quinta-feira, 14 de junho de 2012

Xingu+23: Resistência a Belo Monte no Pará e na Cúpula dos Povos

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Para fortalecer as vozes dos grupos contrários à construção da usina de Belo Monte, o Movimento Xingu Vivo para Sempre realizará um encontro de entidades, movimentos sociais, ribeirinhos, pescadores, acadêmicos, ambientalistas e trabalhadores rurais e urbanos, entre 13 e 17 de junho. O encontro foi batizado de Xingu+23, em referência ao 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em 1989, que marcou o início da resistência a Belo Monte. O cenário será a comunidade Santo Antônio (a 50km de Altamira, no Pará), que já está parcialmente desocupada pelas obras da usina.

O discurso a favor da usina passa pela segurança energética que sua construção permitiria, “necessária para o crescimento e desenvolvimento do País”, segundo o BNDES, financiador do projeto orçado em R$ 26,5 bilhões. Por outro lado, os impactos socioambientais e as falhas na aprovação e implantação do projeto têm gerado denúncias de violação de direitos humanos na construção da hidrelétrica.

Estão previstos o alagamento perene de 640 km2, a desocupação de 486 hectares no perímetro urbano da cidade de Altamira, a inundação de cerca de mil imóveis rurais, a vazão drasticamente diminuída em 100 km do rio Xingu, e muitos outros impactos socioambientais. O número de atingidos pelas obras de Belo Monte e suas conseqüências pode chegar a 40 mil, além das 24 etnias indígenas que habitam a bacia do Xingu.

Além do Xingu+23, realizado no Pará, o Movimento Xingu Vivo organizará duas atividades na Cúpula dos Povos. A primeira será no dia 19 de junho (terça-feira), com o objetivo de debater as usinas hidrelétricas como falsa solução para a crise ambiental do planeta. Já no dia 21 de junho (quinta-feira), a entidade realizará um encontro de trabalho para organizar ações locais, estaduais e internacionais contra Belo Monte.

Mais Informações: EcoDebate

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