sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O ódio, intolerância, preconceito... que a imortal da Academia Amazonense de Letras Mazé Mourão, tem dos haitianos!

7 comentários
Jornalista Mazé Mourão (foto blog Geyna Brelaz)
Acusando os haitianos de abusados por não se deixarem fotografar por um fotografo do Jornal Diário do Amazonas, a Jornalista Mazé Mourão, publicou em seu blog o texto O Haiti não é aqui!, uma verdadeira perola de intolerância, preconceito e racismo, foi uma declaração de guerra aos haitianos, que segundo ela ‘estão colorindo as ruas de Manaus...’.

A Jornalista aplaude a forma alá Pilatos, do Governador Omar, que lavou as mãos do que ele chama de problema do Governo Federal, no caso os haitianos e, os acusa de estarem tomando o emprego de amazonenses.

Em homenagem a médica e sanitarista Dra. Zilda Arns, Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, morta no terremoto ocorrido em 12 de janeiro de 2010 no Haiti. Repudiamos a forma desrespeitosa, grotesca, intolerante, preconceituosa e racista, que escreveu a jornalista Mazé, tratando nossos irmãos haitianos como seres indesejáveis ao nosso convívio e ignorando toda uma historia de segregação e tragédias do qual são vitimas.

Para quem ainda não conhece os verdadeiros motivos da presença dos Haitianos em Manaus, lembramos que no dia 12 de janeiro de 2010, mais de 200.000 pessoas morreram vitimas do terremoto que afetou tragicamente as famílias haitianas, muitos dos que conseguiram chegar até aqui, trazem no peito e na alma a dor de ter perdido grande parte dos seus familiares. A eles nossa solidariedade e serve esse comentário como desagravo a maneira graciosa que a imortal jornalista os ofende! Para nós, vale a máxima: "Ninguém é tão pobre, que não possa dar, nem tão rico, que não possa receber." 

Transcrevemos abaixo, um artigo que esclarece um pouco a saga dos haitianos. Confira:

O Terremoto no Haiti


Por Brasil Escola - O Haiti é um país localizado na América Central, sua extensão territorial é de 27.750 quilômetros quadrados, totaliza em seu território mais de 10 milhões de habitantes. Antiga colônia francesa, o país é a primeira república negra do mundo, sendo fundada em 1804 por antigos escravos.

Marcada por uma série de governos ditatoriais e golpes de estado, a população haitiana presencia uma guerra civil e muitos problemas socioeconômicos. O Haiti é o país economicamente mais pobre da América, seu Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,404 (baixo); aproximadamente 60% da população é subnutrida e mais da metade vive abaixo da linha de pobreza, ou seja, com menos de 1,25 dólar por dia.

Além de todos esses fatores, o país passou por outra tragédia, dessa vez de ordem natural. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país, provocando uma série de feridos, desabrigados e mortes. Diversos edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial da capital Porto Príncipe.

Conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade, a 22 quilômetros de Porto Príncipe. Esse primeiro terremoto antecedeu outros dois de magnitudes 5,9 e 5,5. Esse fato promoveu grande destruição na região da capital haitiana, estima-se que metade das construções foram destruídas, 250 mil pessoas foram feridas, 1,5 milhão de habitantes ficaram desabrigados e o número de mortos ultrapassou 200 mil.

Mulher sendo salva dos escombros causados pelo terremoto

Entre os feridos e mortos, estão alguns brasileiros, o Brasil é responsável pelo processo de pacificação no Haiti, comanda mais de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), e tem 1.266 militares no país. Uma semana após o terremoto, foram confirmadas 21 mortes de brasileiros, sendo 18 militares e três civis. Entre eles está a médica Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, médica pediatra e sanitarista, Zilda tinha 73 anos.

Esse terremoto agravou os problemas sociais do Haiti, várias pessoas estão utilizando as ruas como moradia com receio de outro tremor e a consequente derrubada das casas. Fato que realmente aconteceu no dia 20 de janeiro. Esse novo terremoto ocorreu no sudeste do país, a pouco menos de 60 quilômetros de Porto Príncipe, e derrubou algumas construções que estavam com as estruturas abaladas em consequência do tremor do dia 12 de janeiro.

A água potável, alimentação e remédios não são suficientes para suprir as necessidades da população. Com esse cenário, uma onda de saques ocorreu no país, além de confrontos pela aquisição de alimentos.

A Organização das Nações Unidas enviou tropas e ajuda humanitária, além de 17 equipes de busca e resgate. Uma haitiana, Hoteline Losama, após passar sete dias soterrada, foi salva por especialistas em resgate franceses, estadunidenses e haitianos, um dos integrantes do grupo de resgate disse que foi “uma bênção” ter retirado a moça com vida. A ONU anunciou que foram destinados 1,2 bilhão na ajuda ao Haiti.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

7 comentários:

Yuri Faber disse...

Me assusta saber que além de formadora de opiniões e conhecida pela sociedade amazonense, você possa escrever tanta asneira e ainda ser aplaudida pelos milhares de puxa sacos de plantão.
Somente uma pessoa pequena, sem cultura e coração pode escrever tal barbaridade a respeito de um ser humano. Aproveito a oportunidade para ensinar um pouco da história do nosso país, como já sabemos o Brasil foi colonizado e cresceu através dos esforços de milhares de imigrantes em busca de um melhor futuro nesse país, não esqueçamos também dos escravos que foram trazidos.

Mais uma vez vejo quão pequenas e de grande impacto são suas palavras ao citar os haitianos trabalhando nas fábricas do Distrito Industrial, fazendo sem perceber uma analogia ao trabalho escravo.
“eles estão tomando de conta até dos empregos nas fábricas do Distrito Industrial dos portadores de necessidades especiais, porque (ela explica!) como não sabem falar a nossa língua, trabalham caladinhos e até passam da hora sem cobrar nada!” – frase retirada do texto “o Haiti não é aqui” publicado em 26/01/2011 por Mazé Mourão

Nunca acompanhei de perto seu trabalho, entretanto sei que você ocupa uma cadeira na Academia Amazonense de Letras sem que tenhamos conhecimento de apenas uma obra literária escrita por você, por que você não aproveita a oportunidade para escrever alguma coisa sobra a imigração haitiana para o Brasil.

Gostaria de lembrar um fato isolado que aconteceu em minha presença, talvez você não se lembre mas ano passado você deixou escapar uma piada de mau gosto sobre os judeus mortos no holocausto, e prontamente informei minha descendência judaica e defendi ali meus antepassados que haviam morrido. Vejo novamente que você não aprendeu a conter suas idéias e age sem pensar, ou seja, não sabe manter esta língua velha dentro da boca.

Para finalizar, faço minhas as palavras do filme 2012 “No momento que paramos de lutar pelos outros, este é o momento que perdemos a nossa humanidade”.

Yuri Faber

Blog da Dendeca disse...

Essa é uma opinião isolada, nós aamzonenses não somos desumanos, pelo contrário somos bem hospitaleiros, tanto é que vários deles já estão até empregados em casa de família e até no pólo industrial de Manaus. Repudio o que essa senhora falou, e se não sabem ela tem um filho que vive no exterios, logo devia ter cuidado com o que fala!!! Lamento por ver uma pessoa tão esclarecida falar uma coisa tão estúpida dessas!!!

Grauben Lauschner disse...

Eu, pergunto a vocês:
-Quantos Haitianos voces empregaram em suas empresas?
-Quantos vocês hospedaram em suas casas?
-Que tipo de doação estao fazendo e em quais institucoes?

O Amazonas nao 'e o Omar Aziz, Manaus nao 'e o Amazonino...

SOMOS CADA UM DE NOS!

Imigracao desregrada e sem planejamento previo 'e sim UM GRAVE PROBLEMA SOCIAL.

Deve haver controle por parte do governo Federal, distribuindo cotas de imigração de acordo com o que cada Estado consegue comportar.
Se Manaus vai receber um grande contingente de estrangeiros, deverá ter um planejamento prévio. Abrigos, como no pós guerra e política de incursão social e para isso é necessário verbas federais. Manaus é rica em emprego e renda, mas uma imigração descontrolada e sem regras vai colocar os Haitianos à margem da sociedade, sem garantia de trabalho e renda. E isso significa sim, AUMENTO DA POBREZA E CRIMINALIDADE.

Grauben Lauschner disse...

O AMOR SE TRADUZ EM ATOS

O que estou tentando dizer é que: A maioria de nós confortavelmente sentados em suas poltronas, usando seus laptos com internet banda larga, está emitindo opiniões a esmo.Eu mesma não fiz ""NADA DE CONCRETO"" para ajudar e me sinto culpada por isso. Vou procurar um fundo de ajuda humanitária aos Haitianos em Manaus, e fazer minha contribuição. Por mais modesta que seja, vou fazer parte...

ELIANDRO BRUNO OLIVEIRA disse...

EDITORIAL DO M.O.D.A - REBATENDO O TEXTO RACISTA DA MAZÉ MOURÃO


http://movimentomoda.blogspot.com/2012/01/editorial-do-moda-rebatendo-o-texto.html

Yuri Faber disse...

meu pai tem 15 trabalhando em sua fábrica!

Grauben Lauschner disse...

Manauaras podem ajudar haitianos com doações
Para pessoas interessadas em ajudar aos haitianos residentes em Manaus, a Pastoral do Migrante da Igreja Católica recebe doações de alimentos perecíveis e não perecíveis, roupas, sapatos, materiais de higiene pessoal e outros itens. A população também pode ajudar com doação de móveis e eletrodomésticos, como geladeira, ventiladores, cama, colchão e fogão.
As doações podem ser feitas nas Igrejas do São Geraldo, localizada na Avenida Constantino Nery, e na Igreja dos Remédios, no Centro, onde funciona o Serviço de Pastoral do Migrante.
Mais informações pelo telefone (092) 3232-7257.

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