quinta-feira, 19 de julho de 2018

Declaração final do XXIV Foro de São Paulo: América Latina e o Caribe se mantém em luta

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Havana Cuba
18 de julho de 2018

AMÉRICA LATINA E O CARIBE SE MANTÉM EM LUTA


1- América Latina e no Caribe vivem hoje, 28 anos após o Foro de São Paulo foram estabelecidas, os efeitos de um restaurador reacionária, conservadora e neoliberal ofensiva multifacetada, o resultado de interesses convergentes e esforços combinados entre as elites globais do capitalismo transnacional do governo dos EUA como seu núcleo hegemônico, e das classes dominantes aliadas de nossa região.

2. Esta ofensiva multifacetada, conseguiu empurrar de volta as forças da esquerda e progressistas, através da derrubada de governos, golpes parlamentares e judiciais. A direita imperial e as oligarquias subordinadas amplificaram os erros e limitações das forças transformadoras, que sofrem retrocessos e, ao mesmo tempo, possuem um imenso potencial de luta. Isso explica em um grau fundamental a mudança adversa na correlação de forças conjuntural prevalecente.

Examinar a natureza e profundidade dos erros e insuficiências corresponderá de maneira soberana aos partidos políticos e movimentos sociais de cada país.

3. O golpe militar e parlamentar contra Zelaya, em Honduras (2009); o golpe parlamentar dado a Lugo, no Paraguai (2012); a derrota eleitoral de Cristina Kirchner, na Argentina (2015); o Impeachment contra Dilma Rousseff no Brasil (2016), através de um "golpe parlamentar, judicial e midiático; a vitória de figuras conservadoras ou ultraconservadoras de direita no Chile, no Paraguai e na Colômbia; a condenação sem provas e prisão de Lula para impedir sua candidatura à presidência da República do Brasil; as divisões ostensivas no campo popular diante das agendas neoliberais restauradas; a desqualificação da política que em importantes países da região favorece os planos da direita, e o fortalecimento público de figuras e projetos de origem fascista em vários países, constituem,

4. O desempenho do direito está diretamente relacionado à natureza expansionista e predatória do capitalismo e aos interesses do capital financeiro que o dominam. 

5. Os fatos falam: entre a última reunião do Fórum de São Paulo (Manágua / 2017) e a de Havana (2018), os efeitos negativos da concentração de propriedade, poder e riqueza no nível global foram aprofundados. mãos de uma elite mundial determinada a impor, a qualquer preço, melhores condições para elevar suas taxas de lucro

6. Isto é confirmado pela destruição da natureza, com efeitos negativos crescentes no clima; tentativas de privatizar bens públicos como água, terra e petróleo e seu uso predatório por corporações transnacionais; Tentativas de privatizar fundos públicos; o ataque aos direitos trabalhistas e sociais; o insultante aumento da desigualdade e da desigualdade; a destruição das forças produtivas através da guerra para encorajar as chamadas economias centrais; a multiplicação dos fluxos migratórios e do sofrimento que milhões de seres humanos sofrem por serem forçados a emigrar, e a ofensiva que os interesses transnacionais desenvolvem contra a soberania nacional de nossas nações, a fim de facilitar a livre circulação de capitais.

7. Estas realidades, agravada pelo desempenho perigoso Administração Trump, que busca reverter a tendência de queda da hegemonia americana, multiplicar os riscos para a paz mundial ea situação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz. A América Latina e o Caribe continuarão sendo uma prioridade para a política externa dos EUA, cuja dominação é de vital importância em sua busca pela manutenção de uma ordem mundial unipolar e insustentável.

8. Os Estados Unidos e seus aliados precisam consolidar a percepção de que a história continental entrou em uma fase regressiva imparável em favor do capitalismo. Embora a reação contra governos progressistas e de esquerda foi imediata, por causa do descrédito eo enfraquecimento extremo dos partidos de direita utilizada para impor a reestruturação neoliberal, desativar como instrumentos capazes de fazer descarrilar a mudança social impulsionada, conforme o caso, por os movimentos políticos do Fórum de São Paulo. Daí a necessidade de recorrer à estratégia desestabilizadora que combina a mídia, a guerra legal e econômica, a interferência externa e a criminalização do movimento e do protesto social, entre outros.

Diante desta reação do imperialismo e das oligarquias locais contra as forças progressistas, rejeitamos a idéia do "fim do ciclo" com a mesma firmeza e convicção com a qual, em seu momento, o fizemos com o "fim da história". As forças progressistas da América Latina continuarão lutando por horizontes de um mundo baseado na justiça social. 

A Casa Branca e seus aliados buscam exatamente o oposto: dividir, cooptar, desmobilizar e gerar desânimo. É razão suficiente para impormos com fatos e idéias os verbos da unidade da esquerda e do campo popular para organizar e lutar.

9. Preservar as experiências de soberania, de expansão da democracia, de governo popular e com projeções antiimperialistas, impulsionadas por partidos de esquerda e progressistas; oferecer apoio decisivo e estimular os esforços emancipatórios e ideais anticapitalistas dos movimentos sociais e populares que assim agem; trabalhar com coragem para consolidar uma paz duradoura com justiça social e promover esforços que permitam avançar na integração soberana de que Martí chamava Nossa América, eles se tornam imperativos políticos e em testes de honra para a esquerda continental.

10. Como em 1990, quando ela surge como um espaço de diálogo e construção coletiva da esquerda plural América Latina e Caribe, diante de uma situação internacional marcado pela incerteza e desorientação que levou ao desaparecimento da URSS e do chamado campo socialista, o Fórum são Paulo segue sua tradição de reflexão crítica e formulação de políticas é novamente desafiados a examinar olhar crítico sobre o caminho percorrido, reunindo forças e esforços renovados para continuar a construir o consenso exigido pela direita ofensiva em andamento.

11. Os membros do Fórum dos partidos políticos São Paulo chegar a esta Reunião XXIV com uma política mais elevada acumulada, que por sua vez é multiplicado pela ação de coordenação do Fórum e, plenamente consciente da impossibilidade de capitalismo predatório para oferecer alternativas aos a humanidade, criando a rebelião popular e potencial para a ação transformadora do progressismo e à esquerda, se reorganiza, atua ao lado de movimentos sociais, preparando quadros e melhorar os seus projectos de mudança, alguns orientação socialista clara. Há exemplos suficientes na história da América Latina e do Caribe que provam que quando há unidade, liderança política decisiva e capaz, objetivos claros de luta e moralidade de combate e raízes nas classes populares,

12. Ceder ao derrotismo; patrocinar ou tolerar os personalismos e sectarismos que surgem e proliferam em tempos de reveses; aceitar ou promover a perda de confiança na capacidade política do nosso povo explorado, não só hoje, seria uma afronta aos heróis e mártires da luta pela emancipação do continente, mas uma concessão gratuita e desnecessária para os EUA e seus aliados internacionais e locais. 

13. Confrontado com o plano do imperialismo para minar a soberania de nossas nações e assumir o controle de seus recursos naturais, se opõem com autêntica América Latina e Caribe internacionalista espírito, firme e não - sentido negociáveis da dignidade, o plano de emancipação do nosso povo nobres.

14. Esforcemo-nos por fortalecer as lutas pela justiça e pela emancipação social, por plena soberania política e independência econômica, pela soberania dos povos e pela paz mundial. Reivindique as melhores experiências emancipatórias dos movimentos sociais e populares da região! 

Neste contexto, os delegados e fina e os hóspedes e convidados XXIV Reunião do Foro de São Paulo, a partir de Havana, Cuba, em nome da América Latina e do Caribe, Ásia e África, Europa e América do Norte: 

1. Nós chamamos para fortalecer o movimento mundial em defesa da paz. A realidade requer a adição de forças para pressionar, por todos os meios possíveis.

2. Alertamos que os representantes do grande capital transnacional - governamental e privado, militar e econômico, midiático e ideológico - estão operando com níveis de concordância superiores aos que conhecemos. Concluímos, portanto, que é necessário um exercício prático de internacionalismo mútuo entre todas as forças da esquerda na América Latina e Caribe, Ásia, África, Europa e América do Norte.

3. Observamos com preocupação como a direita imperial opera em conjunto no Conselho de Segurança da ONU; em favor do sionismo no Oriente Médio; militarmente cercar a Rússia na Eurásia; impedir que a República Popular da China, na Ásia, continue seu avanço como potência econômica mundial com propostas de paz e cooperação; destruir, na América Latina, os projetos de justiça social, internacionalismo democrático e latino-americano e caribenho que impulsionam nossas forças políticas; e fragmentar o Caribe através de diferentes fórmulas, incluindo as coloniais como Porto Rico. 

4. Ratificamos a validade das seguintes causas e linhas de ação reivindicadas pela XXIII Reunião do Fórum de São Paulo, realizada em Manágua no ano passado:

- Converter a defesa da CELAC, o maior evento unitário dos últimos 200 anos, em um objetivo político prioritário a ser promovido por todos os nossos partidos, movimentos sociais e populares, de todas as escolas, universidades ou espaços de criação intelectual. Semear a ideia integracionista na consciência de nossos povos, já em si, será um avanço contra a política divisionista promovida pelos Estados Unidos e seus aliados. Confiamos no valor das ideias justas: asseguremos que sejam ouvidas por cada um dos governos de Nossa América. 

- Transformar a defesa intransigente dos orçamentos da Proclamação da América Latina como Zona de Paz no objetivo de toda a esquerda e dos setores patrióticos e democráticos da América Latina e do Caribe.

- Repudiar o militarismo nascido das entranhas do imperialismo, que não tem limites e escrúpulos, é uma necessidade política, ligada à sobrevivência de nossos povos. Dar forma concreta a esse repúdio, em toda ação política cotidiana, é uma questão de princípios que ratificamos. 

- Rejeite de forma enérgica a ideia absurda e inadmissível de que esta região do mundo pertence às elites do poder dos Estados Unidos ou de qualquer outro país do mundo. Que cada dia seja para a Casa Branca uma memória concreta da afirmação da Segunda Declaração de Havana: "... esta grande humanidade disse ¡Basta! e começou a andar. E sua marcha de gigantes não vai parar até que ele ganhe a verdadeira independência ... ".

- Estabelecer-se em cada espaço internacional que permita, acima de diferenças subalternas de tipo nacional ou setorial, qualquer ação que enfraqueça os níveis de dominação e hegemonia dos Estados Unidos em nossos países, é essencial e possível. O Império escolheu priorizar os componentes da guerra cultural e dos símbolos. Vamos resgatar, como resposta ofensiva, as tradições de liberdade de cada um dos nossos países. Vamos honrar aqueles que forjaram eles. Evitemos a banalidade cultural do Norte que nos despreza de nos impormos sobre a rica história dos países que representamos.

- Saber rigorosamente como o direito internacional está desenvolvendo seus planos de desestabilização, contra as experiências de governo e emancipação popular na América Latina e no Caribe, é uma necessidade de primeira ordem. Isso será mais eficaz se criarmos um sistema sólido de troca de informações e experiências coletivas. O Fórum de São Paulo pode desempenhar um papel central nesse campo, particularmente fazendo esforços na educação política. 

- Como os delegados do XXIII Encontro de Manágua, porque entendem que são causas atuais:

- Reafirmamos a importância da aproximação e da ação concertada entre a esquerda da Europa e a da América Latina e do Caribe. Comprometemo-nos nesta nova etapa para tornar mais sistemática e efetiva a ação unitária antiimperialista entre as duas regiões. O PIE e o Fórum de São Paulo estão em posição de viabilizar esse objetivo.

- Denunciamos, desta vez com motivos adicionais, o papel intervencionista da OEA, que continua a ser utilizado pelo governo dos Estados Unidos como seu Ministério das Colônias. O desempenho de sua secretaria geral, marcada por uma desprezível subordinação aos interesses da Casa Branca, prova isso todos os dias. A OEA, juntamente com o Grupo Lima, constituem os atuais Cavalos de Tróia contra a unidade latino-americana e caribenha. Vamos fazer todo o possível para evitar que continuem seu avanço destrutivo.

- Condenamos a guerra não convencional e de amplo espectro, aplicada pelo imperialismo ianque e seus aliados europeus, latino-americanos e caribenhos contra a Revolução Bolivariana. Isto tornou-se para a Casa Branca o objetivo estratégico imediato de derrotar. Seja para nós, portanto, o maior objetivo da solidariedade nessas circunstâncias. Há um ano, em Manágua, o Fórum de São Paulo permanece em alerta e em uma sessão permanente de solidariedade internacionalista contra a intervenção internacional em relação à Venezuela.

- manter a solidariedade intacto com (as) Argentina (os) e brasileira (os), Honduras (I) e do Paraguai (você) que se recusam a aceitar o declínio do neoliberalismo em seus respectivos países após a experiência do governo, pelas próprias maneiras, eles procuraram o crescimento econômico, melhor redistribuição da riqueza, a garantia dos direitos sociais, a expansão da participação popular e da democracia, garantindo a soberania nacional e reforço da integração regional no domínio do BRICS, especialmente para combater as desigualdades sociais, regionais e de gênero, o racismo, ou simplesmente contestar por sua política externa a lógica hegemônica da política externa dos Estados Unidos.

- Reafirmamos nossa absoluta convicção de apostar pela paz, em conformidade com a Declaração da CELAC, que em janeiro de 2014 declarou a América Latina como zona de paz. É por isso que apoiamos o pedido das forças políticas e sociais da Colômbia para o governo colombiano para cumprir a implementação dos acordos de Havana, manter em aberto o processo de diálogo com o ELN e passos precisos para acabar com a matança de ex combatentes e defensores de direitos sociais, políticos, ambientais e humanos. Denunciamos as ações do ultra-direito nacional e internacional de boicotar a paz. É evidente que a Casa Branca, o sionismo internacional e as forças mais atrasadas do continente, eles persistem em fazer com que os grupos oligárquicos da Colômbia continuem sendo uma tropa de choque em favor dos interesses transnacionais na América do Sul. A luta contra esta estratégia é vital, o que já colocou um dos países da CELAC como membro da agressiva OTAN.

- Nós rejeitamos vigorosamente a política intervencionista dos Estados Unidos nos assuntos internos da Nicarágua sandinista, um país que está a implementar a fórmula está sendo aplicada pelo imperialismo dos EUA para países que não respondem aos seus interesses hegemônicos, causando violência, destruição e morte através da manipulação e ação desestabilizadora de grupos terroristas do golpista direita, boicotando a busca de diálogo, que é a melhor maneira de superar a crise atual e alcançar a paz, que é indispensável para o a continuação do processo de transformações sociais promovidas pela FSLN pelo governo liderado pelo Comandante Daniel Ortega e que reduziu significativamente a pobreza e a desigualdade social naquele país irmão.

- Estamos solidários com a Frente de Libertação Nacional Farabundo Martí e o governo do camarada presidente Salvador Sanchez Ceren, confrontados com energia a guerra da mídia, a guerra legal, boicotes econômicos e outras formas de desestabilização, e comprometemo-nos a acompanhá -los como observadores internacionais nas eleições presidenciais de 3 de fevereiro de 2018. 

- XXIV Reunião do Foro de São convida Paulo e incentiva Bolívia e Chile para encontrar, tendo o cuidado das sensibilidades de ambos os países, uma solução para a Bolívia 's confinamento marítima baseada no diálogo e direito internacional, e que contribui para uma verdadeira integração de nossos povos.

- Renovamos a rejeição do Fórum de São Paulo à política da Casa Branca, que criminaliza os emigrantes latino-americanos e caribenhos e, em particular, os irmãos centro-americanos. Um mundo sem fronteiras e com cidadania universal é o norte da nossa luta emancipatória. 

- Nós rejeitamos qualquer forma de racismo, intolerância e discriminação. Promovemos o pleno exercício dos direitos econômicos, culturais, sociais e políticos das mulheres e a eliminação da cultura patriarcal. 

- Exigimos a retirada das forças da MINUSTAH que, seguindo um mandato do Conselho de Segurança antidemocrático da ONU, mantiveram o Haiti ocupado por mais de uma década.

- Condenamos o narcotráfico, o tráfico de pessoas e o terrorismo e denunciamos o duplo padrão de um sistema que alega lutar contra o crime organizado, protegendo ao mesmo tempo seus grandes promotores e principais responsáveis. Defendemos o cultivo legal e o tradicional uso benéfico da folha de coca. 

- Nós proclamamos o acesso à água como um direito humano e os outros bens comuns (terra, ar limpo, energia, etc.), nós lutamos contra a depredação do meio ambiente, a ameaça à biodiversidade e ao ecossistema em geral. 

- Apoiamos as demandas dos pequenos Estados insulares do Caribe para que sejam compensadas pelos danos humanos causados ​​pela escravidão e pelo acesso a recursos que permitam sua resiliência frente às mudanças climáticas.

- Nós exigir o levantamento incondicional, total e definitiva do bloqueio econômico, comercial e financeiro do governo dos Estados Unidos contra Cuba, e o povo cubano para a compensação de danos causados por mais de metade de um século de agressões de todos os tipos. 

- Exigimos o retorno ao povo de Cuba do território ocupado pela base naval ilegal dos EUA em Guantánamo. 

- Apoiamos a reivindicação histórica da Argentina sobre a soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul. 

- Exigimos a retirada de todas as bases militares norte-americanas que existem na região (total 77en, com a Quarta Frota, cobrindo a totalidade do espaço regional), e todas as bases militares estrangeiras em qualquer país, onde quer que estejam.

- Defendemos os direitos e culturas dos povos indígenas e afrodescendentes, e assumimos suas lutas pela restituição e exercício pleno de seus direitos históricos. 

- Exigimos a total descolonização do Caribe e apoiamos de maneira particular a independência de Porto Rico, para comemorar em 25 de julho de 2017, cento e vinte anos da invasão militar americana contra esta nação caribenha. Também nos pronunciamos pela eliminação de todas as formas de colonialismo e neocolonialismo.

- Nós apoiar, na adesão a auto - determinação dos povos, a nomeação do presidente Evo Morales habilitado constitucionalmente e aprovado pela Convenção Americana para as eleições de 2019, e que rejeitam os planos de desestabilização impulsionado pelo direito desse país, a OEA ea embaixada dos Estados Unidos. 

- Exigimos a liberdade imediata de Lula, depois de uma condenação e prisão sem provas e o direito de ser candidato à presidência nas eleições de outubro no Brasil, respeitando a vontade da maioria do povo brasileiro. 

Lula ao vivo! Lula inocente! Presidente Lula! 

5. Como fizemos há um ano, reafirmamos que a América Latina e o Caribe ainda estão lutando! E eles mantêm a decisão de agir com otimismo, decisão e maior sentido unitário.

"Até à vitória, sempre"

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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Visita de Pence ao Brasil reflete peso do intervencionismo dos EUA

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Brasília, 26 jun (Prensa Latina) - A visita de dois dias ao Brasil que o vice-presidente norte-americano Mike Pence iniciará hoje reflete os rumos do desmantelamento do país sul-americano e o peso do intervencionismo dos Estados Unidos na América Latina. 

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Zona Franca de Manaus em declínio e Zona Franca de São Luiz do Maranhão em criação!

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Mário Lúcio Silva Costa Cóvas*
Manaus – 12/06/2018

A Zona Franca de Manaus está agonizando com o governo do presidente golpista Michel Temer, que com o Decreto 9.394/2018, do governo federal, que altera a tabela de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os concentrados de bebidas não-alcoólicas, reduzindo a alíquota de 20% para 4%, e reduzindo assim as vantagens do polo de refrigerantes e bebidas da Zona Franca de Manaus e do nosso Polo Industrial (PIM).

Enquanto isso, nesta terça-feira, 12/junho, está sendo discutido na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal o projeto de lei (PLS 319/2015) que cria a Zona Franca de São Luís, no estado do Maranhão. A proposta é do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Em sua justificativa na proposta inicial, o parlamentar alega que a criação da Zona Franca de Manaus trouxe resultados inquestionáveis para o povo da região amazônica e serviu de exemplo para a formulação de novas políticas de desenvolvimento regional no Brasil.

Que em São Luís, por meio do Decreto nº 97.581, de 20 de março de 1989, foi criada uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) e que tal iniciativa não teria logrado sucesso.

Já com a criação da Zona Franca de São Luís, esta visa ao desenvolvimento da região por meio do incentivo à produção de bens destinados ao exterior. Assim, enquanto a Zona Franca de Manaus apresenta um modelo de produção voltado marcadamente para a substituição de importações, com o mercado brasileiro como seu principal destino, a Zona Franca de São Luís teria o mercado externo como destino de seus produtos.

Analisando, fato é que com a modernização das relações de consumo inclusive com o e-mercado e possibilidade de aquisição de produtos e mercadorias via internet, a comercialização ao publico no mercado interno tem sofrido grandes modificações.

No caso dos polos de produção de bens industrializados na ZFM para abastecimento ao mercado interno, a ZFM tem sofrido intensos ataques no plano interno como já exposto no inicio deste texto que a deixam vulnerável e ameaçam os empregos já gerados.

A criação de outro polo assemelhado de frente ao mar, ainda que com características inicialmente diferenciadas, voltadas às exportações, pode mais tarde acumular funções de atendimento ao mercado interno e derrubar de vez nosso já sensível polo industrial de Manaus.

O incrível é a falta de visão política da bancada amazonense em Brasília. Até agora só tenho conhecimento do pronunciamento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) prevendo que mal maiores estejam se insurgindo contra nosso projeto de desenvolvimento regional que sofre a duros anos com a redução das vantagens comparativas em relação à outros estados da federação.

Precisamos de mais atitudes enérgicas no sentido de preservar os empregos existentes e garantir mais postos de trabalho neste que tem sido o único modelo a perseverar por tanto tempo no Amazonas.

* Mário Lúcio Silva Costa Cóvas, é bacharel em Direito, com especialização em Direito Público, pós-graduado em educação e docência superior, atualmente é estudante do ensino técnico e de graduação em pedagogia e também presidente municipal do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL/Manaus.


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Partidos de Esquerda, Movimentos Sociais, Cultural e Indígenas vão lançar Fórum Popular Boulos & Sônia

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Da Redação
Manaus - 11/6/2018

Os partidos de esquerda PSOL, PCB, Frente Povo Sem Medo, Movimentos Sociais, Movimentos de Cultura, de Comunicação e Intelectuais, vão lançar na próxima sexta-feira 15 de junho, o Fórum Popular Boulos e Sônia para organizar no Amazonas a campanha da pré-candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara a presidência da Republica-PSOL/PCB.

O evento vai acontecer a partir das 17:30 horas do dia 15 de junho (sexta-feira) no CEFAM - Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus,  Av. Joaquim Nabuco, 1023 - Centro, Manaus - AM, Cep. 69020-030, em Manaus-AM.

Mário Lúcio Convida

O Presidente Municipal do PSOL/Manaus, Mario Lúcio, postou nesta segunda-feira (11/06) no seu perfil no Facebook, um convite dirigido aos militantes e filiados do partido. 


"Como presidente do PSOL Manaus convido toda nossa militância psolista para participar do lançamento oficial do Fórum Popular Boulos e Sonia, nesta próxima sexta-feira (15/JUNHO) a partir das 17:30h na Sala D do CEFAM da Arquidiocese de Manaus.

A construção do Fórum foi apresentada e aprovada pelo Diretório de Manaus do PSOL, e tornou-se uma realidade a partir de composição com o PCB no AM, Frente Povo sem Medo /AM, tendências políticas e movimento indígena.

Estão a nossa militância, simpatizantes e todos convidados a somar conosco."

SERVIÇO

Evento: Lançamento do Fórum Boulos & Sônia
Data: 15 de junho de 2018 - sexta-feira
Horário: A partir da 17:00 horas 
Local: CEFAM - Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus 
EndereçoAv. Joaquim Nabuco, 1023 - Centro
Cep. 69020-030, em Manaus-AM.
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domingo, 10 de junho de 2018

O Brasil na panela: dá um caldo

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José Ribamar Bessa Freire
Manaus - 10/06/2018
Fonte: TAQUIPRATI 
O Brasil na panela: dá um caldo

A cozinha de um país é sua paisagem colocada na panela. (Provérbio Catalão)
O Brasil inteiro cabe dentro de uma panela. Não me refiro à usada pelos “paneleiros” para derrubar uma presidente eleita. Tal panela é vazia e oca como seus usuários, ao contrário da outra, farta, cheia de ingredientes, condimentos, alimentos que geram turbulências quando não são transportados por caminhões pelas estradas para chegarem à cozinha do consumidor. Dentro dela cabem receitas, temperos, cheiros, sabores, festa, música, humor, literatura, economia doméstica, saúde, higiene e o quiabo a quatro.
Essa receita do Brasil está no livro editado pela EDUFF lançado recentemente na Livraria Icaraí, em Niterói – Discurso sobre alimentação nas enciclopédias do Brasil: Império e Primeira República – de Phellipe Marcel, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele realizou a façanha de encher a panela com sua pesquisa de doutorado para analisar o Brasil dentro deste caldeirão: o Brasil caipira, rural, urbano e suas identidades. O Brasil, não a caricatura que a TV Globo quer no futuro, mas o que a gente tem agora.
O tema surgiu graças ao carinho das duas avós do autor que embaralharam narrativas, identidades e receitas e alimentaram o Phellipinho com pão de ló. A vovó Yolanda, carioca, filha de paraibanos e italianos, preparava ensopadinhos e doce de laranja-da-terra. A vovó Cícera, alagoana, descendente de índios com franceses, preparava um cuscuz imbatível, pudim de pão e galinha cabidela ou ao molho pardo, que dá água na boca só em falar. Pronto. Foi daí que nasceu o tema, temperado pelas avós de tantos brasis: latino, índio, negro.
Receita do Brasil
Mas um tema sozinho não faz verão, mesmo que o pesquisador se entregue apaixonadamente a ele como foi o caso. Faltavam os documentos e as ferramentas de análise. O autor, com gosto e vocação para a pesquisa, vasculhou os acervos da Biblioteca Nacional e da Academia Brasileira de Letras em busca de alimentos ali registrados, assim como aqueles que foram silenciados e apagados naquilo que historicamente se considerava alimentação do brasileiro.
Encontrou rico material, de cuja existência nem suspeitava. Consultou textos e uma rica bibliografia incluindo desde a Carta de Pero Vaz de Caminha até as crônicas e relatos de viajantes. Identificou os discursos sobre comida que circulam no Brasil nos livros de culinária, em almanaques, revistas, com o corpus de análise concentrado nas enciclopédias. Analisou prefácios, introduções, apresentações e notas dos editores na abertura das coletâneas,
E as ferramentas de análise? Ele foi buscá-las no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), que lhe forneceu os instrumentos conceituais e teóricos no campo da Análise do Discurso (AD), complementando a busca naUniversité Paris 13, sob a orientação segura da doutora Vanise Gomes de Medeiros.
O livro se dirige não apenas aos conhecedores desta área, mas também a nós – eu e muitos leitores – que não somos especialistas em AD. Para isso, define os conceitos usados na tentativa de apreender as filiações de sentido nas enciclopédias publicadas no período de 1863 a 1925 sobre a comida brasileira para revelar em que medida tal operação ajuda a entender o Brasil e os brasileiros.
O corte cronológico toma como ponto de partida uma das primeiras enciclopédias publicadas no Brasil – a Encyclopedia do Riso e da Galhofa em Prosa e Verso (1863) – e outras identificadas como fundadoras e que permitem reconstruir a história dos sabores: a Encyclopedia popular (1879) - a primeira de divulgação científica em nosso país; a Encyclopedia e Diccionario Internacional (1920), pioneira na organização em verbetes; o Thesouro da Juventude (1925) destinado à educação infantil, uma espécie de google da minha geração e, finalmente, O Cozinheiro Nacional (1870), o primeiro livro de culinária com receitas.
Dupla feijão-farinha
Com esse material, o autor mostra discursivamente como se dá nas enciclopédias a formação daquilo que vai sendo chamado de comida brasileira, bem como a constituição da identidade nacional que se constrói, entre outros materiais, com a culinária, talvez muito mais do que com o futebol. Mais do que no gramado e nos estádios, o Brasil está mesmo é na panela.
A tese torna evidente o apagamento do discurso sobre a formação da alimentação no Brasil no que diz respeito às influências e contribuições do negro e do índio, marginalizados em detrimento da herança lusa. O consumo de feijão, por exemplo, é registrado pelo viajante francês Saint-Hilaire, entre 1816 e 1822, em diferentes pratos com feijão-preto: “à moda brasileira”, “a modo dos colonos”, “em tutu”, “tutu à baiana” e até a “feijoada”. Mas as receitas não constam no Cozinheiro Nacional(1870).
- A dupla feijão-e-farinha de mandioca já era consumida antes da chegada dos portugueses, mas só vai aparecer como base da alimentação do brasileiro a partir de 1920, com a eclosão do movimento modernista. Apesar de muitos ingredientes, pratos e comidas indígenas terem sido apagados ou omitidos no discurso enciclopédico, o feijão e a farinha resistiram– escreve Phellipe Marcel.
Desta forma, o livro passa por outros sentidos sobre comida e sobre sujeito, abordando o discurso geopolítico que “nacionaliza” sabores e comidas, além do discurso médico, para o qual algumas comidas e ingredientes são básicos não só para o sujeito nacional, mas para toda a espécie humana. Discute o perigo da universalização, generalização e redução do sujeito a uma espécie biológica.
Ao discorrer sobre comida e alimentação, Phellipe Marcel reflete muito sobre a história desse Brasil imenso que, se cabe na panela, como a paisagem na cozinha catalã, não deixa de ter, dentro dela, conflitos, encontros, sabores e dissabores. Mas que dá um caldo, dá.
P.S. 1 Texto reelaborado a partir do prefácio escrito para o livro de Phellipe Marcel da Silva Esteves. O que se pode e se deve comer: uma leitura discursiva sobre sujeito e alimentação nas enciclopédias rasileiras(1863-1973) EDUFF. Niteroi. 2017, lançado em 2018. A tese defendida no final de 2014, contou com a seguinte banca: Vanise Gomes de Medeiros (orientadora), Bethânia Sampaio Correa Mariani, Helena Franco Martins, Maria Cristina Leandro Ferreira e José R. Bessa Freire.
P.S. 2 - A foto, evidentemente, foi postada no Face como sói acontecer. Aliás, diplomas só deviam ser reconhecidos depois da postagem das fotos da defesa nas redes sociais. 
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Centrais sindicais realizam lançamento da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

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Divulgação
Manaus – 06/06/2018
 
Foto: INTERSINDICAL

Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

Juntas, as centrais sindicais CUT, Intersindical, CTB, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT lançaram nesta quarta-feira (6/6) o documento “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora” que traz 22 propostas urgentes para fazer o Brasil retomar sua economia e desenvolvimento social. Veja ao final as 22 propostas e faça o download da Agenda.

Representando a Intersindical na mesa de abertura estiveram o secretário-geral, Edson Carneiro Índio, e a dirigente dos Químicos Unificados, Claudia Bueno.


“Neste momento que é o mais grave na história recente do povo, explosão do desemprego, explosão da ocupação informal e precária, desmonte do Estado, entrega das riquezas do país, soberania nacional pisoteada, Constituição rasgada, dão um golpe de Estado financiado pelo grande capital para implantar um governo e uma  agenda para dizimar com as conquistas da Constituição Federal de 1988 e da classe trabalhadora, portanto, as centrais sindicais dão um gesto fundamental hoje e apontam para a sociedade brasileira, e em particular para a classe trabalhadora, pontos prioritários que a gente quer defender, debater com a sociedade, e principalmente no processo eleitoral que se avizinha. Eleição sem tapetão! Lula livre e enfrentamento político!”, discursou Índio.

Claudia Bueno reforçou: “É importantíssimo que a gente conquiste a mente e o coração dos trabalhadores para a gente mostrar qual é a agenda verdadeira desse governo”. “Temos de estar na porta das fábricas, precisamos retomar novamente o Brasil para a mão dos trabalhadores e não deixar com essa corja que está aí, vamos retomar a agenda da classe trabalhadora”, afirmou.


Durante o evento foi aprovada a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora e o próximo dia 10 de agosto foi eleito como o Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora, onde haverá enfrentamento e paralisação nas ruas pela volta do desenvolvimento social, contra a política de preços da Petrobras, em prol do fortalecimento da indústria e da soberania nacional.


Confira as 22 propostas da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora:

1. Criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, que já atingem 28 milhões de trabalhadores:

a. Criar frentes de trabalho como medida emergencial, com atenção especial para os jovens;

b. Retomar as obras de infraestrutura;

c. Políticas de amparo aos desempregados: aumento das parcelas do seguro- desemprego, vale-transporte para o desempregado, vale-gás, subsídio de energia elétrica, entre outra.

2. Democratizar o sistema de relações de trabalho, fundado na autonomia sindical, visando incentivar as negociações coletivas, promover solução ágil dos conflitos, garantir os direitos trabalhistas, o direito à greve e coibir as práticas antissindicais; favorecendo a   reestruturação  da   organização  sindical  para ampliar a representatividade e a organização em todos os níveis, estimulando a cooperação sindical entre os trabalhadores, inclusive com o financiamento solidário democraticamente definido em assembleia.

3. Regular o direito de negociação coletiva para os servidores públicos, em todas as esferas de governo, segundo os princípios da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

4. Renovar, para o próximo quadriênio (2020 a 2023), a política de valorização do salário mínimo.

5. Definir a jornada de trabalho em 40 horas semanais.

6. Revogar todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Lei 467 (Reforma Trabalhista) e da Lei 13.429 (Terceirização), que precarizam os contratos e condições de trabalho, na perspectiva da construção de um novo estatuto, com valorização do trabalho.

7. Combater a informalidade, a rotatividade, o trabalho análogo ao escravo e eliminar o trabalho infantil, no campo e na cidade.

8. Regulamentar o inciso 27º do artigo 7º da Constituição, que garante proteção trabalhista para os impactos das transformações tecnológicas e econômicas.

9. Assegurar o direito e o  acesso ao Sistema Público de  Seguridade e Previdência Social, promovendo a universalização; garantir, diante das mudanças no mundo de trabalho e da transição demográfica, a sustentabilidade financeira do Sistema, com permanente participação social na gestão.

10. Revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos, e criar uma norma coerente com o papel do Estado no desenvolvimento do País, cuja elaboração inclua participação social, que integre também a avaliação permanente da regra orçamentária.

11. Promover reforma tributária orientada pela progressividade dos impostos, revisão dos impostos de consumo e aumento dos impostos sobre renda e patrimônio (tributação sobre herança e riqueza, lucros e dividendos), visando à simplificação, à transparência e ao combate à sonegação.

12. Reestruturar, fortalecer e ampliar a capilaridade do Sistema Público de Emprego voltado para a proteção do emprego e o combate à demissão imotivada; articulando e ampliando a proteção aos desempregados, os programas de formação profissional, a intermediação de mão de obra e o microcrédito produtivo; recuperando a capacidade de financiamento do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador; investindo na efetividade dos conselhos em todos os níveis.

13. Universalizar o acesso à educação de qualidade em todos os níveis, orientada pelos princípios da liberdade, da cidadania e para o aprendizado e o conhecimento, em um mundo em mudança; rever e reorganizar o ensino médio e profissionalizante, com políticas voltadas ao ingresso do jovem no mercado de trabalho.

14. Fortalecer o Sistema Único de Saúde, com integralidade e universalidade, ampliando a oferta de serviços e garantindo o financiamento público; promover a política de saúde do trabalhador e de segurança no trabalho.

15. Promover e articular uma política de desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, orientada para o readensamento das cadeias produtivas, com enfoque estratégico para a indústria, as empresas nacionais, a presença no território nacional, a diversidade regional, a geração de emprego de qualidade e com relações de trabalho democráticas.

16. Fortalecer a engenharia nacional e reorganizar o setor da construção para dinamizar e materializar os investimentos estratégicos em infraestrutura econômica, social, urbana e rural.

17. Garantir às micro, pequenas, médias empresas e à economia solidária e popular acesso ao sistema de inovação tecnológica, favorecer a integração aos mercados internos e externos, fornecer assistência para a gestão e promover acesso ao crédito.

18. Fortalecer o papel estratégico das empresas públicas (sistema da Eletrobras, Petrobras, bancos públicos, entre outros) para a promoção e sustentação do desenvolvimento econômico e social.

19. Investir e ampliar o sistema de ciência, tecnologia e inovação, em articulação com a estratégia de investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social, urbana e rural.

20. Fortalecer e ampliar as políticas sociais de combate à pobreza, miséria e redução da desigualdade social e de renda.

21. Fortalecer as políticas voltadas para a Agricultura Familiar, a Reforma Agrária e o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão no campo.

22. Ampliar e efetivar políticas, programas e ações para promover a igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes.

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Estados Unidos fracassam na OEA

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Agencia Venezuelana de Notícias
Caracas, 06 Jun. AVN

Presidente da Venezuela Nícolas Maduro 
INTERNACIONAL - O chanceler da República Bolivariana da Venezuela, Jorge Arreaza, rechaçou nesta terça-feira uma resolução aprovada na Organização dos Estados Americanos (OEA) que abre a porta ao intervencionismo contra o país sul-americano.

Durante uma assembleia da OEA, transmitida pela Telesur, rechaçou o documento promovido pelo governo dos Estados Unidos (EUA), que somente conseguiu 19 votos a favor e não os 24 necessários para conseguir a suspensão da Venezuela deste organismo.

"Nós vamos com nosso povo enfrentar nossas dificuldades e entre os venezuelanos vamos resolver nossos problemas sem que seu ingerencismo, intervencionismo afete nosso país. A Venezuela é livre e soberana que Viva a Pátria Grande!", disse ao concluir sua participação.

Arreaza denunciou que a resolução contra a Venezuela viola os princípios da não intervenção da Carta Interamericana da  OEA e coloca em risco a segurança do país.

"Esta aprovação, em teoria, lhe dá carta branca aos Estados Unidos (EUA) para seguir agredindo a Venezuela", advertiu, recordando como o presidente dos EUA disse publicamente que considera ações militares contra a pátria de Simón Bolívar.

"Os Estados Unidos disseram que estão todas as opções na mesa" e "todas as opções incluem também a opção militar assim disse o presidente Trump. Aqueles que aprovaram esta resolução estão também aprovando a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela", alertou.

O chanceler venezuelano fez um chamado à consciência pela unidade latino-americana e condenou as pressões que o vice-presidente dos EUA, Mike Pince, exerce contra governos na OEA para atacar a Venezuela.

"É muito lamentável que ocorram essas coisas", comentou, celebrando o apoio de outros estados-membros da OEA ao país caribenho.

"Sua resolução senhores é simplemente a soma de suas medidas coercitivas unilaterais e em consequência ilegais que em absoluto é uma ação coletiva", disse.

Também destacou que os venezuelanos somente acatam a Constituição da República. "É a única lei que importa ao povo venezuelano além do Direito Internacional Público que respeitamos plenamente".

Em seu discurso, Arreaza afirmou que o único que a Venezuela precisa é que acabem as sanções e a agressão política. "Suspendam as sanções, desbloqueiem os fundos da Venezuela, não isto que estão fazendo: mais sanções", denunciou.

O chanceler venezuelano mostrou como as sanções unilaterais dos EUA e aliados como Canadá e a União Europeia (UE) promovem um cerco financeiro contra a Venezuela e golpeiam a vida cotidiana dos venezuelanos.

Devido a estas sanções, há dois anos a Venezuela tem dificuldades para comprar produtos e medicamentos para a população, como ocorreu em 2017, quando o Citibank se negou a receber recursos venezuelanos para a importação de 312 mil doses de insulinas destinadas a atender 450 mil pacientes.

Este bloqueio, também, impediu as transações com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) para a compra de insumos na área da saúde.

Algo parecido fez o governo da Colômbia contra a Venezuela. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, proibiu que um laboratório vendesse ao Estado venezuelano medicamentos contra a malária, insumos que agora são adquiridos através de convênios com a Índia.

"A Venezuela se retira desta organização precisamente porque esta organização em absoluto não ajuda os povos de nossa América e ao contrário, como se mostrou no dia de hoje, o que faz é gerar condições para o intervencionismo, a ingerência e violar o Direito Internacional Público",afirmou Arreaza.
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terça-feira, 5 de junho de 2018

Centrais sindicais lançam Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

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DivulgaçãoManaus - 05/06/2018Fonte: INTERSINDICAL 

Neste dia 6: lançamento da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora


As Centrais Sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT) realizam na quarta-feira (6) o lançamento da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, documento unificado com as 22 propostas para o desenvolvimento do Brasil.

As propostas são uma agenda socioeconômica de transformação orientada pelo combate a todas as formas de desigualdade e pela promoção do emprego de qualidade, pela liberdade, pela democracia, soberania nacional e justiça social.

A agenda propõe de imediato medidas de combate ao desemprego e ao subemprego crescentes que já atingem 28 milhões de trabalhadores, como a criação de frentes de trabalho, com atenção especial para os jovens; a retomada das obras de infraestrutura e a implementação de políticas de amparo aos desempregados, com aumento das parcelas do seguro desemprego, vale transporte para o desempregado, vale gás, subsídio de energia elétrica, entre outras.

O lançamento da agenda prioritária ocorre às 10h no Sindicato dos Químicos de São Paulo, na rua Tamandaré, 348, bairro Liberdade, com a presença dos presidentes de todas as centrais.

Na semana seguinte, as centrais realizarão também a apresentação do documento para os parlamentares do Congresso Nacional, além da entrega aos presidentes da Câmara e do Senado e para líderes partidários.

Durante os próximos meses, os dirigentes das centrais irão entregar aos candidatos à presidência da República a agenda prioritária, bem como para entidades representativas da sociedade.

Serviço – Lançamento da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”


Data: 06/06, quarta-feira, às 10h

Local: Sindicato dos Químicos de São Paulo – rua Tamandaré, 348, bairro Liberdade

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