segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E A IMIGRAÇÃO

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Artur Bueno de Camargo
Por Artur Bueno de Camargo (*)

Há uma matéria no Estadão (Uma nova migração no mercado financeiro – 02/01/2012), que trata da imigração de profissionais do setor financeiro para os países emergentes (como o Brasil), em razão da crise dos Estados Unidos e na Europa.

Consta que no ano passado, com a referida crise, muitos profissionais do mercado financeiro, perderam seus empregos com o fechamento de grandes financiadoras. Só em Wall Street, principal centro financeiro do mundo, mais de 200 mil profissionais foram demitidos em 2011 e estes desempregados não conseguiram novas colocações em seus países.

Assim, muitos estão imigrando para países emergentes, em especial para o Brasil, atraídos pelos altos lucros que o mercado financeiro brasileiro vem obtendo, em especial nesta última década. Alguns na busca de empregos e outros para abrir seu próprio negócio no setor.

Todos sabem que vivemos num mundo globalizado, portanto não devemos ser “bairristas” ou ter preconceitos de qualquer natureza, por isso, a imigração em si, não deve nos preocupar. Até porque o Brasil sempre recebeu de braços abertos todos aqueles que aqui procuraram fazer ou refazer suas vidas (independentemente da origem).

Mas, duas questões devem estar na ordem do dia dos cidadãos brasileiros, apenas para iniciar um debate que requer profundidade:

1) Esta imigração objetiva investir no Brasil, ou apenas especular no mercado financeiro de um país que cobra a mais alta taxa de juros do mundo?

2) Os profissionais formados no Brasil conseguirão competir, em condições de igualdade, com aqueles que chegam de outros países, e que lá tiveram sua formação?

Mais uma vez, é preciso cobrar dos governos controle e fiscalização de especulações financeiras que não contribuem para o crescimento sustentável do Brasil, assim como o investimento na educação, para formarmos profissionais capacitados, inclusive para atuar na área financeira, e que tenham formação social e em cidadania.

Hoje o setor financeiro é o maior instrumento aliado ao capitalismo, que induz as pessoas a adquirirem suas mercadorias, como talões de cheques, cartões de crédito, seguros e outras, para atingirem suas metas e seus gananciosos lucros, sem se importarem com as condições sociais das pessoas. Devemos dar um basta nisso!
Se você quer participar desta corrente a favor do controle das especulações financeiras no nosso país, e da educação de qualidade, sua sugestão será bem vinda. Email para cntalimeira@gmail.com - ARTUR.

(*) Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo.

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