quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Descanse em Paz grande Pai, Sogro e Avô Amadeu
A meu avô com carinho
Amadeu Araújo Lima obrigado por tudo....
Escrevo neste momento com uma angustia que me percorre a alma, com o coração sangrando, porém com a consciência tranqüila. A morte é apena um ritual de passagem já diria meu amigo Evandro Carreira. Se eu pudesse classificar como me sinto neste instante, diria que hoje estou triste, mas como classificar a tristeza se a Tristeza é o desespero do irreversível. Irreversível é a morte. Meu avô, meu querido avô está à beira da morte. Poderia classificar o álcool como o principal problema, porém seria injusta a classificação para um homem que viveu tudo de bom que a vida poderia oferecer, teve filhos que nunca causaram problemas, teve netos que o amam. Diria que meu avô está morrendo de “Overdose” de amor. Como dizia Carlos Drummond de Andrade, que morreu logo depois que sua querida filha se foi “Não morremos de morte morrida, mas de vida vivida”. Talvez minha Tia Alcira que se foi na noite do dia 25 de Novembro 2007 já esteja pegando em sua mão neste momento e lhe conduzindo para céu. Meu avô abusou demais dos prazeres e viveu intensamente suas emoções. “Prefiro viver intensamente por menos tempo, do que viver mais e não poder fazer as coisas que mais gosto nessa vida”, ele me disse isso quando perdeu os movimentos da perna. Não é meu avô que está morrendo é a vida que está o levando embora. Ele amou os filhos sem medidas porque era ávido de amor. Aprendi com ele a dividir e doar. Foi Sincero até demais, dono de um coração sem limite.
A morte é o curso natural da vida, mas quem disse que é fácil aceitar? A tristeza da perda do meu querido avô não se resume ao passado, mas sim a dor da tristeza pelo futuro que não se terá. Minha filha não o conheceu isso me causa profunda tristeza. Ele nunca mais vai estar no porto me esperando como fez tantas vezes nas minhas idas a Juruti, e todas as vezes que eu tinha que voltar ele desaparecia para não ter que se despedir. A última vez que me despedi dele, as lagrimas caíram de seu rosto, perdi a oportunidade de dizer te amo e obrigado por tudo. Meu avô gostava dos encontros, mas não gostava das despedidas.
Diria que perder alguém querido é perder-se, porque somos feitos dos outros que nos rodeiam. Pai e mãe é parte de nós. Foi-se um pedaço do peito. Foi-se uma parte de nós, da nossa família. Saudade e tristeza profunda misturadas a uma alegria tão grande de tê-lo no passado. De te - lo tido como meu pai. É difícil escrever neste momento, os sentimentos ficam confusos nesta hora. Ele se foi, e está doendo. Saber que nunca mais vou abraçá-lo, nunca mais vou-ter o prazer de reve-lo, isso me faz sofrer. Saudade para o resto da vida.
Nunca mais vou ouvir sua voz carinhosa me chamar. Não vou mais escutar a sua risada sonora de alegria. Respeito ao próximo, a natureza, ser honesto, e todos aqueles valores morais que hoje eu procuro passar para minha filha eu devo a ele. O sentimento agora é só saudade e tristeza, misto de um que de orfandade. Tristeza é um silencio que grita dentro de mim neste instante. Lágrimas incontroláveis é um protesto que a situação seria melhor se fosse outra. Nunca mais dói demais.
Perder uma pessoa querida não tem consolo. A distancia nestas circunstancias é cruel. Aquele telefonema que eu não encontrei o tempo para dizer mais uma vez o quanto eu o amava. Entristeço-me pensando o quanto a gente adia pequenas coisas que são realmente importantes da vida, na ilusão de que o tempo “vai dar” para fazer tudo. Não deu para dizer adeus... E esta doendo, muito.
Alex Mendes
Bolsa Família ajuda, mas distorce sistema político, diz d. Odilo
ARTICULISTA DA FOLHA
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Afrânio Boppré é o novo presidente nacional do PSOL

A cadeira de presidente deixou de estar vaga após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O PSOL propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), pedindo a regulamentação de artigos da constituição no campo da comunicação social, em especial, o direito de resposta. A Ministra Ellen Gracie se negou a aceitar a Adin porque ela não era assinada pelo presidente do PSOL, mas sim, pelo seu secretário-geral, no caso, Afrânio.
“A negativa se deu porque na ação não constava o nome do presidente como representante formal do partido, mas sim o meu. Para solucionar o problema, assumi a presidência e deixamos vago o cargo que eu ocupava, de secretário-geral, mas continuo exercendo as duas funções, como já vinha fazendo há dois meses”, explica Afrânio. Afrânio também comentou a renúncia de Heloísa Helena.“Lamentei muito a decisão dela, visto que é um quadro político importante da esquerda brasileira e teria muito ainda a colaborar”, disse.
Além da escolha do novo presidente, a reunião da executiva avaliou e debateu o cenário político brasileiro, que será enfrentado a partir de 2011 com Dilma na presidência. “O que vemos é um reforço da hegemonia burguesa no Brasil, que não questiona a ordem social capitalista. O novo governo estabeleceu um leque de alianças altamente conservadoras e os movimentos sociais precisarão se organiza mais, se mobilizar e ir para as ruas para garantir os direitos do povo”, alertou Afrânio.
A reunião estabeleceu ainda novas resoluções para serem encaminhadas, entre elas a realização de campanhas de filiação massiva ao PSOL; pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário; para afirmar o partido como ecossocialista; contra a reforma da previdência, entre outras. Também foram definidas as datas de realização do 3º Congresso Nacional do PSOL, em 9, 10 e 11 de setembro do próximo ano, e da próxima reunião da Executiva Nacional, no dia 24 de janeiro. Outra ação importante foi a alteração do estatuto da Fundação Lauro Campos, no qual a Diretoria Executiva passou de três membros para cinco e o Conselho Curador de sete nomes para nove.
Afrânio fica na presidência do PSOL até o próximo Congresso Nacional do partido, em setembro de 2011, quando a militância do PSOL irá eleger a nova direção do partido.
Afrânio Boppré é natural de Florianópolis, e é professor de economia no curso de Direito no Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (Cesusc). É formado em economia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde também concluiu o mestrado em Geografia e onde cursa doutorado na mesma área.
Afrânio foi vice-prefeito de Florianópolis no governo da Frente Popular (1993-1996), tendo ocupado, por duas vezes, uma cadeira na Assembleia Legislativa (2000-2002/2003-2006). Em 2005, veio para o PSOL, tendo concorrido à prefeitura de Florianópolis pelo partido em 2008.
HONRAS A SANTA LUZIA PROTETORA DA VISÃO

Prometida em casamento pelo pai para um nobre influente, Santa Luzia não aceitou abandonar a devoção para se casar. “Ela era coerente, convicta, sabia o que queria. Preferiu a morte do que servir a um homem que não amava”, afirma o pároco. Ofendido com a recusa, o nobre denunciou Santa Luzia para o cônsul. “Naquela época havia muita perseguição aos cristãos e ela foi presa”, conta o pároco.
Durante o tempo em que esteve presa, os soldados arrancaram seus olhos. Porém, no dia seguinte eles estavam regenerados. “É por isso que existe a devoção da cura da visão”, destaca Vergne. Depois disso, Santa Luzia foi decapitada. A data em que se homenageia a santa, 13 de dezembro, é também o dia da sua morte.
Logo após a sua morte, a tumba de Santa Luzia começou a ser frequentada e os milagres creditados a ela começaram a acontecer. O grande propagador da devoção a Santa Luzia foi o Papa Gregório Magno, de acordo com padre Emanoel. “Ele inseriu o nome de Santa Luzia no cânon romano (espécie de normativa religiosa) no fim do século VI. A partir daí ela foi incluída nas listas de memória dos livros litúrgicos e a devoção se difundiu”,conta.
Santa Luzia, conservai a nossa visão
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