sábado, 6 de outubro de 2012

Não se esqueçam dos vereadores

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O prefeito eleito para garantir a efetividade de suas propostas e a governança do poder precisa da maioria na Câmara, podendo ser garantida no voto ou quem sabe por meio de exaustiva articulação pautada nos projetos em disputa sem descambar para compra de voto, o mensalão.

Ademir Ramos (*)

Gente o tempo é implacável, o momento é oportuno para se discutir intensamente a política, seus candidatos, suas alianças, o papel dos vereadores e suas responsabilidades e, sobretudo, o que estas eleições significam para nossas vidas em sociedade. O eleitor vota primeiro para Vereador e depois para Prefeito, o que deve ser feito eletronicamente; na dúvida leva-se a cola com os números dos candidatos para teclar na urna, não esqueça de garantir o seu voto, é só apertar na tecla confirmar.

Trata-se, portanto, de duas eleições (majoritária e proporcional), para constituição de dois poderes republicanos – o Executivo e o Legislativo. Dois poderes autônomos, interagindo entre si para a sustentação da governabilidade e do fortalecimento das instituições democráticas assentadas no princípio da alternância do poder.


As alianças celebradas entre os candidatos para Prefeito muitas vezes não seguem as mesmas ordens para a eleição de vereadores. Entretanto, deve-se respeitar a vontade do eleitor tanto para Prefeito como para Vereador enquanto expressão da soberania popular.

Contudo, o Prefeito eleito para garantir a efetividade de suas propostas e a governança do poder precisa da maioria na Câmara, podendo ser garantida no voto ou quem sabe por meio de exaustiva articulação pautada nos projetos em disputa.

É o sistema de coalizão que rege a república brasileira, exigindo habilidade e competência dos atores em cena. O sistema em questão vivifica a política como campo de interação e tomada de decisão, visando o pleno funcionamento dos poderes, principalmente, se tratando das decisões referentes à prefeitura municipal.

Os aloprados do PT violaram estas regras e partiram para a compra de voto, comprando não só os parlamentares, como também apoio dos partidos para aprovação dos projetos do executivo, desqualificando as políticas públicas em favor de grupos empresariais e interesses familiares. O mensalão, assim chamado, encontra-se em julgamento no Supremo Tribunal Federal com a condenação já dos dirigentes do PT de Lula.

Portanto, nestas eleições não se esqueçam de votar com clareza e responsabilidade nos vereadores como peça fundamental para o pleno funcionamento da democracia. A sua opção é de grande valia para a boa gestão do futuro prefeito desde que seja orientada pelo respeito e zelo a coisa pública.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.

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