Twitter, ressaltando que "lamentavelmente as ameaças que recebi não foram investigadas".

Freixo explicou que a viagem seria curta e que voltaria antes de dezembro porque tem que terminar a CPI do Tráfico de Armas ainda este mês.

Questões estratégicas

Na noite da segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, Freixo disse que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas. As ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio..

Somente pouco antes de viajar o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado no fim de outubro.

Discurso de Marcelo Freixo em sua volta ao Brasil


1 comentários:

Anônimo disse...

Esse deputado é demais. Parabéns! Tomara que nada aconteça com ele.

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