terça-feira, 29 de maio de 2012

MAGISTÉRIO INCLUSIVO E COMPLETO!

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Por Jornalismo Carlos Costa – No exercício pleno de um magistério comprometido, sério, inclusivo, o professor deve fazer-se entender pelo seu aluno, usando técnicas capazes de despertar a compreensão do todo e não só de uma parte do assunto, unindo conhecimento de diversas outras disciplinas para uma melhor compreensão do todo.

É assim que entendo uma educação inclusiva, não discriminante e acessível a todos independentemente de cor ou raça. Deve ser uma escola que o aluno tenha prazer e se sinta bem em freqüente-la, com professores capazes de explicar a origem de todas as informações, unindo-as sempre à realidade social da comunidade.

Afirmo isso porque como professor que fui do antigo curso primário, passando pelos antigos ensinos primário, secundário, ginasial e superior, sempre busquei unir as partes em um todo, fazendo o aluno compreender o porquê  das teorias e pouca atenção dava ao quê dessas teorias, textualizando o todo e não só as partes, explicando a origem dos fatos e os esclarecia porque aquele tipo de pensamento tinha se manifestado nas diversas fases da história. Depois, entrava no assunto propriamente dito.

Mas para isso, fazia pesquisas, lia livros e ao entrar em sala de aula, tinha uma exata compreensão do que falaria, sobre como abordaria o tema e em que nível de entendimentos os alunos se encontravam. Fazia uma pesquisa diagnóstica e tabulava dados de meus alunos quando não os conhecia. Assim, tinha a perfeita compreensão e entendimento de suas dificuldades e tentava – ninguém é perfeito e eu não seria exceção – fazer com que eles interagissem no todo.

Sempre gostava de tocar em assuntos que outros professores haviam lhe falado em algum momento – “lembram daquele assunto tal, pois vai daí que surgiu essa teoria” – e assim cativava os alunos, me fazia compreender e o índice de reprovação em minhas turmas era o mínimo, mas também acontecia. Dessa maneira, o aluno não era ensinado em uma coisa em particular, mas em seu conjunto,  no todo,sempre buscando enfocar a realidade social em que viviam, muito parecido com a “Educação Libertadora” de Paulo Freire, transportando o concreto à prática, acrescentando a origem dos fatos e o porquê dos fatos terem se dado daquela e não dessa maneira.

Ou seja, discutia os problemas da sociedade e os interpretava para uma melhor compreensão dos alunos. Sempre relacionava um fato histórico com outro fato histórico e assim os alunos se interessavam mais pelas aulas, porque ela não seria monótona.

Assim entendo a didática inclusiva, extensa, completa, mas o que vejo hoje é professores apenas reivindicando salários – o que é justo, mas não se preocupando em melhorar suas próprias qualidades para desenvolver em seus alunos a qualidade crítica e interpretativa de uma realidade. Bom salário é ótimo e motiva ao professor em sala de aula, mas isso não é tudo e nem o mais importante.

Pratiquei esse tipo de método até ser aposentado por invalidez e nunca me arrependi de fazê-lo em todas as turmas em que ministrei meus conhecimentos ou como palestrante que, infelizmente, não tenho mais capacidade para fazê-lo porque depois de 11 cirurgias a que sofri no cérebro, passei a esquecer muitas palavras e, às vezes, me torno excessivamente repetitivo e cansativo também. Mas continuarei defendendo uma educação comprometida e compromissada com a transformação social.

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