quinta-feira, 15 de março de 2012

A MOLA DO MUNDO, O IOF SOBRE O DÓLAR E O DRAMA GREGO

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"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição


Não é o dinheiro que move o mundo, mas sim as necessidades ou desejos humanos que forçam a obtenção do mesmo. Sem a exploração de tais necessidades ou desejos nada funcionaria no sistema capitalista. Logo, não é a circulação de moeda que gera o desenvolvimento e a elevação do padrão de vida geral, mas sim o atendimento crescente das necessidades de um povo ou nação e aí está o porque da necessidade de garantia jurídica para aquelas que o Estado Democrático de Direito considera fundamentais (ver Art 6º da CF). 

Sem a universalização crescente do atendimento pleno de tais necessidades, qualquer sociedade se fragiliza e fica a mercê dos que as exploram de forma criminosa ou desumana. Eis porque devemos rejeitar e negar absolutamente as teorias neoliberais, pois, nelas, tais necessidades são quimericamente imaginadas como passíveis de ser atendidas pela livre dinâmica do mercado. Em lugar nenhum tal teoria se mostrou factível e eis porque o estado jamais deve abrir mão do seu papel de interventor e regulador da economia. 

Se a circulação de moeda fosse a mola do desenvolvimento, Dilma estaria hoje soltando fogos para a enxurrada de dólares querendo entrar no país apesar do aumento do IOF para 6% *1, ou seja, mesmo após a barreira erguida pela mão visível que os neoliberais reclamam apenas quando não lhes favorece (a mão do estado). Quando lhes favorece, quase sempre de forma obscena e imoral, dizem, com a maior cara de pau, que se trata de medidas para manter as engrenagens da economia em "bom" funcionamento (acredite quem quiser). 

Eis porque, no caso da Grécia, o dinheiro que irá "socorrê-los" não é parte da solução e sim do problema, pois visa apenas oxigená-la na condição de pagadora, nada mais que isso. Em contrapartida, lhe exigiram (e o "governo" atendeu) o lançamento do povo nas ruas da amargura. Essa é uma condição exigida pelos neoliberais por motivo óbvio: desamparados e desesperados para atender suas necessidades básicas, os gregos tenderão a ver com bons olhos aqueles que irão, a partir de agora, lhes explorar tão ou mais que antes. 

Se fossem donos de seu destino, os gregos rejeitariam a grana do BCE e do FMI e exigiriam o que Kirchner e Corrêa fizeram recentemente na Argentina e no Equador, ou seja, auditoria abrangente da Dívida Pública e declaração de calote na parte contraída de forma odiosa, ou seja, ilegal e sem o conhecimento do povo. Além disso, processariam, confiscariam os bens e levariam à prisão todos os empresários e políticos responsáveis por lesões ao patrimônio do país. Todavia, para tristeza deles e nosso alerta, nada disso deverá acontecer, pois há um ano e meio estão sob intervenção estrangeira *2. 



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