terça-feira, 26 de junho de 2012

Tecnologia para preservação já existe, mas falta interesse!

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Foto: Ricardo Moraes/ Reuters – Globo.com

Por Jornalismo Carlos Costa - Mais uma vez a Rede Globo de Televisão provou que já existe tecnologia para monitorar o desmatamento na floresta amazônica, mas falta interesse do Ministério do Meio Ambiente e de órgãos ambientais e executá-la. Enquanto isso continua a ganância de madeireiros destruindo áreas férteis  e valiosas, com biomas ainda desconhecidos e pouco pesquisados, equivalente a quatro Estados e maio de Alagoas.

Todas as pessoas que assistiram ao Jornal Hoje, da Rede Globo, no dia 21 e 22 de junho, perceberam que  tecnologia e boas idéias podem ser aliadas à preservação da biodiversidade da floresta amazônica: a equipe do JH instalou chips rastreadores em troncos de madeira que foram derrubados ilegalmente na Floresta Amazônica.

No meio da noite, as toras saem de uma floresta particular situada na zona rural de União do Sul e são levadas na carroceria de um caminhão até as madeireiras da área urbana do município. O posto fiscal do Município disse que fiscalizava tudo o que passava, mas mostrou um fiscal dormindo.

Cientistas e ecologistas alertaram que o mundo vive uma nova era de extinções, com o Brasil tendo 82 espécies ameaçadas de extinção, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza. O Brasil só perde para o México e para a Índia em tráfico de animais.

Para o Ibama, que tem 90% de suas milionárias multas não pagas nos últimos anos, 45 serrarias instaladas nos municípios de Claudia e União do Sul, recebem madeira roubada, uma delas foi flagrada e lacrada com o uso de inteligente de tecnologia, rastreando uma árvore centenária derrubada ilegalmente de um suposto local de “manejo” legalizado.

Além das frotas de caminhões e tratores, os madeireiros possuem estações clandestinas de rádio para escapar da fiscalização e continuarem administrando seus negócios milionários.

Tecnologia e inteligência, como a reportagem exigida no Jornal Hoje, provou que, se bem utilizada, também pode salvar as árvores da frágil menina estuprada chamada de “Floresta Amazônica”. Por que o Ministério do Meio Ambiente não segue o exemplo do que fez o Jornal Hoje e passa a monitorar e rastrear com mais inteligência as árvores derrubadas ilegalmente. Tecnologia existe, mas falta compromisso político sério do Ministério que deveria ter por função proteger a biodiversidade do bioma amazônico!

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