quarta-feira, 27 de junho de 2018

Visita de Pence ao Brasil reflete peso do intervencionismo dos EUA

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Brasília, 26 jun (Prensa Latina) - A visita de dois dias ao Brasil que o vice-presidente norte-americano Mike Pence iniciará hoje reflete os rumos do desmantelamento do país sul-americano e o peso do intervencionismo dos Estados Unidos na América Latina. 

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Zona Franca de Manaus em declínio e Zona Franca de São Luiz do Maranhão em criação!

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Mário Lúcio Silva Costa Cóvas*
Manaus – 12/06/2018

A Zona Franca de Manaus está agonizando com o governo do presidente golpista Michel Temer, que com o Decreto 9.394/2018, do governo federal, que altera a tabela de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os concentrados de bebidas não-alcoólicas, reduzindo a alíquota de 20% para 4%, e reduzindo assim as vantagens do polo de refrigerantes e bebidas da Zona Franca de Manaus e do nosso Polo Industrial (PIM).

Enquanto isso, nesta terça-feira, 12/junho, está sendo discutido na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal o projeto de lei (PLS 319/2015) que cria a Zona Franca de São Luís, no estado do Maranhão. A proposta é do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Em sua justificativa na proposta inicial, o parlamentar alega que a criação da Zona Franca de Manaus trouxe resultados inquestionáveis para o povo da região amazônica e serviu de exemplo para a formulação de novas políticas de desenvolvimento regional no Brasil.

Que em São Luís, por meio do Decreto nº 97.581, de 20 de março de 1989, foi criada uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) e que tal iniciativa não teria logrado sucesso.

Já com a criação da Zona Franca de São Luís, esta visa ao desenvolvimento da região por meio do incentivo à produção de bens destinados ao exterior. Assim, enquanto a Zona Franca de Manaus apresenta um modelo de produção voltado marcadamente para a substituição de importações, com o mercado brasileiro como seu principal destino, a Zona Franca de São Luís teria o mercado externo como destino de seus produtos.

Analisando, fato é que com a modernização das relações de consumo inclusive com o e-mercado e possibilidade de aquisição de produtos e mercadorias via internet, a comercialização ao publico no mercado interno tem sofrido grandes modificações.

No caso dos polos de produção de bens industrializados na ZFM para abastecimento ao mercado interno, a ZFM tem sofrido intensos ataques no plano interno como já exposto no inicio deste texto que a deixam vulnerável e ameaçam os empregos já gerados.

A criação de outro polo assemelhado de frente ao mar, ainda que com características inicialmente diferenciadas, voltadas às exportações, pode mais tarde acumular funções de atendimento ao mercado interno e derrubar de vez nosso já sensível polo industrial de Manaus.

O incrível é a falta de visão política da bancada amazonense em Brasília. Até agora só tenho conhecimento do pronunciamento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) prevendo que mal maiores estejam se insurgindo contra nosso projeto de desenvolvimento regional que sofre a duros anos com a redução das vantagens comparativas em relação à outros estados da federação.

Precisamos de mais atitudes enérgicas no sentido de preservar os empregos existentes e garantir mais postos de trabalho neste que tem sido o único modelo a perseverar por tanto tempo no Amazonas.

* Mário Lúcio Silva Costa Cóvas, é bacharel em Direito, com especialização em Direito Público, pós-graduado em educação e docência superior, atualmente é estudante do ensino técnico e de graduação em pedagogia e também presidente municipal do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL/Manaus.


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Partidos de Esquerda, Movimentos Sociais, Cultural e Indígenas vão lançar Fórum Popular Boulos & Sônia

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Da Redação
Manaus - 11/6/2018

Os partidos de esquerda PSOL, PCB, Frente Povo Sem Medo, Movimentos Sociais, Movimentos de Cultura, de Comunicação e Intelectuais, vão lançar na próxima sexta-feira 15 de junho, o Fórum Popular Boulos e Sônia para organizar no Amazonas a campanha da pré-candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara a presidência da Republica-PSOL/PCB.

O evento vai acontecer a partir das 17:30 horas do dia 15 de junho (sexta-feira) no CEFAM - Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus,  Av. Joaquim Nabuco, 1023 - Centro, Manaus - AM, Cep. 69020-030, em Manaus-AM.

Mário Lúcio Convida

O Presidente Municipal do PSOL/Manaus, Mario Lúcio, postou nesta segunda-feira (11/06) no seu perfil no Facebook, um convite dirigido aos militantes e filiados do partido. 


"Como presidente do PSOL Manaus convido toda nossa militância psolista para participar do lançamento oficial do Fórum Popular Boulos e Sonia, nesta próxima sexta-feira (15/JUNHO) a partir das 17:30h na Sala D do CEFAM da Arquidiocese de Manaus.

A construção do Fórum foi apresentada e aprovada pelo Diretório de Manaus do PSOL, e tornou-se uma realidade a partir de composição com o PCB no AM, Frente Povo sem Medo /AM, tendências políticas e movimento indígena.

Estão a nossa militância, simpatizantes e todos convidados a somar conosco."

SERVIÇO

Evento: Lançamento do Fórum Boulos & Sônia
Data: 15 de junho de 2018 - sexta-feira
Horário: A partir da 17:00 horas 
Local: CEFAM - Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus 
EndereçoAv. Joaquim Nabuco, 1023 - Centro
Cep. 69020-030, em Manaus-AM.
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domingo, 10 de junho de 2018

O Brasil na panela: dá um caldo

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José Ribamar Bessa Freire
Manaus - 10/06/2018
Fonte: TAQUIPRATI 
O Brasil na panela: dá um caldo

A cozinha de um país é sua paisagem colocada na panela. (Provérbio Catalão)
O Brasil inteiro cabe dentro de uma panela. Não me refiro à usada pelos “paneleiros” para derrubar uma presidente eleita. Tal panela é vazia e oca como seus usuários, ao contrário da outra, farta, cheia de ingredientes, condimentos, alimentos que geram turbulências quando não são transportados por caminhões pelas estradas para chegarem à cozinha do consumidor. Dentro dela cabem receitas, temperos, cheiros, sabores, festa, música, humor, literatura, economia doméstica, saúde, higiene e o quiabo a quatro.
Essa receita do Brasil está no livro editado pela EDUFF lançado recentemente na Livraria Icaraí, em Niterói – Discurso sobre alimentação nas enciclopédias do Brasil: Império e Primeira República – de Phellipe Marcel, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele realizou a façanha de encher a panela com sua pesquisa de doutorado para analisar o Brasil dentro deste caldeirão: o Brasil caipira, rural, urbano e suas identidades. O Brasil, não a caricatura que a TV Globo quer no futuro, mas o que a gente tem agora.
O tema surgiu graças ao carinho das duas avós do autor que embaralharam narrativas, identidades e receitas e alimentaram o Phellipinho com pão de ló. A vovó Yolanda, carioca, filha de paraibanos e italianos, preparava ensopadinhos e doce de laranja-da-terra. A vovó Cícera, alagoana, descendente de índios com franceses, preparava um cuscuz imbatível, pudim de pão e galinha cabidela ou ao molho pardo, que dá água na boca só em falar. Pronto. Foi daí que nasceu o tema, temperado pelas avós de tantos brasis: latino, índio, negro.
Receita do Brasil
Mas um tema sozinho não faz verão, mesmo que o pesquisador se entregue apaixonadamente a ele como foi o caso. Faltavam os documentos e as ferramentas de análise. O autor, com gosto e vocação para a pesquisa, vasculhou os acervos da Biblioteca Nacional e da Academia Brasileira de Letras em busca de alimentos ali registrados, assim como aqueles que foram silenciados e apagados naquilo que historicamente se considerava alimentação do brasileiro.
Encontrou rico material, de cuja existência nem suspeitava. Consultou textos e uma rica bibliografia incluindo desde a Carta de Pero Vaz de Caminha até as crônicas e relatos de viajantes. Identificou os discursos sobre comida que circulam no Brasil nos livros de culinária, em almanaques, revistas, com o corpus de análise concentrado nas enciclopédias. Analisou prefácios, introduções, apresentações e notas dos editores na abertura das coletâneas,
E as ferramentas de análise? Ele foi buscá-las no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), que lhe forneceu os instrumentos conceituais e teóricos no campo da Análise do Discurso (AD), complementando a busca naUniversité Paris 13, sob a orientação segura da doutora Vanise Gomes de Medeiros.
O livro se dirige não apenas aos conhecedores desta área, mas também a nós – eu e muitos leitores – que não somos especialistas em AD. Para isso, define os conceitos usados na tentativa de apreender as filiações de sentido nas enciclopédias publicadas no período de 1863 a 1925 sobre a comida brasileira para revelar em que medida tal operação ajuda a entender o Brasil e os brasileiros.
O corte cronológico toma como ponto de partida uma das primeiras enciclopédias publicadas no Brasil – a Encyclopedia do Riso e da Galhofa em Prosa e Verso (1863) – e outras identificadas como fundadoras e que permitem reconstruir a história dos sabores: a Encyclopedia popular (1879) - a primeira de divulgação científica em nosso país; a Encyclopedia e Diccionario Internacional (1920), pioneira na organização em verbetes; o Thesouro da Juventude (1925) destinado à educação infantil, uma espécie de google da minha geração e, finalmente, O Cozinheiro Nacional (1870), o primeiro livro de culinária com receitas.
Dupla feijão-farinha
Com esse material, o autor mostra discursivamente como se dá nas enciclopédias a formação daquilo que vai sendo chamado de comida brasileira, bem como a constituição da identidade nacional que se constrói, entre outros materiais, com a culinária, talvez muito mais do que com o futebol. Mais do que no gramado e nos estádios, o Brasil está mesmo é na panela.
A tese torna evidente o apagamento do discurso sobre a formação da alimentação no Brasil no que diz respeito às influências e contribuições do negro e do índio, marginalizados em detrimento da herança lusa. O consumo de feijão, por exemplo, é registrado pelo viajante francês Saint-Hilaire, entre 1816 e 1822, em diferentes pratos com feijão-preto: “à moda brasileira”, “a modo dos colonos”, “em tutu”, “tutu à baiana” e até a “feijoada”. Mas as receitas não constam no Cozinheiro Nacional(1870).
- A dupla feijão-e-farinha de mandioca já era consumida antes da chegada dos portugueses, mas só vai aparecer como base da alimentação do brasileiro a partir de 1920, com a eclosão do movimento modernista. Apesar de muitos ingredientes, pratos e comidas indígenas terem sido apagados ou omitidos no discurso enciclopédico, o feijão e a farinha resistiram– escreve Phellipe Marcel.
Desta forma, o livro passa por outros sentidos sobre comida e sobre sujeito, abordando o discurso geopolítico que “nacionaliza” sabores e comidas, além do discurso médico, para o qual algumas comidas e ingredientes são básicos não só para o sujeito nacional, mas para toda a espécie humana. Discute o perigo da universalização, generalização e redução do sujeito a uma espécie biológica.
Ao discorrer sobre comida e alimentação, Phellipe Marcel reflete muito sobre a história desse Brasil imenso que, se cabe na panela, como a paisagem na cozinha catalã, não deixa de ter, dentro dela, conflitos, encontros, sabores e dissabores. Mas que dá um caldo, dá.
P.S. 1 Texto reelaborado a partir do prefácio escrito para o livro de Phellipe Marcel da Silva Esteves. O que se pode e se deve comer: uma leitura discursiva sobre sujeito e alimentação nas enciclopédias rasileiras(1863-1973) EDUFF. Niteroi. 2017, lançado em 2018. A tese defendida no final de 2014, contou com a seguinte banca: Vanise Gomes de Medeiros (orientadora), Bethânia Sampaio Correa Mariani, Helena Franco Martins, Maria Cristina Leandro Ferreira e José R. Bessa Freire.
P.S. 2 - A foto, evidentemente, foi postada no Face como sói acontecer. Aliás, diplomas só deviam ser reconhecidos depois da postagem das fotos da defesa nas redes sociais. 
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Centrais sindicais realizam lançamento da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

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Divulgação
Manaus – 06/06/2018
 
Foto: INTERSINDICAL

Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

Juntas, as centrais sindicais CUT, Intersindical, CTB, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT lançaram nesta quarta-feira (6/6) o documento “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora” que traz 22 propostas urgentes para fazer o Brasil retomar sua economia e desenvolvimento social. Veja ao final as 22 propostas e faça o download da Agenda.

Representando a Intersindical na mesa de abertura estiveram o secretário-geral, Edson Carneiro Índio, e a dirigente dos Químicos Unificados, Claudia Bueno.


“Neste momento que é o mais grave na história recente do povo, explosão do desemprego, explosão da ocupação informal e precária, desmonte do Estado, entrega das riquezas do país, soberania nacional pisoteada, Constituição rasgada, dão um golpe de Estado financiado pelo grande capital para implantar um governo e uma  agenda para dizimar com as conquistas da Constituição Federal de 1988 e da classe trabalhadora, portanto, as centrais sindicais dão um gesto fundamental hoje e apontam para a sociedade brasileira, e em particular para a classe trabalhadora, pontos prioritários que a gente quer defender, debater com a sociedade, e principalmente no processo eleitoral que se avizinha. Eleição sem tapetão! Lula livre e enfrentamento político!”, discursou Índio.

Claudia Bueno reforçou: “É importantíssimo que a gente conquiste a mente e o coração dos trabalhadores para a gente mostrar qual é a agenda verdadeira desse governo”. “Temos de estar na porta das fábricas, precisamos retomar novamente o Brasil para a mão dos trabalhadores e não deixar com essa corja que está aí, vamos retomar a agenda da classe trabalhadora”, afirmou.


Durante o evento foi aprovada a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora e o próximo dia 10 de agosto foi eleito como o Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora, onde haverá enfrentamento e paralisação nas ruas pela volta do desenvolvimento social, contra a política de preços da Petrobras, em prol do fortalecimento da indústria e da soberania nacional.


Confira as 22 propostas da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora:

1. Criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, que já atingem 28 milhões de trabalhadores:

a. Criar frentes de trabalho como medida emergencial, com atenção especial para os jovens;

b. Retomar as obras de infraestrutura;

c. Políticas de amparo aos desempregados: aumento das parcelas do seguro- desemprego, vale-transporte para o desempregado, vale-gás, subsídio de energia elétrica, entre outra.

2. Democratizar o sistema de relações de trabalho, fundado na autonomia sindical, visando incentivar as negociações coletivas, promover solução ágil dos conflitos, garantir os direitos trabalhistas, o direito à greve e coibir as práticas antissindicais; favorecendo a   reestruturação  da   organização  sindical  para ampliar a representatividade e a organização em todos os níveis, estimulando a cooperação sindical entre os trabalhadores, inclusive com o financiamento solidário democraticamente definido em assembleia.

3. Regular o direito de negociação coletiva para os servidores públicos, em todas as esferas de governo, segundo os princípios da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

4. Renovar, para o próximo quadriênio (2020 a 2023), a política de valorização do salário mínimo.

5. Definir a jornada de trabalho em 40 horas semanais.

6. Revogar todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Lei 467 (Reforma Trabalhista) e da Lei 13.429 (Terceirização), que precarizam os contratos e condições de trabalho, na perspectiva da construção de um novo estatuto, com valorização do trabalho.

7. Combater a informalidade, a rotatividade, o trabalho análogo ao escravo e eliminar o trabalho infantil, no campo e na cidade.

8. Regulamentar o inciso 27º do artigo 7º da Constituição, que garante proteção trabalhista para os impactos das transformações tecnológicas e econômicas.

9. Assegurar o direito e o  acesso ao Sistema Público de  Seguridade e Previdência Social, promovendo a universalização; garantir, diante das mudanças no mundo de trabalho e da transição demográfica, a sustentabilidade financeira do Sistema, com permanente participação social na gestão.

10. Revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos, e criar uma norma coerente com o papel do Estado no desenvolvimento do País, cuja elaboração inclua participação social, que integre também a avaliação permanente da regra orçamentária.

11. Promover reforma tributária orientada pela progressividade dos impostos, revisão dos impostos de consumo e aumento dos impostos sobre renda e patrimônio (tributação sobre herança e riqueza, lucros e dividendos), visando à simplificação, à transparência e ao combate à sonegação.

12. Reestruturar, fortalecer e ampliar a capilaridade do Sistema Público de Emprego voltado para a proteção do emprego e o combate à demissão imotivada; articulando e ampliando a proteção aos desempregados, os programas de formação profissional, a intermediação de mão de obra e o microcrédito produtivo; recuperando a capacidade de financiamento do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador; investindo na efetividade dos conselhos em todos os níveis.

13. Universalizar o acesso à educação de qualidade em todos os níveis, orientada pelos princípios da liberdade, da cidadania e para o aprendizado e o conhecimento, em um mundo em mudança; rever e reorganizar o ensino médio e profissionalizante, com políticas voltadas ao ingresso do jovem no mercado de trabalho.

14. Fortalecer o Sistema Único de Saúde, com integralidade e universalidade, ampliando a oferta de serviços e garantindo o financiamento público; promover a política de saúde do trabalhador e de segurança no trabalho.

15. Promover e articular uma política de desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, orientada para o readensamento das cadeias produtivas, com enfoque estratégico para a indústria, as empresas nacionais, a presença no território nacional, a diversidade regional, a geração de emprego de qualidade e com relações de trabalho democráticas.

16. Fortalecer a engenharia nacional e reorganizar o setor da construção para dinamizar e materializar os investimentos estratégicos em infraestrutura econômica, social, urbana e rural.

17. Garantir às micro, pequenas, médias empresas e à economia solidária e popular acesso ao sistema de inovação tecnológica, favorecer a integração aos mercados internos e externos, fornecer assistência para a gestão e promover acesso ao crédito.

18. Fortalecer o papel estratégico das empresas públicas (sistema da Eletrobras, Petrobras, bancos públicos, entre outros) para a promoção e sustentação do desenvolvimento econômico e social.

19. Investir e ampliar o sistema de ciência, tecnologia e inovação, em articulação com a estratégia de investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social, urbana e rural.

20. Fortalecer e ampliar as políticas sociais de combate à pobreza, miséria e redução da desigualdade social e de renda.

21. Fortalecer as políticas voltadas para a Agricultura Familiar, a Reforma Agrária e o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão no campo.

22. Ampliar e efetivar políticas, programas e ações para promover a igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes.

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Estados Unidos fracassam na OEA

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Agencia Venezuelana de Notícias
Caracas, 06 Jun. AVN

Presidente da Venezuela Nícolas Maduro 
INTERNACIONAL - O chanceler da República Bolivariana da Venezuela, Jorge Arreaza, rechaçou nesta terça-feira uma resolução aprovada na Organização dos Estados Americanos (OEA) que abre a porta ao intervencionismo contra o país sul-americano.

Durante uma assembleia da OEA, transmitida pela Telesur, rechaçou o documento promovido pelo governo dos Estados Unidos (EUA), que somente conseguiu 19 votos a favor e não os 24 necessários para conseguir a suspensão da Venezuela deste organismo.

"Nós vamos com nosso povo enfrentar nossas dificuldades e entre os venezuelanos vamos resolver nossos problemas sem que seu ingerencismo, intervencionismo afete nosso país. A Venezuela é livre e soberana que Viva a Pátria Grande!", disse ao concluir sua participação.

Arreaza denunciou que a resolução contra a Venezuela viola os princípios da não intervenção da Carta Interamericana da  OEA e coloca em risco a segurança do país.

"Esta aprovação, em teoria, lhe dá carta branca aos Estados Unidos (EUA) para seguir agredindo a Venezuela", advertiu, recordando como o presidente dos EUA disse publicamente que considera ações militares contra a pátria de Simón Bolívar.

"Os Estados Unidos disseram que estão todas as opções na mesa" e "todas as opções incluem também a opção militar assim disse o presidente Trump. Aqueles que aprovaram esta resolução estão também aprovando a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela", alertou.

O chanceler venezuelano fez um chamado à consciência pela unidade latino-americana e condenou as pressões que o vice-presidente dos EUA, Mike Pince, exerce contra governos na OEA para atacar a Venezuela.

"É muito lamentável que ocorram essas coisas", comentou, celebrando o apoio de outros estados-membros da OEA ao país caribenho.

"Sua resolução senhores é simplemente a soma de suas medidas coercitivas unilaterais e em consequência ilegais que em absoluto é uma ação coletiva", disse.

Também destacou que os venezuelanos somente acatam a Constituição da República. "É a única lei que importa ao povo venezuelano além do Direito Internacional Público que respeitamos plenamente".

Em seu discurso, Arreaza afirmou que o único que a Venezuela precisa é que acabem as sanções e a agressão política. "Suspendam as sanções, desbloqueiem os fundos da Venezuela, não isto que estão fazendo: mais sanções", denunciou.

O chanceler venezuelano mostrou como as sanções unilaterais dos EUA e aliados como Canadá e a União Europeia (UE) promovem um cerco financeiro contra a Venezuela e golpeiam a vida cotidiana dos venezuelanos.

Devido a estas sanções, há dois anos a Venezuela tem dificuldades para comprar produtos e medicamentos para a população, como ocorreu em 2017, quando o Citibank se negou a receber recursos venezuelanos para a importação de 312 mil doses de insulinas destinadas a atender 450 mil pacientes.

Este bloqueio, também, impediu as transações com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) para a compra de insumos na área da saúde.

Algo parecido fez o governo da Colômbia contra a Venezuela. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, proibiu que um laboratório vendesse ao Estado venezuelano medicamentos contra a malária, insumos que agora são adquiridos através de convênios com a Índia.

"A Venezuela se retira desta organização precisamente porque esta organização em absoluto não ajuda os povos de nossa América e ao contrário, como se mostrou no dia de hoje, o que faz é gerar condições para o intervencionismo, a ingerência e violar o Direito Internacional Público",afirmou Arreaza.
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terça-feira, 5 de junho de 2018

Centrais sindicais lançam Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

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DivulgaçãoManaus - 05/06/2018Fonte: INTERSINDICAL 

Neste dia 6: lançamento da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora


As Centrais Sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT) realizam na quarta-feira (6) o lançamento da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, documento unificado com as 22 propostas para o desenvolvimento do Brasil.

As propostas são uma agenda socioeconômica de transformação orientada pelo combate a todas as formas de desigualdade e pela promoção do emprego de qualidade, pela liberdade, pela democracia, soberania nacional e justiça social.

A agenda propõe de imediato medidas de combate ao desemprego e ao subemprego crescentes que já atingem 28 milhões de trabalhadores, como a criação de frentes de trabalho, com atenção especial para os jovens; a retomada das obras de infraestrutura e a implementação de políticas de amparo aos desempregados, com aumento das parcelas do seguro desemprego, vale transporte para o desempregado, vale gás, subsídio de energia elétrica, entre outras.

O lançamento da agenda prioritária ocorre às 10h no Sindicato dos Químicos de São Paulo, na rua Tamandaré, 348, bairro Liberdade, com a presença dos presidentes de todas as centrais.

Na semana seguinte, as centrais realizarão também a apresentação do documento para os parlamentares do Congresso Nacional, além da entrega aos presidentes da Câmara e do Senado e para líderes partidários.

Durante os próximos meses, os dirigentes das centrais irão entregar aos candidatos à presidência da República a agenda prioritária, bem como para entidades representativas da sociedade.

Serviço – Lançamento da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”


Data: 06/06, quarta-feira, às 10h

Local: Sindicato dos Químicos de São Paulo – rua Tamandaré, 348, bairro Liberdade

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Guilherme Boulos pré-candidato do PSOL no Programa Bande Eleições

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Da Redação
Manau - 05/06/2018 

Foto: Band Eleições
O pré-candidato a Presidente da Republica pelo PSOL e líder dos Sem-Teto Guilherme Boulos, foi o entrevistado do Programa Bande nas Eleições na madrugada desta terça-feira (05/06). 

Como já se tornou rotina dos entrevistadores, as perguntas sempre foram e tom irônico e até ameaçadora seja em relação a causa dos sem-teto, como na economia e na política. Boulos não se intimidou e nem se impressionou com as ilações dos entrevistadores e respondeu com brilhantismos a todas as perguntas. Discorreu sobre politica externa, politica fiscal, politica habitacional, justiça social, e combate aos privilégios.  

Boulos não foge das perguntas, encara com naturalidade e responde com altives e coerência, ele vem afirmando constantemente que, o importante é manter a coerência sem se importar com o que pensam os senhores do marketing que sempre orientam os seus candidatos teleguiados e enlatados para responder as perguntas a luz do que o mercado publicitário deseja que o eleitor ouça e assimile. 

Boulos tem como meta principal do seu possível governo, uma politica fiscal progressiva que ele chama de - Justiça Fiscal. Segundo ele, no Brasil de hoje existe uma logica fiscal invertida, onde quem tem mais, paga menos, e quem tem menos, paga mais impostos.

Uma das primeiras medidas a serem enfrentadas por um governo do PSOL/PCB será a revogação das medidas do governo Temer que acabou com os direitos trabalhistas e congelou os gastos públicos por 20 anos.  
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Análise da Conjuntura Politica e a greve dos Caminhoneiros.

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Divulgação
Manaus - 05/06/2018

Foto: Brasil de Fato
Os únicos que estão ganhando dinheiro no Brasil são os bancos e as empresas transnacionais. O resultado disso é que o povo brasileiro tá pagando ainda mais caro os efeitos do aprofundamento da crise econômica

O coordenador do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, disse em entrevista ao Brasil de Fato que “graças a Deus” os caminhoneiros fizeram greve para enfrentar a decisão da Petrobrás de aplicar no país os preços internacionais do diesel, da gasolina e do gás. Para ele, o aprofundamento da crise econômica levará ao agravamento da crise política brasileira.

A greve dos caminhoneiros levou o governo Temer às cordas e deixou a esquerda perplexa. Parte da esquerda acredita que a greve será utilizada para semear o caos e justificar o adiamento das eleições de 2018.

Outra parte — centrais sindicais como a CUT e a CTB, por exemplo — deu apoio ao movimento. Na entrevista, Stedile deixou claro que faz parte do segundo grupo: “O Brasil vive uma grave crise econômica e dela resultou uma crise social, política e ambiental.

A burguesia deu o golpe e derrubou a presidenta Dilma justamente para ela ter controle de todos os poderes e com isso aplicar um plano para jogar todo o peso da crise sobre a classe trabalhadora, sobre os mais pobres.

E o que nós estamos assistindo nos últimos meses?

Que não só a crise não arrefeceu, como ao contrário, se aprofundou, tanto que do ponto de vista econômico, alguns economistas renomados já dizem que nós estamos numa etapa de recessão, porque todos os indicadores econômicos de investimento, inflação, alta do dólar, só vem piorando.

Os únicos que estão ganhando dinheiro no Brasil são os bancos e as empresas transnacionais. O resultado disso é que o povo brasileiro tá pagando ainda mais caro os efeitos do aprofundamento da crise econômica.

Nós temos visto nas últimas semanas várias notícias de como se agravaram as condições de vida da população.

Voltou a crescer a mortalidade infantil, voltaram os aluguéis a ser mais altos que a inflação e inclusive o índice de analfabetismo aumentou.

O que que isso significa?

Que é justamente a camada mais pobre dos brasileiros que tá sofrendo ainda mais. Além da denúncia de que o desemprego segue aumentando — nós já estamos com quase 20 milhões de trabalhadores desempregados — e parte deles, sobretudo aqueles mais desqualificados para o mercado, já desanimaram e pararam de procurar emprego, por isso sai da estatística. Mas a situação é muito grave e eu acho que a tendência é a crise política também se agravar, nestas circunstâncias.

A situação da Petrobrás é grave.

Como sempre vem denunciando os companheiros petroleiros, que atuam no sindicato dos petroleiros e na Federação Única dos Petroleiros, a FUP, porque a Petrobrás foi tomada de assalto por esses capitalistas, que tem como único objetivo ter lucro.

Então, a primeira coisa que eles fizeram foi leiloar as reservas do pré-sal e outras reservas que nos tínhamos.

Depois começaram a vender o que eles chamam de ativos, é na verdade vender oleoduto, vender distribuidora de petróleo, vender refinarias, tudo isso para eles fazerem caixa e poder remunerar os seus acionistas.

A maioria da população não sabe, porque a Petrobrás é estatal, mas ela não é totalmente pública, 40% dos seus acionistas moram no Exterior, tanto é que veio a público recentemente, quando a Petrobrás indenizou inclusive com 2 bilhões de dólares alguns acionistas dos Estados Unidos, porque pretensamente a Petrobrás teria tido prejuízo nas operações dos EUA.

Agora, eles deram uma medida ainda pior contra o povo brasileiro, que é estabelecer os preços da gasolina, do diesel e do gás nos padrões internacionais, quando nós somos exportadores de petróleo.

Então, os preços foram a esse nível insuportável que todo mundo está pagando e graças a Deus os caminhoneiros autônomos tomaram a iniciativa de fazer essa greve, que é exitosa.

Eu só espero que eles tenham coragem também de botar na mesa da negociação que não só deve reduzir o preço do diesel, o preço da gasolina, mas também o preço do gás, que é que atinge a população mais pobre, que está pagando 80, 90 reais um botijão de gás para poder se alimentar.

Então, a Petrobrás é o exemplo típico da insensatez deste governo, a serviço apenas destes capitalistas que querem se locupletar com uma empresa que é de todo o povo, com o petróleo que é de todo o povo”.

Acompanhe a entrevista completa aqui.

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

PSOL – Diretório Municipal de Manaus: NOTA SOBRE OS ACONTECIMENTOS EM 04/06/2018

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Diretório Municipal - PSOL Manaus
Manaus - 04/06/2-18
Fonte: Facebook 

Imagem: Mário Lúcio
O Partido Socialismo e Liberdade - PSOL – Manaus vem a público manifestar sua profunda indignação com a criminalização dos trabalhadores rodoviários de Manaus pela Justiça Comum com a imposição de multas, de forma indiscriminada e genérica, aos motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo urbano de Manaus.

Também manifesta seu profundo repúdio à administração pública municipal que permitiu o descontrole no sistema de transporte coletivo, omitindo-se:

1. No dever de fiscalizar e de manter o controle da tarifa, aliada aos investimentos com renovação da frota;

2. No dever de acompanhar a bilhetagem eletrônica e evitar a subtração de valores em créditos nos cartões passa fácil já amplamente denunciada;

3. No dever de coibir os abusos na violação dos direitos trabalhistas dos rodoviários e àqueles estabelecidos na Convenção Trabalhista, e, especialmente a coibir a demissão de trabalhadores e evitar que estes sejam substituídos por outros profissionais sem as garantias trabalhistas firmadas e sob as regras da reforma trabalhista promovida pelo Governo ilegítimo de Michel Temer.

Legítima é a revolta do povo de Manaus com a falta de gestão administrativa da Prefeitura de Manaus.

Manaus-AM, 04 de junho de 2018.

Mário Lúcio Silva Costa Cóvas
Presidente do PSOL Manaus

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Um apelo e um chamado à esquerda amazonense: a respeito da greve dos rodoviários.

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Comitê Regional - PCB Amazonas 
Manaus - 04/06/2018

Imagem: PCB Amazonas 
A greve dos rodoviários de Manaus chega, amanhã, dia 04 de junho, ao seu sétimo dia. No que se refere à intensidade da luta desta aguerrida -- e SOFRIDA -- categoria, esta greve está sendo a mais combativa dos últimos anos, cujas proporções ainda não se podem ser medidas. No decorrer da greve, foram vários os dias em que a totalidade das frotas de ônibus estiveram paralisadas, isto numa cidade com mais de 2 milhões de habitantes e que possui uma indústria do porte do Polo Industrial de Manaus. A supracitada intensidade da greve dos rodoviários não paira solta no ar, como que avessa às condições dos trabalhadores brasileiros após a retirada brutal de seus direitos trabalhistas fruto do governo golpista e da crise sistêmica do capital, mas é produto desta mesma crise, transformando-se num caso paradigmático do desmantelamento dos direitos trabalhistas e sociais em nosso estado, e é quanto a isso que gostaríamos de fazer um alerta.

Na tarde de hoje, uma decisão liminar do juiz Antonio Itamar de Sousa Gonzaga (TJ-AM) determinou que pelo menos 75% das frotas de ônibus estivessem na rua amanhã. Caso a determinação do juiz não seja cumprida, os motoristas e cobradores que não trabalharem normalmente serão multados em R$ 1 mil (MIL REAIS) por hora de paralisação. Isto numa cidade cuja média de salário de motorista de ônibus é cerca de R$ 2.043, e de cobrador cerca de R$ 1.259. É uma verdadeira asfixia! Segundo o magistrado, "a aplicação da multa terá como limite a margem consignável dos holerites a ser individualmente considerada". O argumento utilizado pelo magistrado, aliás, o mais comum deste poder encastelado no estado brasileiro que opera, sem nenhuma máscara, a favor da burguesia, da classe política, dos patrões, foi de que o movimento paredista dos rodoviários é "claramente abusivo", pois "os movimentos reivindicatórios de empregadores e trabalhadores não podem obstar o exercício, por parte do restante da Sociedade, dos demais direitos fundamentais", e que a greve dos rodoviários consistia num desrespeito a um "direito básico do cidadão consumidor do transporte coletivo, qual seja, o de se locomover normalmente pela cidade".

Ontem, em outra decisão, o juiz do Trabalho Gerfran Carneiro Moreira, em atendimento a solicitação do SINETRAM (o sindicato patronal) proibiu que os trabalhadores grevistas impedissem a entrada dos demais funcionários nas garagens de ônibus, bem como determinou que qualquer manifestação por parte dos grevistas ocorresse a, no mínimo, 100 metros das garagens dos ônibus.

Mas o mais grave é que, na mesma decisão que estipula multa de MIL REAIS para o trabalhador que paralisar suas atividades amanhã, o juiz Antonio Itamar de Souza Gonzaga determinou que a Polícia Civil instaure um inquérito policial para apurar práticas de crimes pela presidência do Sindicato dos Rodoviários durante o movimento paredista, num claro sinal de perseguição do movimento sindical, de suas lideranças, e de coação aos demais grevistas. Para o magistrado, existe a necessidade [tirada da onde?] de apuração de crimes tipificados em sete artigos do Código Penal Brasileiro, entre os quais os crimes de associação criminosa, incitação à prática de crime e constrangimento sob violência ou ameaça. As penas previstas nos artigos 197, 200, 201, 261, 265, 286 e 288 do Código Penal chegam a 22 anos e seis meses, em caso de condenação. Isto evidencia claramente a intenção da justiça burguesa de cercar a greve dos rodoviários, em atendimento às mafiosas empresas de transporte coletivo de Manaus (que possui uma das piores frotas do país, além de umas das passagens mais caras: R$ 3,80), e que exemplifica o avanço do estado penal brasileiro como estratégia de controle político das massas trabalhadoras e sindicatos para manter, a base da força ou da multa, as contrarreformas do capital.

A ofensiva do Poder Judiciário contra o movimento paredista dos rodoviários intensificou no último sábado, após conversa, por telefone, do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), com o governador do Estado do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), que se encontra em Brasília. Em seguida, Arthur se reuniu com o governador em exercício, o desembargador Flávio Pascarelli, que GARANTIU AMPLO APOIO DOS ÓRGÃOS DO ESTADO para que não haja mais prejuízo aos usuários de ônibus. O vice-governador reiterou a necessidade de manter a "ordem", reiterando que "é nesse sentido que vamos apoiar o prefeito Arthur Neto nas medidas que forem necessárias, colocando a Polícia Militar à disposição da prefeitura”.

Segundo o prefake da cidade de Manaus, “a conversa foi a melhor possível. Nós juntamos as forças para enfrentar essa tentativa de desestabilizar Manaus. É preciso que se entenda que acabou, de uma vez por todas, essa brincadeira de mal gosto. Quem quiser pagar para ver, que pague, vamos estar esperando”, alertou o prefeito.

Dizer que a LEGÍTIMA greve dos rodoviários é uma "tentativa de desestabilizar Manaus"; chamar as reivindicações de todos os rodoviários escravizados diariamente pelo patronato-amigo de "brincadeira de mal gosto", só mostra os reais interesses do prefeito de Manaus, que se coaduna com as do governador do Estado, do Poder Judiciário e das empresas de transporte coletivo, a saber: 1) o achatamento dos salários dos trabalhadores rodoviários via demissão maciça e contratação de trabalhadores horistas, em consonância com a reforma trabalhista, sem benefícios como vale-transporte e auxílio alimentação; 2) a eliminação temporária da possibilidade de resistência da categoria dos rodoviários, com perseguição de suas lideranças e demissão maciça de seus trabalhadores.

Apesar da ameaça frontal promovida por todo aparato do estado penal burguês, encabeçado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, a categoria demonstra uma bravura invejável a boa parte dos trabalhadores brasileiros nesta longa crise social, econômica, política e ética. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, os rodoviários seguem com a intenção de manter, amanhã, APENAS 30% das frotas de ônibus circulando.

Reiteramos, também, que a principal culpa por toda a crise vivenciada no transporte coletivo da cidade de Manaus reside no prefeito Arthur Virgílio Neto:

• Culpado por ser omisso, sua omissão serve aos empresários;
• Quando assume posição é sempre contrária a dos trabalhadores e sempre a favor dos empresários, apesar das LEGÍTIMAS reivindicações dos rodoviários;
• Enquanto prefeito ele poderia suspender a licitação pelas várias irregularidades apresentadas pelas empresas, que vão desde os direitos trabalhistas que não são pagos até às questões em que há ônibus de várias empresas que circulam em situação irregular.

Dito tudo isto, o Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro reitera o apoio a greve dos rodoviários, se colocando à disposição dos trabalhadores na construção de suas lutas. Chamamos também o conjunto da militância de esquerda de nosso Estado, partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos, centrais sindicais, movimentos de juventude, a somarem-se aos rodoviários em suas reivindicações: o estado penal avança não apenas contra os rodoviários, atropela a todos nós!

#TodaSolidariedadeAGreveDosRodoviários!
#PeloPoderPopular!
#OusarLutar #OusarVencer
#UnidadeClassista #FuturoSocialista
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