sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Artur “só Love”

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Imagem: Amazonas em Tempo
Ademir Ramos (*)

Surfando na onda das eleições como líder nas pesquisas, Artur Neto transforma-se em vidraça e passa a levar “ovada” do PCdoB, que desesperadamente tenta empinar a candidata comunista correndo contra o vento, afrontando, dessa feita, a vontade da maioria que se manifesta favorável as eleições de Artur para a Prefeitura de Manaus. O recorte conjuntural tem dado conta de que as práticas rasteiras não resultam em voto quando se tem pela frente um eleitorado convencido de sua opção como garantia da cidadania.

Ódio e vingança são valores que não coadunam com a política civilizatória. Esta prática é reflexo de um tempo mórbido marcado pelo coronelismo de patente comprada aliançado com os políticos provincianos, que tratavam o povo no cabresto como refém de seus açoites tal como os animais em seus currais.

No entanto, está comprovado que a história não se repete porque não se banha duas vezes no mesmo rio. Entretanto, quando uma determinada liderança perde o eixo, não tendo perspectiva do amanhã, recorre ao passado, às mesmas práticas para tentar fazer valer a sua vontade e ludibriar o povo mais uma vez.

O ensinamento que se pode tirar de tudo isso, é que os candidatos compram os pacotes dos marqueteiros, que por sua vez, se comportam fora da história ignorando a cultura do povo local. Com esse gesto buscam dominar simbolicamente o povo fazendo de tudo para mantê-lo sob o chicote e o grito do governante tresloucado.

Na verdade, a propaganda não deve se divorciar do perfil e da história do candidato. Para isso é necessário que a prática política represente a sua vontade e que se afirme como verdadeira no imaginário político do eleitor. Ao contrário, tudo não passa de verniz, de sombra, faz de conta, não merecendo do povo credibilidade e respeito.

A opção do eleitor de Manaus será conferida nas urnas, embora as pesquisas favoreçam ao candidato Artur, nada, absolutamente nada, substitui a vontade solene do povo a ser proclamada no resultado final. Das eleições devemos abstrair ensinamentos que sirvam de diretrizes para conduta do cidadão candidato e para o próprio eleitor.

O fato é que o tempo é implacável e quem não souber ler e decodificá-lo, com absoluta certeza, não alcançará o porto seguro e muito menos fará a travessia, ficando entre os afogados abraçados entre si, acometidos pelos males da arrogância, autoritarismo, prepotência e, em última instancia a febre do populismo configurada na prática do messianismo a prometer mundos e fundos aos excluídos.

Política também é paixão que se tradução em confiança, relação e credibilidade. É o corpo a corpo, onde o eleitor e o candidato inseridos numa representação conceitual promovem o amor, a justiça, a fraternidade e, sobretudo, a felicidade pública criando condições para que todos (as) sintam-se parte do processo de governança.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do NCPAM/UFAM.

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