sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Você tem fome de que?

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Ademir Ramos (*)
A pancada vem dos Titãs mobilizando a galera para a grita geral contra a miséria, a desigualdade social, a corrupção, a exploração, acumulação e a falta de acesso às políticas públicas de qualidade que assegurem educação, saúde, moradia, segurança, cultura e os direitos fundamentais da pessoa.

Nessa circunstância a honestidade não basta é preciso ser responsável e cuidar com zelo da coisa pública para que os políticos sejam respeitados e a política acolhida no meio do povo não como antro do mensalão, mas como instrumento de organização, participação e cidadania capaz de agregar homens e mulheres; crianças, jovens e idosos para marcharem contra as injustiças sociais que imperam em nosso território de toda forma saqueado pela ganância e voracidade dos oportunistas que se apropriam do Estado para enriquecer ilicitamente, matando a sua fome com a miséria e a sede do povo.

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...

Esta apropriação resulta de várias tratativas aparentemente legais, a começar pelo processo eleitoral capitaneado por partidos políticos criminosos que usam o mandato popular para negociatas em benefício de uma máfia palaciana instalada, não deixando nada a desejar aos mafiosos do submundo do crime tanto no Planalto como nas Ribeiras Amazônicas.

Cresce a cada dia o animo da Nação de ver esses salteadores do cofre público atrás das grades, destituídos de seus mandatos e bens, em cumprimento a pena merecida na masmorra, resgatando dessa feita o valor das instituições democráticas e o espírito republicano.

A saída que queremos é o combate à impunidade, a justiça nas urnas, monitorando os candidatos eleitos e exigindo que cumpram com o seu dever de representar dignamente os interesses populares fazendo valer os direitos básicos da cidadania.

Viver não basta, é preciso dar sentido a vida, participando do coletivo social como sujeito e não como um rato, sem perspectiva de um projeto comunal a impulsionar o prazer, a alegria e a felicidade pública agregando homens e mulheres no prazer d partilha do pão, da terra e da vida em sociedade.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.   

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