segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

De novo...outra vez!

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Cabeça d’água destruiu ponte dividindo o bairro Mantiqueira em duas partes Foto: Severino Silva / Agência O Dia


De novo, somos obrigados a ver destruição, desabamentos de casas, desmoronamentos de encostas, morte de pessoas, redução de impostos pontuais, secas no Nordeste desde a época do Império e o consumo continuado de crak, e entorpecentes por adolescentes e  ter que aceitar desculpas esfarrapadas de um Governo que está metido até o pescoço em corrupção e escândalos – felizmente, punidos pelo STF.

Tudo isso é positivo, mas faltam cursos profissionalizantes aos dependentes químicos e aos pais para que eles se insiram no mercado de trabalho e não retornem ao vício. Também falta ajuda para que suas famílias melhorem de vida porque o meio social também produz o drogadito.

De novo, se volta a falar em internação compulsória de dependentes químicos de crack, em SP e no RJ, passando a idéia de que o Brasil se resume só a esses dois Estados. Também pode parecer uma solução definitiva para todos os meles sociais, mas não o será. Isso tudo é herança deixada pelo Governo Lula, o que nada sabia e nada falava sobre temas que a imprensa denunciava. O governo Dilma só recebeu uma herança maldita!

De novo, garanto: se o Governo não criar, estruturar e fizer funcionar clínicas de reabilitação de dependentes químicos em todo o Brasil, de graça para a população mais carente,  essa tarefa de internação compulsória será quase inútil porque a epidemia do crack se transformou  em um problema de saúde pública nacional, alcançando uma situação alarmante que exige uma intervenção governamental constante e séria, por que estamos na porta de uma Copa do Mundo!

Será que de novo vamos reviver o que o Amazonas já viveu antes, no período da exploração da borracha? Ou será que além do Amazonas, o Brasil inteiro vai querer se transformar em uma República apenas “para inglês ver”, maquiada em seu meio e poluída nas pontas? Esse para “inglês ver” ocorreu na época áurea da “escravidão” da borracha no Estado, com imposto por um decreto da então Intendência Municipal, hoje prefeitura de Manaus, quando todos os pobres foram retirados do centro da cidade e levados para “bairros em expansão” por não conseguirem construir casas cobertas com telhas, caiar as frentes de suas moradias (in A ILUSÃO DO FAUSTO)

Mais uma vez, os números de internações compulsórias não refletem a realidade porque sabemos  que existem muitas recaídas e que só as instituições privadas como igrejas católicas ou não, de todas as matizes, sobretudo, estão assumindo esse papel do Estado brasileiro! Uma vergonha nacional porque os números não mostram o total de pessoas que recaíram e voltaram para as ruas!

Como em quase todas as áreas públicas, os Governos Federal, Estaduais e Municipais estão empurrando para debaixo do tapete da sala dos administradores públicos um problema que deveria merecer a atenção de todos. É exatamente como as chuvas que destruíram cidades do Rio de Janeiro, em janeiro de dois anos passados e que as famílias atingidas continuam esperando um local para residir. Omissão total do poder público municipal porque verbas foram liberadas e serviram apenas para campanhas políticas de candidatos a prefeitos. Agora, anunciam que as casas devem ficar prontas em 2014, ou seja, quatro anos depois do desastre natural.

E que obras de infra-estrutura sérias foram realizadas para evitar novos desastres? Nenhuma, respondo. Tudo está como “dantes no quartel de Abrantes”, como se diz na gíria popular recorrente para esses e outros casos.

De novo, as chuvas voltaram a se registrar no RJ, as famílias continuam sendo vítimas do crack, a administração pública permanece inventando desculpas e a sociedade, que mantém  todos os poderes, continua recebendo apenas migalhas de pesados impostos -  para não defini-los como extorsivos ou um assalto quase à mão armada.

E vai chegar o dia que o povo vai se revoltar com tantos absurdos, desculpas e falta de vergonha na cara dos administradores! Já será tarde demais para arrependimento!

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