segunda-feira, 25 de junho de 2012

Entre motos e feridos, todos saíram vivos da Rio + 20.

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Por Jornalismo Carlos Costa – Todos ganharam e perderam ao final da Conferência Rio + 20, pois ninguém pode se anunciar vencedor ou perdedor em sua totalidade!

Entre mortos, feridos, protestos de entidades ambientalistas, reunião de prefeitos, empresários e uma carta aberta de cientistas à presidente Dilma Rousseff, cobrando-a sobre as promessas de um “desenvolvimento sustentado, pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico”, todos saíram vivos ou quase vivos da Conferência Rio + 20, mas sem muitos resultados práticos, concretos ou estabelecimento de metas a serem cumpridas pelos governos, a curto, médio e longo prazo.

O mais interessante e importante na Conferência talvez tenha sido a reunião dos Prefeitos, mas também sem muitas propostas práticas. Hoje, com as tecnologias desenvolvidas, já existe como se projetar e construir edifícios usando energia solar, captação de água das chuvas, implantação de sistema de separação e captação de lixo doméstico em uma espécie de “tecnologia verde” com prédios de apartamentos, usando-a em benefício dos condôminos, fazendo baixar a taxa de condomínio.

Paralelamente, os prefeitos deveriam baixar decretos isentando ou pelo menos amenizando o elevado preço dos IPTUs para empreendimentos desenvolvimentos com essa tecnologia possível, mas ainda um pouco cara, que, com o tempo e o uso continuado, poderão se tornar baratas e acessíveis a todos, inclusive em casas também.

De tudo, porém, o mais forte protesto surgiu de um grupo de cientistas de várias faculdades, em carta aberta à presidente Dilma, garantindo que “não há evidências físicas da influência humana no clima global” e denunciando, entre outras coisas, a “manipulação ideológica” em torno das discussões da Conferência Rio + 20.

Os cientistas foram taxativos ao afirmar que “a despeito de todo o sensacionalismo (...), não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a Revolução Industrial no Século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizaria (sim), influência humana”.

Pelo menos os cientistas, os empresários e os prefeitos podem seguir um caminho para provar suas teses, apoiarem projetos de edificações socialmente sustentáveis e os empresários desenvolverem produtos que venham a contribuir, ao menos, com uma menor poluição ao meio ambiente. Depois, saberemos quem teve razão porque da Conferência Rio + 20 muitos saíram frustrados!

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