sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Voto é compromisso e não cumplicidade

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Ademir Ramos (*)

É tempo de passar o Brasil a limpa, julgando os traidores do povo, políticos e governantes, que manipulam e metem a mão no dinheiro público para beneficiar familiares e grupos que dão sustentação aos seus negócios, vícios e vaidades. Esses “marginais do poder” vivem da política e precisam do seu voto para garantir e ampliar os seus negócios, deixando o povo sem água, trabalho e pão. O voto, por sua vez, é a vontade do eleitor cidadão que se manifesta contra esses picaretas que se fazem de bonzinhos somente nas épocas das eleições para assaltar o eleitor e com isso continuar explorando o povo e metendo a mão no Erário público.

A gravidade dos fatos requer que o eleitor não se deixe levar pelas promessas e mais promessas, não permitindo que o crime prospere e seus beneficiários continuem rindo do povo. O seu voto tem valor por quatro anos, podendo ser renovado por mais quatro; por isso, é necessário que se diga não,votando contra as candidaturas que representam interesses privados,de grupos salteadores do poder alimentando-se da miséria do povo.

Voto é compromisso e quando assim renovado nas urnas, celebra-se novos pactos em defesa da democracia assentados na liberdade e na justiça social. Esta opção é fundamental para que possamos viver na paz social e com a consciência tranquila de se viver na cidade, na aldeia ou na pátria que adotamos para viver em comunhão com os seus e com os filhos deste chão.

A responsabilidade é mútua semelhante ao semeador que além de plantar deve cuidar para que a vida prospere, combatendo os predadores e seus aliados que buscam de forma imediata se apropriar do bem comum, obtendo lucro fácil e fazendo pouco caso a vida das pessoas e do planeta. A ganância dessa gente é desmedida, sendo capaz de mentir, roubar e matar para continuar no poder controlando o orçamento público, em detrimento da extrema pobreza do nosso povo.

O cúmplice do roubo também é ladrão. Dessa feita, o eleitor que vota nos candidatos que fazem parte da quadrilha dos salteadores do poder, abonando nas urnas o nome do político fanfarrão, também contribui para que o crime social e político prosperem, impossibilitando que a comuna (cidade) e a sociedade se desenvolvam de forma saudável e autônoma.

Mas, como saber se aquele político é ladrão? – Basta conferir sua trajetória, seus aliados, suas práticas, sua devoção e examinar se aquilo que ele diz confere realmente com suas ações e propostas. A cumplicidade do eleitor é a razão para que o crime prospere, a violência se multiplique, a cidade continue abandonada e as pessoas desacreditem nos partidos políticos, nas instituições democráticas e na própria capacidade do eleitor de exercer a cidadania comprometendo-se com a política enquanto instrumento de desenvolvimento humano amparado nos valores republicanos acima de qualquer interesse empresarial, familiar ou religioso.

O voto compromisso transforma o eleitor em cidadão e exige dos políticos responsabilidade e zelo pela coisa pública. Portanto, a nossa opção nas urnas deve ser pelo bem de nossa cidade, como um corpo vivo que é, a reclamar atenção dos eleitos, e assim sendo, como filhos, usuários e moradores, nos sentiremos comprometidos com o presente e o futuro da nossa Manaus.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.     

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