domingo, 27 de maio de 2012

INVASÃO DAS ÁGUAS, ESPETÁCULO BONITO E PREOCUPANTE!

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Prédio da Alfandega - Manaus (AM), 20 de maio de 2012

Por Jornalismo Carlos Costa – Como sangue contaminado pelo lixo, fezes e esgotos entupidos, as águas dos Rios Negro e Solimões invadiram as veias de algumas ruas da parte antiga de Manaus, deixando-a a beira da exaustão, transformando-as em espelhos que refletiam prédios, pessoas e monumentos históricos da capital em um cenário belo para os fotógrafos, mas preocupante às autoridades e pessoas atingidas. Uma tragédia histórica em 2012, pior do que a de 1953 e 2009, tanto na capital quanto aos 50 municípios do Amazonas!

Em meio às águas, um peixe foi pescado com vara, caniço e anzol da laje de uma casa no município inundado de Iranduba. Incrível! Lembrei quando também fisguei piranha pela janela da casa de meu tio Armando, no Varre-Vento, durante uma avassaladora enchente, cujo ano não lembro; só do fato!

Na capital, a campanha desesperada em favor da limpeza promovida pela Prefeitura, deu uma dimensão ainda maior e mais dramática à tragédia das águas com o lixo jogado pelos moradores em forma de pequenos papéis, garrafas PETs, pneus, móveis, geladeiras e a podridão que tudo isso também acarreta. A Prefeitura de Manaus faz sua parte, mas a população não ajuda e depois reclama!

De bonito e bucólico mesmo, só o registro histórico fotográfico para as novas gerações não duvidarem; só os registros dos reflexos nas águas pútridas, como se fosse um perfeito espelho refletor, dos prédios históricos da Alfândega, o “Cecilhão”,  o Relógio Municipal,  o Marco Zero e os ônibus que ainda trafegam pelas ruas alagas,  refletindo suas sombras fazendo a alegria de muitos turistas e outras pessoas que nunca haviam presenciado uma cheia tão grande!

Um espetáculo de beleza e problemas, na mesma medida!

Bonito para os fotógrafos, com registros históricos para o futuro e preocupante e desesperador para as famílias da capital e do interior atingidas pelas águas.

Mas como controlar a força da natureza? Impossível!

Resta-nos apenas apreciá-la, admirá-la e permitir que continue cumprindo sua missão nesse Estado, que só possui duas estações: seis meses de sol inclementes e seis meses de chuvas torrenciais com inundações, lixo, preocupações, aterros de igarapés e obras emergenciais que se repetem!

É a natureza cobrando em dobro o preço, pela destruição e falta de cuidados com o meio ambiente!

Av. Eduardo Ribeiro - Relógio Municipal de Manaus, 20 de maio de 2012

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