sábado, 27 de outubro de 2012

Eduardo, o traquino

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Ademir Ramos (*)

Finda o segundo turno das eleições para prefeitura de Manaus e se nada ocorrer de extraordinário, o eleito será Artur Virgílio Neto, do PSDB, contra a candidata Vanessa Grazziotin, do PCdoB, patrocinada por Eduardo Braga, do PMDB, confirmando, dessa feita, a vitória ocorrida no primeiro turno.

Nessa circunstancia os holofotes voltam-se para o ex-governador e atual senador Eduardo Braga, líder do governo Dilma Rousseff, no senado federal, que atropelou o governador Omar Aziz (PSD) na composição de uma chapa aliançada com o PT de Lula e Dilma para disputar a prefeitura contra Artur Virgílio Neto, ex-ministro do governo FHC.

Tanto Lula como Dilma esteve em Manaus no palanque de Vanessa, fazendo juras de que o PCdoB faz parte da base aliada e que por isso, a senadora candidata conta com o aval do planalto quanto à sua candidatura a prefeitura da capital do Amazonas.

Tudo armado entre o time do ex-governador Eduardo Braga, O Traquino, título honorífico oferecido pelos senhores conselheiros do banco da Praça da República livre do Pina, pelo muito que fez no Amazonas em benefícios dos seus pares, enriquecendo a custa da perversa desigualdade que assola a capital e o interior do nosso Estado. Na cheia dos rios o povo sofre pelo abandono e na seca pelo descaso.

Mas, o importante para o Traquino e o seu time é ganhar as eleições e direcionar o Erário para a sustentação dos seus caprichos e vaidades, destinando ao povo somente as sobras. Esse povo explorado e dominado por uma cambada de governante salteadores do cofre público e mais grave ainda, da esperança de se construir uma nova ordem governamental assentada na justiça social.

A vitória de Artur, não tem viés ideológico partidário, é muito mais uma explosão de indignação contra os desmandos de um time qualificado pelo Supremo Tribunal Federal de quadrilha, tendo como chefe maior a direção do PT de Lula. É esta quadrilha de políticos criminosos que o povo do Amazonas repudia nas urnas, desbaratando seus crimes e, sobretudo, o projeto de poder perpetrado por esses agentes que transforma o partido em bando, a política em sujeira e as ações governamentais em afronta aos valores republicanos.

Artur, prefeito, é o depositário dessa esperança popular. Por isso, sua responsabilidade aumenta ainda mais, não devendo vacilar em suas práticas e muito menos em suas determinações quanto à melhoria da coisa pública e o serviço prestado a população de Manaus. Ao contrário, tudo está consumado e a derrocada se faz anunciar pelos seus próprios feitos.  

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.
             

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