sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasil, o país de todos… Ou quase todos!

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E esse tal Meio Ambiente - O Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Digo, rico de fauna, rico de flora, rico de bacias hidrográficas, rico de políticos de honestidade duvidosa, rico de pessoas tentando “passar a perna nas outras”, enfim…


Para comemorar o “Dia da Amazônia”, nós do E esse tal meio Ambiente?, estamos escrevendo posts comemorativos. Fiquei incumbida de falar sobre a questão das hidrelétricas em nosso lindo país. Após pensar muito sobre o assunto e pesquisar bastante, resolvi escrever um texto mais para o “lado” humano e pessoal, do que para o “lado” jornalístico.

As hidrelétricas são responsáveis por aproximadamente 40% da energia elétrica brasileira. Porém, segundo dados do Portal São Francisco, somente cerca de 25% do total do potencial hidrelétrico brasileiro correspondem a usinas em operação. Atualmente, o nosso país possui mais de 400 usinas em operação e algumas em construção.

Em pleno século XXI é inadmissível que a “vontade política” se sobreponha à “vontade e a vida das comunidades”. A construção de uma usina hidrelétrica acarreta uma série de consequências negativas, que vão desde alterações nas características climáticas, hidrológicas e geomorfológicas locais, até a morte de espécies que vivem nas áreas que são inundadas e em suas proximidades, o que, claro, afeta a população que vive no entorno do rio e que sobrevive da pesca.

Ao imergir esses locais, principalmente a região Amazônica, o risco para as florestas, para os animais e para os seres humanos é enorme. A área abriga a Floresta Amazônica, (o maior bioma terrestre do mundo, e patrimônio nacional segundo a Constituição Federal) onde encontramos também a maior parte das comunidades indígenas brasileiras.

Como, alguém, em sã consciência, pode arruinar tudo isso pensando em interesses particulares? Porque, a meu ver, os benefícios de se fazer uma hidrelétrica se sobrepõem aos malefícios causados por ela. Sim, existem algumas medidas obrigatórias que são adotadas pelos empreendedores para minimizar os impactos negativos da construção de usinas, mas talvez seja hora de pensar o quanto elas são eficientes e efetivas.

Ao seu lado, o Governo investe em diversas campanhas, mostrando que para a construção de uma usina geram-se milhares de empregos, além de “progresso” para o local. Ponderando: é claro que a construção traz empregos, mas existem outras formas de se empregar a população. Essa discussão já entra em outro critério, que os nossos governantes gostam muito: circo, pão e água! Não é preciso dar educação, escolaridade e nem emprego, apenas diversão barata e comida (com as diversas “bolsas” que temos no Brasil).

Nunca na história deste país vimos tantos acontecimentos e ficamos quietos. Contentamos-nos com um índice mínimo de diminuição de desemprego, com “bolsas família, leite, celular, escola”. Nos acostumamos a ver políticos roubando e dizemos: “é assim mesmo, fazer o quê?”

Devemos mudar nossa postura, lutar por nossos direitos. Temos que aprender a votar melhor, a reivindicar com civilidade, a dizer não para propostas tão incríveis como a da construção de hidrelétricas em locais que deveriam ser mais do que preservados e protegidos.

Se o Governo brasileiro não consegue zelar pela Amazônia, a solução então seria internacionalizar-lá? Ou a população consegue se unir para lutar por ela? Leia o texto publicado ontem “Amazônia: Dependência? Ou Independência ou morte?” e dê sua opinião!

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