sábado, 11 de fevereiro de 2012

Herói da Floresta: ONU reconhece luta de brasileiro em defesa das florestas

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Pro E esse tal Meio Ambiente - Encerrando oficialmente o Ano Internacional das Florestas, a ONU realizou esta tarde uma premiação em Nova Iorque, na qual foram premiadas pessoas que têm lutado na defesa pela preservação das florestas. Entre os premiados está o ambientalista Brasileiro Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, que recebeu o título de “herói da floresta”.

A ONU recebeu 90 indicações de 45 países. Quinze pessoas ficaram entre as finalistas. Além de Adario, os escolhidos foram Paul Nzegha Mzeka, de Camerões, Shigeatsu Hatakeyama, do Japão, Anatoly Lebedev, da Rússia, e Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva, dos Estados Unidos.


Segundo Adario, em entrevista publicada no Jornal Estado de São Paulo, ser considerado herói da floresta é complicado, “ainda mais em uma região que tem tanta gente lutando e morrendo pela defesa da floresta. Na verdade, há heróis da floresta espalhados pela Amazônia inteira”.

O ambientalista vê com cautela e preocupação a política ambiental brasileira. Em material divulgado pelo Greenpeace, Adario afirmou:

“Enquanto no exterior o Brasil vende uma imagem de defensor da Amazônia, ajudado pelo fato de que o     desmatamento vem caindo nos últimos anos, na prática, várias medidas caminham na contramão desse esforço (…) Áreas protegidas estão sendo reduzidas pelo governo Dilma, grandes projetos de infraestrutura estão atropelando a região e a presidente da República está se omitindo na discussão sobre o enfraquecimento do Código Florestal, gestado pelos ruralistas no Congresso Nacional”.

Além de Paulo Adario, a ONU concedeu um prêmio especial póstumo ao casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, assassinado em maio passado no Pará. Eles eram líderes de um assentamento extrativista e combatiam a ação de madeireiros ilegais.

Apesar da ONU não ter divulgado nenhuma declaração sobre as contradições da política ambiental brasileira, principalmente sobre a aprovação da reforma do Código Florestal, o título concedido ao ambientalista Paulo Adario, e o prêmio póstumo ao casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, pode ser entendido como um aviso que o mundo está prestando atenção nas contradições do governo brasileiro. Se liga, Dilma!

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