segunda-feira, 2 de julho de 2012

Amazonino se faz de morto...

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Ademir Ramos (*)

Sábado (30), na convenção do partido, o prefeito Amazonino Mendes (PDT), deu prova de sua palavra, não oficializando sua candidatura para as eleições 2012, deixando perplexos seus adversários, que passaram a formular variadas perguntas, na perspectiva de compreender as estratégias do mandatário da cidade de Manaus.

 “Vencer, não é sempre avançar!”. Esta máxima socrática foi o mote que fez o prefeito de Manaus repensar suas estratégias relativas às próximas eleições, principalmente, a partir do momento em que assinou a ficha do PDT do Amazonas, com aval da direção nacional. Na oportunidade, Amazonino Mendes se comprometia em estruturar o PDT em todo o Estado, criando núcleos de bases, como instrumento de mobilização, em consonância a direção municipal e estadual do partido.  

Segundo as declarações de Amazonino Mendes, a estruturação do PDT, além de ser uma condição necessária para o cumprimento de um projeto político partidário revolucionário, é também um instrumento de formação de quadros, bem ao estilo dos partidos de esquerda que Amazonino militou no passado. Para a realização desses objetivos programáticos Amazonino Mendes identifica-se como doutrinador/formador de novas lideranças, querendo ser reconhecido pelos seus pares como protagonista de um partido que promova políticas públicas fundamentadas na prática da transparência, participação e respeito ao contraditório.

Estas motivações podem ser consideradas ou não quandoavaliamos a trajetória governista de Amazonino Mendes.O prefeito de Manaus, nesse cenário, tem sido reconhecido pelo seu modo de governar, imprimindo uma forma privatista no controle da coisa pública, gerando tensão nas relações entre o público e o privado, com redução do poder de Estado e muito mais ainda, a exclusão das representações da sociedade organizada.

A opção do prefeito de Manaus, em não concorrer à reeleição pode parecer suicida. Mas, dialeticamente está relacionada com a decisão do senador Eduardo Braga (PMDB), que também resolveu não concorrer ao pleito, continuando com sua missão em Brasília a frente da liderança do governo da presidente Dilma Rousseff. Com estes protagonistas fora da disputa das eleições 2012, os candidatos que se apresentam podem ser escada tanto para Amazonino Mendes, como para Eduardo Braga, que visam disputar as eleições 2014 para o governo do Estado.

Consumado o processo das convenções e os registros das candidaturas na próxima semana.  É hora de conferir o quadro em todo o Estado do Amazonas, examinando as coligações e em que constelação política circula para garantir o mando de campo em direção às eleições 2012. Nesse jogo, a participação do governador Omar Aziz (PSD), não mais como coadjuvante, é muito importante se quiser continuar em destaque na política. Para isso, é necessário se fazer reconhecer como autoridade governamental e direção partidária dotado de competência e habilidade no trata das disputas das relações de poder.

Amazonino Mendes deixou claro aos seus correligionários, que não vai concorrer as próxima eleições, no entanto, declara que não está morto.  Se faz de morto... recorrendo a arte da dissimulação com propósito de conquistar e garantir o controle do poder de Estado. Não disputando as eleições 2012 recarrega suas baterias para 2014. E assim, todo o movimento do PDT sob a direção de Amazonino Mendes coligado com outros partidos move-se em direção as eleições para o governo do Estado, aonde deverão se enfrentar Amazonino e Eduardo Braga.

Para prefeitura de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), dissimulado ou não, fará tudo para neutralizar a candidatura avalizada por Eduardo Braga (PMDB), liderando sua tropa de choque para apoiar e votar no candidato que cumprir com os fins e acordos celebrados. Para esta empreitada, o nome que unifica as forças entre Amazonino Mendes (PDT) e Omar Aziz (PSD), afrontado pelo ex-governador Eduardo Braga (PMDB), é d Artur Neto (PSDB) coligado com Hissa Abrahão (PPS).

Se assim for, o prefeito Amazonino Mendes, competente e habilidoso na trama da política, fará um novo reordenando dos atores no cenário político estadual esvaziando a liderança do senador Eduardo Braga no aparelho de Estado, recomendando ao governador Omar Aziz a troca imediata do seu secretariado, aparelhando força para as eleições 2014.  Estas e outras medidas podem ser determinadas se os Agentes compreenderem a noção do todo e juntos convencerem o eleitorado da grandeza de suas propostas, só as urnas dirão.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do NCPAM/UFAM. 

1 comentários:

Bruno Oliveira disse...

É um estrategista. faz e desfaz e depois tem que quebrar a cabeça para entender o que fez ou deixou de fazer.

é uma forma de mostrar força, porem um pouco ultrapassada, mas ainda funciona

Bruno Oliveira

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